CRIAR LUGARES DE RESPEITO

Só haverá respeito se os ambientes forem respeitosos. Encontros, acontecimentos, situações, podem até estarem no âmbito do contingente, mas existem a partir de pessoas. São as pessoas nos espaços e na temporalidade que qualificam os ambientes. Não há separação entre sujeito, objeto e conhecimento, embora que alguns ainda pensem e ajam de forma fracionada. Se somos seres integrais, complexos, holísticos, onde indivíduo e coletivo transitam concomitantemente em movimento contínuo, com os meios culturais e ambientais, onde tudo está interconectado e interdependente, não há como fugir da responsabilidade por nossas escolhas e preferências. Dotados de consciência, sabemos perfeitamente o que estamos fazendo a cada momento e em cada situação, portanto, a responsabilidade é pessoal. Se queremos ser respeitados, precisamos primeiro saber se respeitar para poder respeitar o outro e todos os outros, e ainda criar ambientes respeitosos no entorno e em nossa comunidade. A grande jornada da colaboração participativa e transformativa exige coragem e clareza mental para enfrentar riscos e desafios. Saber se ouvir, para poder saber ouvir e compreender a diversidade das vozes internas e externas, é fruto de um compromisso pessoal no cultivo permanente de autoaprimoramento. Criar lugares de respeito, que favoreçam experiências respeitosas, é apostar no potencial da pessoa humana, nas qualidades que cada ser humano traz consigo ao nascer: bondade, amorosidade, gentileza. Pergunte a qualquer pessoa à sua volta se, ela quer ou não quer ser respeitada. Pergunte a você mesmo.  O respeito é mais que uma exigência, é uma necessidade intrínseca da natureza da pessoa humana. Ambientes onde o respeito se faz presente, a gentileza, a amorosidade,a bondade, se evidenciam espontaneamente, naturalmente, pois são qualidades inatas do ser humano, desde sempre e para sempre.

Abraços   ****

Vivi

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