CONHECIMENTO INSTANTÂNEO – É POSSÍVEL ?

Quando a educação tem por objetivo fazer com que, os alunos arquivem informações dentro de um corpo de conhecimentos, somente para realizar exames, algo se incompatibiliza em relação à formação do ser humano integral. Pensar, refletir, criar, ou apenas memorizar e decorar: onde queremos chegar? Qual é a relação com o conhecimento que pretendemos oferecer aos nossos alunos? Quais qualidades humanas queremos formar em nossos alunos? Queremos tecnocratas burocratas automatizados e homogeneizados, que sirvam ao sistema mecanizado do capitalismo ou queremos humanos humanizados e criativos, que saibam pensar e escolher, considerando a diversidade dos contextos e a preservação da vida? O que garante o verdadeiro aprendizado, é a curiosidade e a vivência somática dos conhecimentos, a experiência prática. É, através do pensar criativo, na busca por soluções, adequações, conexões e encaixes, com vitalidade motivacional sustentada por valores humanos e humanizantes, que o conhecimento poderá se ampliar e constituir sentido e significado para todos aqueles que se dispõe a aprender, em qualquer idade ou grupo social. Como deixar de insistir na repetição mecanizada de transmissão de conhecimentos, para engajar nossos estudantes nos exercícios intelectuais que motivam, inspiram e ampliam a percepção, ampliam a visão do mundo e da natureza humana. É pelo prazer de explorar caminhos intelectuais e estéticos que o conhecimento se amplia e faz sentido na vida de todos os que se dispõe a aprender e a ensinar, afinal são dois sujeitos que se completam e não se subjugam. O instantâneo e descartável não poderá ser validado quando o valor maior é a vida e a natureza humana viva.

Abraços    ****

Vivi

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