CONHECIMENTO E CORPORIFICAÇÃO

 

O conhecimento desconectado do corpo, da concretude do vivido, se torna estéril ou por vezes até tedioso, quando não arrogante. Quando o conhecimento se expressa no viver somático, gestual, relacional, no ser e no fazer vivo ele ganha magnitude, se torna um fermento criativo. Ao questionar, problematizar o vivido, como diria Bergson, a cognição no seu caráter de imprevisibilidade, comporta a invenção. A cognição enraizada na ação da vida prática se cria e se recria, a partir das novas possibilidades que o tempo e a história oferecem ao novo. O corpo do ser humano pensante, que problematiza a existência, não é apenas uma entidade biológica mas, ao corporificar o conhecimento pela experiência vivida, vai se acoplando com o social, o linguístico, o psicológico e cultural. A cognição quando encarnada se distingue da cognição tida apenas como processo mental, é uma cognição que advém das formas e conexões sensório-motoras. O conhecimento encarnado, corporificado é um conhecimento vivo, conectado aos processos biológicos, históricos, culturais e que responde ao mundo, ao meio, afetando e sendo afetado no presente imediato do concretamente vivido, é um conhecimento que se  inventa e se reinventa continuamente.

Abraços    ****

Vivi

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