CONFESSIONÁRIOS ELETRÔNICOS

Houve um longo tempo em que a intimidade era um lugar de absoluta privacidade. Nada era compartilhado, talvez no silêncio pessoal. Para os cristãos, o pedido de perdão dos pecados cometidos acontecia pela autoridade de um sacerdote. Ele e apenas ele, poderia dar a permissão para se  receber a comunhão, um procedimento que  acontecia no confessionário. Hoje, na modernidade líquida e pasteurizada, dissolvida de qualquer diretriz, “tudo” vai para a rede. Nos faces e twitters as intimidades passaram a ser vistas e lidas por todos aqueles que acessem a rede. É lá, na rede onde “tudo” é visto e falado nas imagens e conversas eletrônicas  onde todos, além de se exporem, ainda “palpitam” sobre os episódios, fomentando os confessionários eletrônicos, sem sacerdote autorizado. Certo ou errado, é assim que acontece. Pergunta: onde ficou o valor do pudor? O valor do respeito? Será que ainda existe o lugar do privativo? Será que existe prazer na invasão da privacidade?

Abraços    ****

Vivi

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