COMUNIDADE – ÉTICA E AUTO-ÉTICA

O mundo do vivo tem suas raízes na comunidade. As formigas, os cupins, as abelhas são evidências do viver em comunidade. Os mamíferos, também se solidarizam na defesa de suas crias e na caça. Nas sociedades arcaicas a consciência da comunidade fez parte do culto aos deuses, do mito do ancestral comum, unindo fraternalmente seus membros.

O conceito de sociedade aparece sob a forma de uma entidade onde as interações ocorrem pela ordem da lei e da força, diferenciando-se do conceito de comunidade, entendida como um conjunto de indivíduos ligados afetivamente por um sentimento de pertencimento a um Nós. Nas sociedades históricas, a fé religiosa alimenta os sentimentos comunitários. O ocidente moderno traz o desenvolvimento através de competições, rivalidades e antagonismos, mas também apresenta um sentimento de pertencimento comunitário e um senso de responsabilidade mútua. A preservação do sentido de pertencimento comunitário , de conexão a um território físico, psíquico e cultural comum, tem na auto-ética o fio de ligação entre seus membros, na subjetividade de seus membros.  A lógica do pensamento racionalizado e dedutivo, tem semeado um olhar de separação entre as pessoas e seu mundo, impedindo a vitalidade do sentimento de comunidade. Não estamos, nem vivemos separados, mas somos um todo interconectado e repleto de complexidades. “ O princípio da separação torna-nos mais lúcidos sobre uma pequena parte separada de seu contexto, mas torna-nos cegos ou míopes sobre a relação entre a parte e seu contexto” como afirma e insiste Edgar Morin.

O mundo contemporâneo,  apresenta o desafio de um pensar complexo, onde ética, educação, justiça e ação política estão integralmente interligados na multiculturalidade.

Abraços   ****

Vivi

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