COMPROMETIMENTO OU COMPLACÊNCIA

Assumir posições, tomar decisões, fazer escolhas, participar de um grupo ou de um projeto, ser um cidadão, são atitudes que dependem antes e acima de tudo, de um compromisso pessoal. Desde uma mudança de comportamento, de um gesto, ou de um hábito, estamos sempre na dependência de um compromisso pessoal e auto deliberado. Qualquer mudança sempre estará atrelada a uma processo decisório absolutamente pessoal, de uma consciência presente e consciente de si mesma. Não há comprometimento isolado de um compromisso consciente. Se não houver uma consciência  atuante no processo do pensar e agir, haverá apenas complacência, ou seja, uma atitude de quem apenas cumpre regras e normas advindas do mundo externo, desprovida de uma escolha auto determinada. O jogo da complacência é muito comum no cotidiano relacional, seja na relação da pessoa com ela mesma, seja na relação da pessoa com o seu meio relacional. A complacência é aquela atitude quase próxima da resignação ou da pura preguiça. É aquela atitude de quem concorda mas, já sabe que não irá se comprometer, concorda mas, já sabe que irá “fazer” a seu modo. A complacência fragmenta o pensar e o agir gerando insegurança, desconfiança, sentimento de isolamento, ausência de vínculo consigo e com o outro. O comprometimento é aquela atitude fruto de uma consciência de si, que reflete, questiona, analisa e verdadeiramente assume posições confiáveis e criativas. O comprometido é responsável, o complacente não assume responsabilidades e portanto, desrespeita a si e ao outro. O comprometimento caminha ao lado da disciplina, que oferece direcionamento no viver. A complacência tende a uma atitude controladora pois, tem receio de se perder pela ausência de sentido, de fronteiras e limites. Quem de mim tem estado presente em meu viver, o comprometido ou o complacente?

Abraços    ****

Vivi

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