COMPREENSÃO PARA CONCILIAÇÃO

Uma voz conciliatória pede uma disposição para compreender com amorosidade. Querer compreender algo apenas pela lógica linear e  maniqueísta da razão, impede a possibilidade de se encontrar outros caminhos, mais agregadores e conciliatórios. Nem sempre se torna claro para um observador desapercebido, os ressentimentos que estão  embutidos e portanto, não evidentes, quando os conflitos emanam. Ressentimentos no geral ficam escondidos em linguagens, símbolos e formas, que um olhar superficial não consegue perceber para   compreender. Daí a necessidade de uma consciência que se disponibilize a compreender com amorosidade, ou seja, com inclusão e não com separação, exclusão ou confronto. A história humana já revelou aos seres humanos, que todo confronto que gera enfrentamento desemboca na falência da vida, cegando perspectivas, cegando o criativo, o novo, aquilo que está por vir, pedindo passagem. É a capacidade de querer ver uma situação conflitiva com um olhar amoroso, que vai permitir a conciliação das partes. A questão não é ganhar ou perder, afinal, quando há um ganhador haverá sempre um perdedor. A questão é incluir a vida, reconhecendo a diversidade, reconciliando os ressentimentos, para encontrar juntos, outras possibilidades, onde cada uma das partes se disponibiliza ao consenso. Cultivar no corpo, na mente, na alma esta qualidade e atitude de compreensão amorosa, respeitando e incluindo a todos, é a força da coragem de quem oferta a sua dignidade para conciliar, para unir, para dignificar a vida no universo vivo, onde todos nós, os presentes, os antepassados e aqueles que virão, serão considerados e legitimados.

Abraços    ****

Vivi

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