COMO ENFRENTAR A DOMINAÇÃO

Entendendo que o contemporâneo tem evidenciado a passagem de uma cultura que tem privilegiado os valores da dominação, do controle, da desqualificação, da imposição e intimidação, para uma cultura que está se construindo a partir dos valores da parceria, da ação conjunta, da interdependência, pautando-se por uma ética dialógica, é aceitável as zonas de discordância. O que não podemos aceitar, é o desrespeito pela dignidade humana e pela vida. Como toda passagem para mudanças, estamos vivendo momentos em que o novo ainda não se construiu nem se constituiu, mas, não podemos mais aceitar e portanto, colaborar, mesmo que seja pela omissão silenciosa e velada, com as formas de enfrentamento que destroem a vida em todas as suas manifestações. Para enfrentar e discutir a dominação, precisamos de reciprocidade e respeito mútuo. A comunidade humana, em todo o planeta tem vivido a necessidade de muita clareza mental, discernimento, lucidez corajosa, para sustentar uma ética que sustente com dignidade os valores protetivos da vida, valores que tenham a proteção da criança em primeira ordem. Há elementos que podem e devem ser negociados, mas, há elementos que não podem ser negociados quando a vida corre risco. Não cabe mais pensar em um EU, a todo custo, desprovido de qualquer escrúpulo. Pensar e agir a partir de um EU egoísta, egocêntrico e obsessivo não pode mais ser aceitável, afinal vivemos e convivemos juntos na comunidade humana, interligados e interdependentes. Precisamos instalar em nossas mentes e corações, um NÓS cooperativo e responsável. Para enfrentar os valores da dominação, precisamos do diálogo amoroso e justo, precisamos de uma forma de pensar e agir que inclua a razão lógica, mas, também e igualmente, a razão sensível, todo dia, o dia todo.

Abraços  ****

Vivi

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