COGNIÇÃO – ARTE E INCERTEZA

Os seres humanos pensam. Somos dotados de inteligência, produzimos conhecimento, vivenciamos nossas experiências, aprendendo e conhecendo o mundo. Somos capazes de observar o nosso experimentar e ao mesmo tempo nos observar observando. Além disso, como um ser de linguagem, somos capazes de narrar, de explicar o observar, o conhecer. Todo este processo acontece de forma simultânea e interdependente, na relação conectiva entre corpo, mente, sistema nervoso, consciência, com o meio externo e a história pessoal. São experiências vividas, memórias, conhecimento, produzindo constantemente ideias, narrativas, que se relacionam e se conectam com os acontecimentos nos encontros. Além disso, mais um elemento no processo cognitivo: o uso das máquinas nas redes sociais. Um ser que aprende, cria, conhece a partir de si e de um coletivo, enquanto se conecta nas redes sociais e informacionais, ativando-se cognitivamente e emocionalmente. Todo este conjunto,  produz e processa informações, interage, configurando e produzindo novas formas de conhecer e pensar. Como todo processo de criação, inclui a capacidade de criar, inovar, inventar, recriar, onde a arte se manifesta e com ela a incerteza, como um componente próprio da capacidade criativa. Acolher a incerteza no processo cognitivo, não se mostra como uma fragilidade, mas sobretudo, como um vetor que impulsiona a criação ou a recognição. “A invenção de si e do mundo” na afirmação de Virgínia Kastrup, começa com a capacidade de pensar e inventar no ser pensante.

Abraços    ****

Vivi

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *