CÍRCULOS QUE TRANS.FORMAM

 

A passagem de uma cultura de dominação e exclusão para uma cultura de parceria e inclusão, talvez seja o grande desafio deste século. Para controlar é preciso intimidar, ameaçar, desqualificar e punir. A parceria contempla atitudes responsáveis, no orientar, promover, conectar, adaptar. Sob a dominação não há espaço para a criatividade, para a reflexão e diálogo.

Na ausência da coparticipação, a responsabilidade fica impedida de emergir e sem responsabilidade não há cooperação. Relações assimétricas não promovem, apenas acusam. Somente quando se estabelecem relações verticais, onde a hierarquia se mostra na realização onde todos são integrantes em igualdade de condições e de voz, é que o grande potencial da vida pode emergir.

Desde os primórdios da humanidade, quando o humano vivia na tribo, os círculos de conversa, onde as dificuldades, os conflitos e sonhos eram compartilhados conjuntamente, era possível encontrar caminhos inovadores no respeito à diversidade da humanidade de todos e de cada um. Era no círculo que as pessoas podiam se sentir legitimadas, acolhidas, compreendidas, integradas e, portanto responsáveis pelo grupo. O círculo promovia através da “força” do encontro, nos vínculos de pertencimento.

Na modernidade perdemos o encontro, a voz, o lugar de pertencimento, perdemos nossas referências como pessoas humanas em nossa humanidade comum, perdemos o sentido de nossa história comum. Restaurar os círculos de encontro criativo, as rodas de conversa e diálogo, talvez seja um caminho luminoso de resgate de nossa humanidade.

O círculo de diálogo ou círculos de paz, como tem sido chamado em algumas comunidades, favorecem espaço confiável para dar voz aos sentimentos e necessidades do indivíduo e do coletivo, através do esforço colaborativo em igualdade de condições.  São círculos que vão além do formativo e pela sua “força” vetorial, são capazes de trans-formar. A grande mudança pede um “TRANS”, naquilo que está em trânsito, em formação para o novo, o criativo, o possível no momento daquelas consciências reunidas na irmandade comunitária.  Realizar esta mudança é nosso desafio e para tanto precisamos acionar nossa coragem e toda a nossa vitalidade.

Abraços   ****

Vivi

 

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