CIMENTO SOCIAL

Abrir a mente e o coração para ouvir outras vozes e ver outros modos de ser e fazer, é participar da cultura viva das redes sociais. No isolamento a aprendizagem fica estéril. As redes sociais não estão apenas na internet, mas, nas ruas e praças. No contato humano e urbano, as opiniões,  pensamentos, modos de vestir e andar, ritmos, cores, sons, cheiros, tudo faz parte dos ingredientes essenciais do “cimento emocional da sociabilidade”. O conhecimento comum da complexidade cotidiana do viver, se constrói através dos corpos, das mestiçagens, da imaginação. São  formas que permitem a criatividade social de um coletivo, onde as linguagens se entrelaçam esculpindo novas formas e modos de um viver. É o indivíduo atuando no coletivo, que por sua vez atua nos indivíduos. Uma verdadeira sanfonagem, um pulso vivo, integrado e orgânico. Na intensidade dos trânsitos, a cultura encontra seus canais de expressão, agindo sobre os corpos e as subjetividades. Tudo ao mesmo tempo, a um só tempo. Participar desta intensa produção de saberes é se deixar ser receptivo pelas novas ideias, sem abdicar do valor da vida. Integrar-se e respeitar-se, integrar e respeitar para criar, senão seremos capturados pela rigidez das formas controladoras do capitalismo perverso do mercado, que transforma tudo em produto, em mercadoria para ser vendida a um preço que só interessa a poucos. Andar pelas ruas e praças, também é cultura, produz criatividade e nos torna humanos.

Abraços    ****

Vivi

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