CENOBITAS

São Basílio, monge da igreja oriental, dizia que o caminho monástico para a santidade não era dos eremitas, mas, dos cenobitas, entendendo que a oração deveria transbordar na vida em comum. Diferentemente dos eremitas, que optaram por viver uma vida de reclusão no deserto, os cenobitas acreditavam que a vida espiritual poderia transbordar no viver dos dias, no conviver de cada dia e com todos na comunidade. Até os dias  de hoje, esta afirmação é atual e faz grande sentido. Seja pelo caminho da oração ou pelo caminho do servir em comunidade, a qualidade amorosa deveria acompanhar nossos atos, pensamentos, atitudes. Uma qualidade que portasse um refinamento capaz de perceber, de reconhecer a delicadeza das coisas e das relações no viver, tornando o viver de cada dia renovado e magestoso. Somente a delicadeza pode nos fazer pleno de nossa humanidade comum. A repetição automatizada nos embrutece. Os automatismos embrutecem a nossa alma, o nosso viver-junto, o nosso estar-junto e não conseguimos perceber a presença divina em nossa humanidade. Se já inventamos os robôs, quem sabe possamos nos re-inventar como humanos e viver a delicadeza de nosso amor, no dia-a-dia de nossos dias.

Abraços    ****

Vivi

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