CAPTURA TECNOLÓGICA

Com um pouco mais de percepção, é possível notar quando nos distraímos e ainda perceber que, muitas vezes nos distraímos com grande facilidade.O mundo,as imagens, os acontecimentos, as falas, as cores, os sons, nos distraem e roubam a nossa atenção. No meio disto tudo, nossa mente divaga entre pensamentos os mais diversos, onde um pensamento vai sendo anexado a outro numa corrente sem fim. São pensamentos que andam abraçados com as nossas emoções. Tudo é muito sutil. Então, onde estamos? As imagens advindas dos aparelhos eletrônicos disponíveis em nossas mãos que nos conectam às redes informacionais, tem sido uma imensa fonte geradora de distrações. Fato é que, a tecnologia captura a nossa atenção e interrompe as nossas conexões. Neste mar tecnológico, como ficam nossos relacionamentos? Será que estamos indiferentes às pessoas ao nosso lado? Em 2006, a palavra “pizzled” entrou no léxico inglês. Uma combinação de “puzzled”- perplexo -e “pissed off” – irritado. Esta é uma expressão que capturava a sensação que se tinha, quando se estava com alguém e essa pessoa pegava seu Blackberry para começar a conversar com outra. Na época as pessoas se sentiam magoadas e indignadas diante deste cenário, porém, hoje é quase a norma. Um adolescente médio americano recebe e envia mais de cem mensagens de texto por dia, cerca de dez a cada hora acordado.Estas citações de Daniel Goleman, evidenciam o quanto temos sido capturados pela tecnologia. Diante deste quadro espetacular, onde fica a nossa atenção? Onde fica a nossa presença no mundo? Com que qualidade nos relacionamos com as pessoas à nossa volta? Será que, em algum momento haveremos de repensar sobre os efeitos da tecnologia sobre a nossa capacidade atentiva, nossa memória, nossas relações? A propósito, onde está nossa memória hoje, em nosso cérebro ou na máquina em nossas mãos?

Abraços    ****

Vivi

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