AUTONOMIA INTERIOR

Embora que a humanidade, em seu processo civilizatório tenha uma história pautada em relações hierárquicas e controladoras, alicerçadas na  dominação, há instâncias do ser humano que não se submetem ao controle. A crença na razão absoluta, no imperativo categórico, nos fez acreditar que corpo, mente, pensamentos, emoções e relações poderiam ser controlados, dominados e subjugados. Criou-se a cultura do medo. Gerar medo para dominar e domar. Quando a racionalização perdeu o controle nas redes tecnológicas que disponibilizaram rapidamente as informações e os contatos, este modelo começou a romper. Percebeu-se que podia-se até obrigar alguém a fazer uma determinada tarefa, mas, ninguém seria capaz de controlar o que esta pessoa sentia ou pensava. Sentimentos e pensamentos possuem uma autonomia interior. Ninguém pode obrigar que alguém pense ou sinta de uma determinada forma, de acordo com um determinado modelo. A intimidade da vida interior da pessoa humana faz parte da sua consciência. Qualquer alteração nestas instâncias depende de uma consciência atuante e participativa, ou seja, depende de uma auto deliberação, depende de um diálogo interior. Uma pessoa pode até obedecer a uma certa imposição, mas, isto não significa que ela concorde. A concordância depende de uma consciência. Toda pessoa possui autonomia sobre si mesma, a partir de suas histórias pessoais, suas narrativas, seus sonhos, seus valores internos através dos quais fará suas escolhas. A autonomia interior está vinculada a uma consciência ética, através da qual a pessoa pode exercer e viver a sua liberdade.

Abraços    ****

Vivi

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