ATRÁS DOS OLHOS

Quem está atrás dos olhos? Quem é este sujeito que está atrás de meus olhos, vendo o que vê? Posso eu reconhecê-lo? Sou íntimo desta pessoa que vê o que vê? Posso eu reconhecer as lentes pelas quais meus olhos olham o mundo? Reconheço as lentes com as quais eu conheço o mundo em que vivo e convivo? Através de que lentes vejo e interpreto o mundo em que vivo? Estas são perguntas fundamentais na existência humana. Elas permitem abrir os caminhos na direção do sentido e do significado desta existência humana. São perguntas de orientação. Se não consigo reconhecer quem de mim vê o que vê, quem de mim se relaciona com o mundo vivido, como fazer escolhas no cotidiano? Frente às inúmeras configurações, às mudanças a cada momento do vivido, quem de mim decide o que decide? O mundo é o mundo, os acontecimentos acontecem, cabe a mim, à pessoa que sou, fazer escolhas que me permitem seguir na direção da felicidade ou da infelicidade. Seguir favorecendo a minha felicidade e a felicidade de todos à minha volta, depende dos valores que tenho cultivado. Se ninguém pode ser feliz sozinho, como também não há paz sozinho, poder ver com clareza e discernimento é fundamental para a preservação da vida em todas as suas manifestações. Saber de si, saber quem de mim vê o que vê, já é em si mesmo uma fonte de iluminação na grande e desafiadora trajetória do viver e conviver. Esta é uma responsabilidade pessoal, uma responsabilidade Ética. O sabor do saber é ser livre para amar e ser amado, respeitar e ser respeitado, acolher e ser acolhido, encantar e ser encantado.

Abraços    ****

Vivi

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