AS MÃOS DA HONESTIDADE

Em tempos de desconfianças, falar em honestidade até pode parecer algo bizarro, de outro mundo. Mas, é neste mundo e deste mundo que estamos falando, um mundo onde as histórias conduziram para modos de ser, em que alguns valores tendem a mostrar outras faces. Ocorre que, sem princípios, propósitos e valores que sustem e preservem nossos relacionamentos não há como viver, nem sobreviver. O valor honestidade é fundamental para salvaguardar a dinâmica de nossos relacionamentos, o meio onde a vida se faz. A honestidade não existe sozinha, é na relação pessoal e interpessoal que ela encontra espaço para se constituir. “A honestidade vem de mãos dadas com a segurança e a confiança”, afirma o escritor e conciliador internacional, John Paul Lederach. As relações seguras e confiáveis implicam naturalmente em honestidade.Implicam um fazer ético. Ser honesto, é preservar ambientes seguros e confiáveis, onde os relacionamentos podem existir, seja no âmbito pessoal, grupal, intergrupal e social.  O sujeito ético, o sujeito que escolheu livremente a honestidade como um valor do qual não pode abdicar, se faz no abraço fraterno e cordial na direção da preservação das relações, dos modos de ser e agir confiáveis. Neste processo construtivo, ele fomenta condutas onde é referência para todos em sua volta. Ser honesto é ter a coragem de ser confiável.

Abraços    ****

Vivi

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