AS FACES DA DÚVIDA

Os antigos chineses já apontaram a necessidade do equilíbrio entre as polaridades: o yin e o yang. O Universo nos apresenta o luminoso e o sombrio, que Jung tanto enfatizou na psicologia comportamental, a sombra da persona. A dúvida como outros tantos aspectos do ser humano não foge à regra, ela também se mostra nas suas duas faces. A dúvida luminosa e a dúvida perversa. Quando a dúvida vem acompanhada da curiosidade, com boa vontade e boa fé, é sempre edificante. Querer saber para aprender sem julgar. Aprender para ampliar a percepção, contextualizar, querer ver em profundidade. A curiosidade luminosa é sempre reveladora, para o bem ou até mesmo para o mal, mas sempre será uma oportunidade de aprendizado e crescimento. O lado perverso da dúvida é o que julga aleatoriamente, é o julgar por julgar dentro dos “achismos”, mas que, no mais das vezes acarreta perdas, retira potência, desencoraja e contaminada maleficamente ambientes e pessoas. São os falsos julgamentos. Estar atento para não cair nesta cilada revela maturidade. A maturidade sabe esperar para ver claramente, sem julgar ou comparar. A vida é uma aprendizagem contínua. Se estivermos abertos para aprender, teremos a chance de maturar, caso contrário, seremos capturados por padrões mentais que levam à cegueira mental e desembocam na prisão da falsidade.

Abraços    ****

Vivi

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *