AS FACES DA DÚVIDA

 Quando chegamos na escola é comum o professor perguntar após uma explicação: alguém tem alguma dúvida? Sempre surgem os mais arrojados que perguntam com frequência, como também os tímidos que se escondem sob os mantos do medo. Duvidar faz parte do processo de aprendizagem seja na escola como na vida, afinal somos todos aprendizes e aprendemos sempre. Aliás, estar aberto à aprendizagem em qualquer fase da vida, é um valor e uma atitude preciosa. Esta é face luminosa da dúvida, daquela pessoa que sempre está disponível a aprender, a dialogar. Lembrando que dialogar não é necessariamente concordar mas, fazer contato para discernir e chegar às suas conclusões pessoais de acordo com seus conhecimentos e experiências. Dialogar é abrir espaços para o novo, para a renovação.  Mas há uma outra face da dúvida, que é a face mais perversa ou sombria, quando ela se veste com as vestes da destruição, da desagregação, da imposição, da arbitrariedade. Esta é uma atitude mental altamente destrutiva para a pessoa duvidosa como para o seu entorno, pois a intenção aqui não é a clareza das ideias mas, simplesmente o confronto, o enfretamento. A dúvida destrutiva como um padrão mental recorrente,  impede a renovação e a criatividade, é causadora de dor e sofrimento, desagrega e amedronta. Portanto, cuidado, toda atenção é pouca!

Abraços    ****

Vivi

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *