ARTICULAR O AINDA DESARTICULADO

Quando a referência é o ser humano na sua humanidade e quando a responsabilidade pela preservação da humanização humana é orientação de um propósito, cabe tando às ciências, como à política, aos movimentos sociais e sobretudo à Educação, ter plena clareza do que historicamente tem sido articulado e o que ainda está por ser articulado. É fundamental saber para onde estamos indo e se a orientação seguida é desejável e adequada em seus contextos. Sob uma ótica histórica, a competição social, como as lutas de classes sempre estiveram presentes marcando as relações e contrapondo Estado, sociedade, classes sociais, valores morais, como também e igualmente, culturas, religiões e ciências. Muitos são os contextos, em suas múltiplas formatações considerando nas contraposições intrigas, invejas, ressentimentos, alimentados por motivos dominantes e dominadores, causando assassinatos na reputação, nas desavenças, legitimados por mentiras e fraudes, disfarçados em discursos das mais variadas ordens. Mas, há um outro espaço alimentado pela experiência social de parcerias e cooperação que ainda precisa ser mais insistentemente articulado através do cultivo das virtudes, que nos oferece os sentimentos de vergonha, de coragem, de arrependimento, de vontade resiliente, de bem-estar e a consciência do que é “certo” com os outros, com os amigos e com os inimigos. Articular de forma evidente e talvez ainda, insistente e persistente, as virtudes humanas que todo ser humano já é portador por sua natureza, seja o grande propósito orientador da Educação, do Estado, da Política, das Ciências, das Religiões … Se o humano em todas as suas expressões, não articular aquilo que ainda está desarticulado, ou seja, as virtudes humanas, a cultura dos privilégios sociais alimentado e legitimado  pelo capitalismo “amoral”, continuará em seu desserviço, seguindo na direção destrutiva de todos, amigos e inimigos.

Abraços    ****

Vivi

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