AONDE ESTÁ O FLUXO VITAL ?

A biopolítica articulada ao biopoder tem como função, disciplinar e regulamentar os fluxos vitais através dos corpos individuais e dos processos biológicos globais da espécie humana. No capitalismo do século XXI, as instituições entregam ao mercado a administração das dinâmicas normalizadoras. Com slogans publicitários, na “alegria” do marketing, este capitalismo absorve as forças vitais e as vende ao mercado. Os corpos individuais e as “almas” são submetidos ao jogo dos interesses convenientes do mercado, dentro das engrenagens do biopoder. Na completa distração dos sujeitos, as artes do consumo e do fetichismo das mercadorias, adestram e automatizam os corpos e as subjetividades, em uma velocidade impensável poucas décadas atrás, de tal forma que o fluxo vital é engolido pelas forças do poder, dos novos saberes e das novas tecnologias. O encantamento passa a ser procurado fora, pois internamente os sujeitos não conseguem mais encontrar. Desconectado de si mesmo, de seu corpo e de sua subjetividade, as pessoas não percebem que estão sendo adestradas por uma cultura que serve aos interesses do mercado capitalista. Chegamos ao “excesso do biopoder”, como diria Foucault. Vazias de si, as pessoas acreditam que o fluxo vital está fora de seus corpos, sendo capazes de passar uma vida à procura de algo que não está fora, mas dentro de si. De algo que já existe e que nos foi dado ao nascer, que é toda a nossa potencialidade, porém, estamos incapacitados de perceber. O que se observa, são corpos adestrados, gestos automatizados e bem controlados, impedidos de fazer contato com a potência dos pulsos vitais, a potência do fluxo da vida. Na rigidez como na lassidão, a percepção somática e existencial fica comprometida.

Abraços    ****

Vivi

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