ANSIEDADE CARTESIANA

“Se penso logo existo”, foi uma afirmação cartesiana que tem marcado o pensar ocidental.Nesta esteira, o conhecimento vem se deparando com a relação de polaridade entre o subjetivo e o objetivo. Aqui perguntas emanam: o que de mim é subjetivo e o que é o objetivo? Objetivo e subjetivo dialogam ou são antagônicos, assim como abstrato e concreto.Seria a dimensão objetiva de um caráter mais concreto e pragmático e o subjetivo de caráter abstrato? O que disto é mensurável? Só tem existência o que podemos medir? Nestas reflexões ao longo dos anos de produção de conhecimento, muitas posturas surgiram com aqueles que creditaram valor ao objetivismo e os que validaram o subjetivismo. Ocorre que, do ponto de vista da ciência cartesiana surge a ansiedade cartesiana, uma vez que nestas dimensões não é possível separar, o que é de mim objetivo do que é subjetivo. Esta ansiedade oscila entre o subjetivismo e o objetivismo e aqui caímos na “armadilha” da representação. Representação como projeção e como recuperação. Nesta ânsia quer-se explicar a percepção e a própria cognição. Quer-se projetar o mundo e ao mesmo tempo recupera-lo. São ansiedades advindas de uma polaridade num âmbito onde não é possível haver separação, afinal somos ao mesmo tempo objetivos e subjetivos. Portanto, a reflexão deverá considerar a ansiedade cartesiana e seus efeitos na experiência vivida, pelo corpo como estrutura e pelos mecanismos cognitivos. Portanto, atenção!

Abraços    ****

Vivi

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