ALIENAR OU INTEGRAR

Como indivíduo e ao mesmo tempo como cidadão, cada sujeito é portador das  duas possibilidades bem evidentes dentro do sistema a qual pertence: alienar-se ou integrar-se. Acomodar-se na ilusão de que é possível afastar-se dos acontecimentos sociais, políticos, econômicos, religiosos, ambientais, relacionais, é uma opção de quem se nega a comprometer-se com o seu meio, seja por preguiça ou ignorância. Imaginando que nada o afeta, ele prefere enclausurar-se na pequenez de seu mundo com seus iguais. Integrar-se ao mundo nos acontecimentos, é próprio do sujeito que reflete, tem sonhos a serem conquistados, e sabe acionar a sua potencialidade de articular, para gerar meios intervencionistas adequados para a funcionalidade salutar do sistema. O sujeito integrado reconhece a interdependência, onde todo é maior que a soma das suas partes e, portanto, assume a sua responsabilidade  no organismo social. Dizer “não” aos discursos alienantes e assumir empoderadamente os discursos integrativos, requer coragem e determinação. A capacidade integrativa traz com ela a flexibilização, a disposição de compreender para atuar, exige reflexão conectiva e ativa. O alienado, na sua fragilidade resignada e medrosa ou até mesmo perversa pela falta de reflexão, contamina o seu entorno contribuindo com a regressão da maturidade social, afinal o alienado só pensa em si mesmo dentro da sua lógica infantil e egóica. O integrado pensa complexamente e vai além da lógica binária articulando-se de forma sistêmica e orgânica. Integra-se é contribuir participando do processo de construção democrática, que inclui respeitosamente a diversidade, é saber dialogar. Estar atento às vozes alienantes, é responsabilidade do sujeito que escolheu ser protagonista no seu viver, com a sua autoridade pessoal, potente e conectiva.

Abraços   ****

Vivi

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