ALGUÉM PARA COMEÇAR

Quando as vozes da violência emergem, a contaminação parece vir com força total, fazendo que muitos acreditem que o único meio para resolvermos nossos conflitos e diferenças, sempre será pela força da “espada”, do medo que subjuga, intimida e desqualifica. Quando a turba clama violentamente por justiça e em nome de uma “justiça” exige a guerra desumanizadora, a voz da não violência parece frágil, desprotegida, ingênua, banal. Mas quando aparece um alguém íntegro, que começa a partir de sua postura coerente e firme, tomar posições em favor da não violência, algo começa mudar no cenário. “Fato é que a não violência é uma tática que requer talvez um tipo de coragem e devoção mais elevado que o exigido em um combate físico comum” – na voz de Alexander McKeown, vice-presidente nacional da Federação de Trabalhadores na Indústria de Meias, proferida em 1937 nos Estados Unidos. Há que acreditar, apostar, resistir e persistir. Não será com uma ação, um discurso, um seminário, que iremos mudar o cenário da violência que rouba a nossa humanidade. Hoje o grande valor é o dinheiro, o lucro. O mercado não pode perder nunca. Onde fica a nossa dignidade? Onde está a ética da vida e das relações? Reconquistar estes espaços é o nosso grande desafio e tudo começa com um alguém, com uma ação, com uma voz que pode convidar, sensibilizar, inspirar outras vozes para que tomem acento neste coro, neste canto que canta a dignidade humana. Mas é preciso coragem e determinação. A atitude não violenta é um processo que pode ser construído na alma, na mente e no coração humano.

Abraços    ****

Vivi

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