AFETO E CONCENTRAÇÃO

Um dos obstáculos mais relevantes à falta de concentração de nossas crianças na fase escolar, é a ausência de afeto familiar. A carência afetiva dificulta a capacidade de pensar e manter foco. Cognição e emoção se integram na dinâmica cerebral. A capacidade cognitiva, o desempenho cognitivo, a capacidade de concentrar, refletir, fazer associações no conhecimento e nas experiências vividas, depende também da qualidade das relações afetivas e do ambiente emocional onde uma criança é gerada, cresce e amadurece. Famílias  desestruturadas, famílias que não dispõe de tempo para conversar e estimular uma criança, famílias cujos pais não receberam afeto e portanto também não sabem dar afeto, famílias cujos pais não consideram importante o afeto, o carinho, o diálogo, famílias que abusam moral e sexualmente das crianças e jovens, destroem a capacidade cognitiva de seus filhos, impedindo que as crianças consigam se concentrar e aprender. Todo o desempenho escolar de uma criança e de um jovem criado nestes ambientes “perversos”  e doentios, se revelam  fragilizadas, inseguras, apresentando enorme dificuldade de concentração e aprendizado. Tanto o hiperativo como o portador de déficit de atenção, em geral são crianças e jovens que sofrem da carência de afeto. Quando uma criança é acolhida afetivamente por seus pais e cuidadores, seu desempenho cognitivo e escolar, como sua vida relacional é sadia,   apresentando-se com qualidades significativas no presente vivido como em seu futuro em construção. Crianças e jovens com ausência afetiva se tornarão adultos inseguros, com baixa autoestima, com baixa autoconfiança, sem estimulo ao aprendizado de habilidades e capacidades fundamentais para a apropriação do capital cultural em suas vidas.

Abraços    ****

Vivi

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