ADOÇAR PARA NÃO AMARGAR

Nós seres humanos vivos, ao longo do nosso viver, vamos passando naturalmente pelas diversas fases em nossa vida. Cada fase possui seu sabor característico, diferenciando-se uma da outra. Do nascer ao morrer, experimentamos a vida nas conquistas, nas perdas, nos fracassos, nos momentos bem marcados pelo recolhimento e pela expansão. Cada experiência vivida é uma chance de aprendizado, se soubermos aprender adquirindo conhecimento e construindo a nossa maturidade. O nosso corpo vai se modificando inevitavelmente, da exuberância infantil em direção à exuberância serena da maturidade, até cairmos da árvore da vida. Diante dos desafios e obstáculos que vão marcando a existência, alguns podem colaborar para o amargor dos ressentimentos, das mágoas e amarguras, outros dependendo de COMO lidamos com eles, podem ser a chance para a compreensão em direção à sabedoria da maturidade. Quanto maior for a nossa capacidade de compreensão amorosa, mais doce e cálida será a nossa existência. Isto, porém, não significa lassidão ou falta de caráter, muito pelo contrário, significa dignidade. Quanto mais ressentimentos, desejo de retaliação, inveja, ódio, alimentarmos em nosso coração, maior será o amargor que carregaremos em direção à nossa finalização na árvore da vida. Pergunta: será que vale a pena, chegar na velhice contaminado pela raiva que amarga, nos fazendo sofrer e causando sofrimento às pessoas que estiverem à nossa volta, numa fase onde já estamos debilitados e dependentes da ajuda do outro? Ou será tão mais saudável, alimentar a nossa alegria empática, nossa felicidade genuína, nosso bom humor, nossa gratidão, nossa cordialidade e gentileza, adoçando nosso corpo, mente e nossa alma, assim como os ambientes e as pessoas onde estivermos? A escolha é pessoal. Podemos escolher o que plantar, mas, não teremos a possibilidade de escolher o que colher.

Abraços   ****

Vivi

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