AÇÃO NÃO-VIOLENTA – UM ATO DE CORAGEM

A violência seja ela operacional, estrutural, ou institucional é sempre um ato de covardia. O uso da violência indica a total falta de inteligência, é o lugar dos medíocres e ignorantes. A violência gera sofrimento por onde ela se manifesta, na relação, naquele que a pratica e naquele que sofre a violência. Responder ao mundo, aos acontecimentos, por meio da violência demonstra fragilidade e sofrimento. A violência é sempre um ato de covardia daquele que a exerce. A não-violência é o lugar da coragem. Só o corajoso consegue resistir, pois ele possui clareza de propósitos, firmeza interna, determinação, inteligência. Ações de não-violência exigem do praticante resistência e persistência, pois é um ato que demanda intensa força interna, demanda “têmpera”, demanda capacidade de dialogar, capacidade para lidar com os pulsos internos na  regulagem de quando avançar e quando retroceder, mas, nunca perder o sentido verdadeiro. Aquele que opta pela ação não-violenta, se compromete com a verdade. É verdadeiro e íntegro no pensar, no sentir e no agir, em todos os momentos de sua vida e em todas as instâncias. É íntegro no falar e no gestuar. A ação não-violenta se conduz pela igualdade de todos os seres vivos, pelo respeito obsoluto pela vida, pela dignidade. As pessoas que se conduzem na vida através da não-violência ativa, são determinadas porém não fanáticas, são inteligentes e não estúpidas, são vitalizadas e não preguiçosas, são honestas consigo e com todos e não corrupta. Ser não-violento é uma escolha de maturidade. A ação não-violenta está comprometida com a verdade e o amor absolutos.

Abraços   ****

Vivi

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