ABRIR ESPAÇO

Uma das qualidades dos seres humanos é sua natural curiosidade, evidente nas crianças, quando começam a se descobrir, descobrindo o mundo. Esta vontade de conhecer, de criar, de descobrir, experimentar  e perguntar, favoreceu na história do conhecimento, através do esforço e dedicação,  pesquisas e reflexões,  que construíram e constroem conhecimento, que em nossos dias acontecem em ritmo alucinante. Embora que a vontade de saber e conhecer esteja nas entranhas humanas, nos deparamos com o paradoxo das resistências diante do novo, das inovações que exigem abertura de espaço. Abrir espaços internos, se disponibilizando às mudanças, não tem sido uma atitude tão fácil, ainda mais difícil quando se refere à interação social, ou seja, abrir espaços para o outro. Compreender determinadas posições exige pesquisa e maturidade, exige esforço pessoal para o entendimento empático de um “texto”, por exemplo. Deixar as idéias pré-estabelecidas e se abrir para novas possibilidades de compreensão demanda flexibilidade, boa vontade, cordialidade interna.  Neste contexto segue a capacidade de se abrir receptivamente para o outro. No âmbito das religiões esta atitude de abertura de espaço interno para o outro é fundamental, pois no geral tentamos impor posições, experiências, crenças, que nos levam a julgamentos precipitados, inexatos, desdenhosos que não condizem com a realidade. Neste sentido, acontecem os desrespeitos não só para com a outra pessoa , mas, para uma cultura inteira. Portanto, antes de julgar é preciso conhecer e conhecer é abrir espaços internos para receber o conhecimento. Buscar as fontes confiáveis para se obter o conhecimento é fundamental, sobretudo em tempos que qualquer um fala ou escreve qualquer coisa. Portanto, atenção, cuidado! Ser verdadeiro consigo e com o próprio conhecimento é maturidade e sabedoria.

Abraços    ****

Vivi

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