A FORÇA DA GRAVIDADE – DESAFIO HUMANO

Seguindo o processo evolutivo, quando o ser humano conquista a sua eretibilidade e com ela sua cognição, na dinâmica entre corticalidade, subcorticalidade e tronco cerebral, lidar com a ação exercida sobre sua corporeidade pela força gravitacional, é um grande desafio da natureza humana. Manter-se em pé no bom uso funcional do sistema músculo-esqueletal, já é um desafio permanente para os corpos humanos. Mas neste conjunto, outras “forças” também são altamente desafiantes para o humano. Ele tem que lidar ainda com a sua capacidade pensante, de raciocínio em consonância com a sua emocionalidade e suas memórias ancestrais reptelianas. Como se isto não bastasse, há o meio, os ambientes e os acontecimentos que exercem pressões permanentes sobre os corpos e a psique humana. Mas, há outro elemento desafiante: o coletivo. São todas “forças” e jogos de pressão, com os quais o ser humano tem que manejar e aprender a se articular, para manter da melhor forma possível, sua saúde integral. Diante desta complexidade dos corpos vivos, há que fazer escolhas somáticas. O humano, para se manter funcional selecionará formas, que poderão se tornar padrões de gesto e padrões mentais, para poder se manter vivo e conectivo. Mas aqui aparece outro elemento, que é o excessivo. Então, como se manejar no excessivo? A vida quer viver, ela passa pelos corpos, que estão em permanente formatividade. Os corpos vivos se fazem. Estamos fazendo corpo momento a momento. Se há inteligência, se há consciência, como se manejar nesta complexidade? A força gravitacional é muito maior que a pessoa humana. O coletivo é também uma realidade orgânica viva intensa e atuante nos corpos vivos.  Se não houver uma consciência que faça a mediação destas forças, para encontrar caminhos funcionais e selecionar formas agregadoras, as patologias ganham este jogo. As patologias físicas, psíquicas e relacionais, são disfuncionalidades que impedem a conquista do ser humano pleno de si mesmo, autor de sua existência. São desafios existências, de grande intensidade no processo formativo dos corpos humanos vivos, na construção de uma identidade pessoal, única e múltipla, no micro como no macro, que se relaciona consigo mesmo e com todos os outros corpos, mentes, ambientes, espaços e tempos.

Abraços   ****

Vivi

 

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