A EXPERIÊNCIA QUE FAZ A DIFERENÇA

Uma coisa é falar sobre algo, outra coisa é ter a experiência viva, somática, concreta, sobre este algo. Representar ou repetir informações difere totalmente de um conhecimento que é vivenciado, experimentado, incorporado por uma pessoa. Quando vivido, o conhecimento adquire um “novo sabor”. Aqui não há mera repetição de palavras automatizadas, mas um corpo, um tom de voz, um gesto, uma face, que expressa aquilo que se conhece, porque se vive e se reconhece. Alguém que sabe de SI, porque está conectado com seu viver. É este viver corpado que faz toda a diferença no processo pessoal de autogovernavilidade e em todos os relacionamentos. A prática que incorpora o conhecimento é coerente com o SI mesmo.Sem a experiência vivida o conhecimento se torna uma interpretação imposta sobre a pessoa e seu meio, muito do que temos presenciado neste contemporâneo, um colapso na qualidade dos relacionamentos. Este cenário pode ser fonte de inúmeros desentendimentos que geram conflitos e distúrbios na comunicação. Sem reflexão e sem incorporação do conhecimento, as pessoas se entregam aos automatismos condionantes, aos padrões repetitivos, caindo na armadilha das patologias, onde o capitalismo entra com força total na medicalização. Sem vivência não pode haver pessoalização, é pela experiência que o humano pode aprender, diferenciar-se e ser verdadeiramente um ser humano.

Abraços    ****

Vivi

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