A BOA CONVIVÊNCIA

A comunidade humana ao longo dos últimos 100 anos sobretudo, tem avançado rapidamente em conhecimento e tecnologia, onde toda a ciência tem contribuído, “facilitando” o viver neste planeta. Contudo, apesar de todos os avanços científicos e tecnológicos, ainda estamos engatinhando na capacidade de nos relacionarmos, de conviver com as diferenças e na capacidade de sustentabilidade e preservação da vida em todos os ambientes,sejam eles os ambientes sociais, afetivos, religiosos, políticos, econômicos, judiciários, o ambiente moral e ético, e o ambiente natural, no equilíbrio de nossas espécies, da preservação dos eco sistemas, da água e das fontes hídricas, da preservação do solo e do ar. Ainda não sabemos conviver. O filósofo, pensador e escritor Fernando Savater, nascido no País Basco espanhol, afirma que “A Boa Convivência é feita de intercâmbios: o lubrificante das relações sociais é a capacidade de escutar e ceder. As pessoas que sempre tratam de se impor e nunca cedem, ou vivem sozinhas, ou tem escravos, mas, é impossível que participem da convivência.” Uma convivência saudável requer discernimento, atenção, qualidade de presença em tudo que vamos fazer, no pensar e no agir, no escolher e decidir, onde a responsabilidade é pessoal e com ela as consequências de nossas escolhas. Estar presente e consciente, de forma determinada e com propósitos claros que dignifiquem a vida, o viver e o conviver com tudo que vive, é o caminho a ser trilhado pela humanidade. Lembrando que todas as tradições espirituais salientaram a importância desta consciência plena. A importância de cada ser humano, entrar em “ressonância afetiva com os sentimentos dos outros”, como muito bem afirma o monge francês Matthieu Ricard, é a cada dia mais relevante. Agir pelo amor altruísta e compassivo, é cuidar da convivência intrapessoal e interpessoal.

Abraços   ****

Vivi

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