VIOLÊNCIA

Um dos grandes fatores de sofrimento causado pela violência, é capacidade que ela tem de autodestruição e destruição do outro. Todo ato ou pensamento violento, é um ato de autodestruição de si mesmo. A violência tem a força da destruição de si e do outro. A questão é que as pessoas ao serem violentas ou hostis com o uma outra pessoa, não percebem que antes de destruir ou prejudicar o outro ela própria está se auto prejudicando e se auto destruindo. Qual é o sentido disto? Seria apenas uma forma de desejo que gera um prazer pela experiência da destruição?

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Vivi

AINDA UM MOMENTO SOMÁTICO

O corpo humano vivo abriga histórias, memórias, desejos, afetos, sensibilidades. Contradições, pulsos e impulsos fazem parte da fisiologia e da psiquê deste ser que é humano, que vive e convive nos ambientes, nas histórias, nas relações, nos acontecimentos e contingências. Negligenciar estes elementos quando se pensa corpo, é negligenciar a própria vida e a vida do corpo. O corpo é um momento somático que abriga o ser integral em contínuo movimento e transformações. É uma certa organização, que abriga uma ordenação mas, em mutação com os afetos e sensibilidades.

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Vivi

 

EMANCIPAÇÃO

Pensar em emancipação é pensar em autonomia, auto governabilidade, auto pertencimento e até em liberdade. A autonomia, a capacidade de lidar com uma lei ou norma interna para decidir e escolher, traz em si mesmo um grande valor político. Contudo, se faz necessário ter clareza dos propósitos. Emancipar-se para que, e por que? Qual é o sentido desta busca? Sem a compreensão dos princípios que nos regem internamente e a partir deles, saber lidar com a capacidade de adequação, as normas tendem a se acoplarem a modelos externos de captura de si mesmo a serviço de outrem.

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Vivi

COMPREENDER A FRAGILIDADE DO SABER

A compreensão de que somos frágeis e limitados em nosso saber e se reconhecer nestes lugares, já em si mesmo um ato de coragem e saúde mental. Aquele que se nega a compreender a fragilidade de seu saber e dos saberes, insistindo na manutenção de sua verdade como a única verdade, se coloca num lugar de fragilidade psíquica. A arrogância, a prepotência quando se perpetua num padrão mental de comportamento, é causadora de sofrimento pessoal e relacional.

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Vivi

 

SER AFETADO NÃO SIGNIFICA SERVIDÃO

Independente da nossa vontade, se estabelecemos relações com o mundo externo, naturalmente somos afetados por ele, incluindo causalidades e contingências. O mundo externo, os acontecimentos, são agentes mobilizadores de linguagem, de memória, de experiências, de modos de ser e estar neste mundo. Contudo, ser afetado ou mobilizado em nossa sensibilidade e nosso aparelho sensório e psíquico pelos estímulos, linguagens, fatos e objetos da exterioridade não significa servidão ou sujeição a eles. Ser afetado, ser mobilizado, entrar em relação nas diversas gradações, do mais próximo ao mais distante, não significa ter que se sujeitar a estímulos nem a seus regramentos. Aqui entra a capacidade de autodeterminação e reconhecimento de si. Portanto, atenção!

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Vivi

 

 

RELAÇÕES ECONÔMICAS

Quando se fala em economia, logo se pensa em finanças, números e tabelas. Contudo, economia implica no cuidado com a casa, com a morada e este é o significado original da palavra na sua raiz grega.  Relações econômicas, diz respeito ao cuidado com os espaços, os ambientes, as conexões e vínculos que estabelecemos com as pessoas e entre as pessoas. São também espaços habitados por todos nós, através da linguagem, das narrativas, dos modos como estabelecemos nossos contatos e relacionamentos. Cuidar dos espaços que habitamos, é fundamental para a saúde das nossas relações, inclusive no que se refere à capacidade de administrar nossas finanças.

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Vivi

 

DISCURSOS

Imersos nas múltiplas linguagens, o humano transita entre os espaços discursivos  que constituem a sua subjetividade. Discursos que se evidenciam através da moda, das mídias, das imagens, dos noticiários, das falas nos espaços públicos, das cores, músicas e sons os mais diversos. Tudo a seu tempo, vai criando histórias e memórias, experiências e agires, onde nem sempre a consciência humana percebe que está sendo constituída a sua subjetividade. São processos discursivos, em múltiplas gramáticas, que permeiam a subjetividade humana. Saber discernir estas linguagens faz parte da maturidade da pessoa humana.

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Vivi

SUJEITOS E SUJEIÇÕES

Ser um sujeito de si mesmo, emancipado na sua auto governabilidade, é negar-se a estar submetido às inúmeras formas de sujeição impostas pelas estruturas políticas e culturais. O poder exercido nas relações assimétricas, são formas estruturais que mantém sujeitos “assujeitados”. Os processos emancipatórios são aqueles que estão alinhados com relações que preservam o potencial dos indivíduos, enquanto sujeitos de “si” mesmo, no seu compromisso com o outro e com o seu grupo relacional, como parte atuante e responsável no meio em que vive e convive.

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Vivi

MÚLTIPLAS GRAMÁTICAS

Acontecimentos, cultura, política, articulações sociais, são espaços relacionais que constroem linguagens e gramáticas, criando formas de ser e estar no mundo. São dinâmicas relacionais que atuam diretamente nos corpos, na sensibilidade, no pensar e agir das pessoas e grupos sociais. Compreender as múltiplas gramáticas, é uma tarefa necessária para entender a si, ao outro e os múltiplos espaços relacionais por onde transitamos.

Abraços   ****

Vivi