SER AMÁVEL ATENTO E TRANQUILO

Para ser uma pessoa amável, tranquila e atenta, não implica necessariamente uma religião a seguir mas, está relacionado à maneira como uma pessoa conduz a sua vida e como ela age em sua capacidade mental. O treinamento mental adequado, tem sido um elemento facilitador para atuar sobre as habilidades mentais e as respostas emocionais de uma pessoa. Um treinamento mental adequado, com clareza de propósitos focado nas boas qualidades da mente, favorece as manifestações de cordialidade, amabilidade e generosidade, deixando que os estados mentais geradores de sofrimento percam sua potência de manifestação. As capacidades mentais e emocionais favorecedoras de bons relacionamentos intrapessoal e interpessoal, são fundamentais para a manutenção da saúde física e psíquica de uma pessoa. O treinamento da habilidade mental de sustentação de foco atencional associado com estados emocionais mais elevados, contribuem diretamente para a manutenção do equilíbrio mental, emocional e relacional de uma pessoa dentro de seus ambientes de convivência. A neurociência evidencia em suas pesquisas, a partir dos conceitos de neuroplasticidade cerebral e neurogênese que quanto mais são ativadas as emoções positivas, os estados mentais que favorecem o estar atento, menor é a probabilidade de manifestação dos estados emocionais e mentais conturbados. Uma mente sadia é mais amável, mais atenta e mais tranquila, apesar dos desafios e dificuldades dos ambientes de convivência. Neste sentido, quanto mais amáveis somos, mais amáveis seremos, simples assim.

Abraços   ****

Vivi

RIQUEZAS DOS RELACIONAMENTOS

Bons relacionamentos são fontes permanentes de conhecimento e afeto. Relações confiáveis, sinceras, transparentes, cordiais, respeitosas, oferecem segurança para que os vínculos afetivos sejam estabelecidos, construindo uma atmosfera relacional favorável ao diálogo, à troca de experiências e de saberes. São estes fatores fundamentais para uma convivência saudável e amistosa. Estar em ambientes e com pessoas que prezam pelos valores humanos, sempre é uma fonte de conhecimento e de laços afetivos. Relações confiáveis ampliam a percepção do mundo. São oportunidades maturacionais de transferência de saber e de experiência, onde todos são agraciados, ensinando e aprendendo conjuntamente. Pensar que o tempo de uma vida é tão curto para uma existência, valorizar estes encontros é investir no melhor e no maior do humano. São as verdadeiras oportunidades para ampliar e compartilhar saberes, ampliar a capacidade humana de prestar atenção, de considerar o outro na sua plena humanidade, oportunidade para sonhar e compartilhar sonhos e inquietações. Os bons relacionamentos são verdadeiras fontes de alegria, de conhecimento e autoconhecimento, de realização pessoal e relacional. Uma joia sem igual valor!

Abraços   ****

Vivi

INDIVIDUALIDADE E PRIVACIDADE

O pensamento liberalista preza pela liberdade individual do seres humanos entretanto, com a chegada da internet, das redes sociais e dispositivos de comunicação, as pessoas querem estar e permanecer  on-line o maior tempo possível. Nesta quase voracidade de estarem sempre conectadas, elas abrem mão da sua privacidade e da sua individualidade, na ânsia de registrarem cada uma de suas ações na rede de relacionamentos. Uma verdadeira “inundação de escolhas mundanas” nas palavras do historiador e escritor Yuval Noah Harari. Por uma necessidade impensada de aparecer, de ser visto pelo maior número de pessoas nas “curtidas” e nos “seguidores”, muitas pessoas se entregam na rede e entregam para as redes sociais, sua individualidade e sua privacidade tornando pública sua intimidade. Qual seria o sentido disto? Qual é o sentido dos aplausos, o sentido de  evidenciar sua imagem e ter sua imagem exposta para o mundo? Onde está o prazer nesta história de desejos, criando dependentes e dependências, ao ponto inflexível de chegarem ao suicídio, caso não atinjam um número determinado e desejado de seguidores? Seria a evidência de uma patologia social, de crises de solidão ou tédio crônico? Ou seria apenas vaidade? Quanto do seu tempo de vida, as pessoas perdem para terem sua imagem exposta permanentemente nas redes sociais? Frente a estes cenários, talvez o humano terá que repensar as relações existentes entre individualidade e individualismo, privativo e privacidade. Repensar o valor do tempo e o valor da vida para uma existência.

Abraços   ****

Vivi

INDIVIDUAL E TAMBÉM SOCIAL

Quando se pensa em transformações se pensa em sistemas afinal,  tudo que existe neste mundo co-existe com todo o mundo. Tudo faz parte e está contido na dinâmica viva, que se modifica e se transforma conjuntamente num permanente jogo de interações. As transformações são operacionalizadas através das interações com os elementos que compõem um sistema na contínua relação de interações que se desencadeiam. Neste processo de interdependência, o ser humano individual é social e o ser humano social, é individual. O humano é um ser individual e social, em contínuo processo interativo de transformações de comportamento. Somos sistemas vivos e como tal estamos continuamente inter relacionados em interações que operam conjuntamente, desencadeando transformações. Sob esta ótica, a responsabilidade do pessoal é também a responsabilidade do social que por sua vez, a responsabilidade do social é também a responsabilidade do pessoal. Esta rede interdependente se constrói e é construída conjuntamente, no intercâmbio de interações e inter-relações. Ampliar o olhar para compreender a nossa responsabilidade em tudo o que fazemos neste mundo, é fundamental para uma vida salutar. Quem oferece sorriso recebe sorriso, quem oferece gentileza recebe gentileza.

Abraços  ****

Vivi

 

 

INVENTAR ENREDOS

Para não admitir o sofrimento, a mente humana na sua estrategia, usa de um artifício  muito comum na política, nos movimentos das massas, nas religiões, na economia, que é inventar enredos. Corporações de negócios, casamentos disfuncionais, empregos sem futuro, justificam sua permanência através de histórias imaginárias e fantasiosas. São armadilhas para não enxergar a realidade, para não admitir falhas, insustentabilidades, desmedidas, erros e tantas outras circunstâncias que geram sofrimentos e se alastram  por uma sociedade. Estar atento para não se deixar ser capturado por histórias que permeiam o imaginário coletivo e são usadas para justificar guerras, explorações, preconceitos, tem sido a cada dia de fundamental importância. São enredos contados pelas mídias, pelos discursos, pelos sermões e conferências que nos fazem acreditar em falsidades diversas, como o que devo amar, o que devo odiar, o que devo fazer comigo mesmo, o que devo comer, consumir…. São as armadilhas das crenças falaciosas. De tanto serem apregoadas ao longo do tempo, nos mais diversos espaços, estas narrativas são entendidas como uma “verdade”, que por sua vez vão permeado as relações e o imaginário das pessoas e do coletivo. Através de imagens e símbolos que se repetem, os enredos inventados e contados, tem o poder do convencimento sobre as pessoas e uma vez convencidas, as pessoas são capturadas. De repetição em repetição, os enredos se tornam crenças que passam a ser entendidos como  “verdades”. Portanto, cuidado com as histórias! Atenção, reflexão, discernimento, visão ampliada e contextualizada, são alguns dos elementos fundamentais para não se deixar ser capturado por “falsos profetas” que permeiam a sociedade humana através da política, da economia, das religiões, das massas desorientadas.

Abraços   ****

Vivi

SÃO APENAS HISTÓRIAS …

Muitas são as histórias que narramos e contamos para nós mesmos. Assim como muitas são as histórias que nos são contadas e que absorvemos sem perceber que são apenas histórias, histórias imaginadas. Muitas das histórias são tão somente fantasias criadas apenas para dar sentido aos nossos sofrimentos. Olhar a dor, fazer contato e reconhecer a dor do sofrimento, tem sido algo insuportável para o ser humano. Como mecanismo de “fuga de si mesmo e de sua dor” o humano cria histórias, faz narrativas imaginárias e fantasiosas,  como um recurso interno para dar sentido a um profundo sofrimento. De histórias em histórias imaginadas, a pessoa passa a acreditar em suas narrativas para dar um lugar “aceitável” e justificado para sua dor. Se pudesse reconhecer e dar um sentido positivo à sua dor, haveria uma possibilidade de transformação. Tanto na política, como nas religiões, nos movimentos de massa, na economia, histórias são narradas para “esconder” a realidade. Histórias que se tornam crenças aceitas como “verdadeiras” e são incorporadas aos diversos discursos. Em nome de  … uma “crença”, passamos a agir e justificar condutas hostis, malévolas, corruptas, para esconder a realidade.

Abraços   ****

Vivi

ENGANOS QUE SE ENGANAM

Tudo começa nas pequenas coisas: uma mentirinha aqui outra ali, uma historinha fantasiosa aqui outra ali um pouco mais distorcida, um engano aqui outro ali, seguido convencionalmente, como manda a “boa educação” e os “bons costumes”, de um pedido de desculpas. Um pedido de desculpas que também por habituação é seguido de outras falsas narrativas. Falsidades que entremeadas nas histórias acabam se tornando quase verdadeiras, de tal forma que passamos a acreditar nelas. As distorções cognitivas, o componente alucinatório da percepção quando associado no início, com uma pitada de “maldade” carregada de estereótipos, começa a ganhar a coloratura da corrupção. O corromper pessoal é o início do corromper social. Quando me engano, com atitude maledicente, instalo em mim uma corrupção, são os primeiros sintomas de uma doença que permeia nossas sociedades. A corrupção ganha força na história humana nas escravaturas e nas colonizações, onde o dominador acredita no seu direito de subjugar e explorar o outro e todos os outros, inclusive a natureza. As elites dominadoras constroem suas narrativas que justificam a sua exploração sobre as camadas mais pobres, subjugando-as à miséria. Os mais fracos, na total miserabilidade cognitiva, não percebem as manipulações de uma minoria exploradora. Para sair deste círculo vicioso, injusto e altamente violento e destruidor da vida, será necessário ter a coragem de rever as narrativas pessoais que construímos momento a momento em nossa mente, que enganam a nós mesmos e aos outros. Narrativas de falsidade que pela repetição passamos a acreditar e a alimentar, nutrindo o vício da corrupção.

Abraços   ****

Vivi

ENGANOS E AUTO ENGANOS

Jung já afirmava que, quem engana os outros engana a si mesmo e vice-versa. O auto engano é uma atitude, um padrão mental, muito utilizado como recurso para esconder inseguranças, frustrações, medos, insatisfações. Através de uma narrativa interna, convincente para si mesmo, a pessoa tenta se defender para enfrentar o cotidiano e seus desafios. São as sabotagens da mente. Enxergar a realidade do viver com honestidade e clareza para muitas pessoas não é algo fácil, demanda uma boa dose de coragem e humildade. Para não enfrentar as dificuldades, o ego busca os mais diversos artifícios para se manter no “prazer” egóico, ou se esconder de si mesmo. Enganos fazem parte do viver afinal, a realidade nem sempre é o que parece ser. Frente às mídias do convencimento, frente às crenças do consumismo que acopla consumo com poder, status, segurança, aprovação, pertencimento, é possível que uma pessoa se engane realmente. A questão não é o engano mas, é o reconhecimento do engano. A outra face do engano que se repete como um padrão mental, é o auto engano e a mentira. Para que o enganar-se e o enganar aos outros aconteça, é preciso construir narrativas. Quando estas se repetem e se repetem em sequências argumentativas, elas passam a ser “verdadeiras” . Estas são as falsas verdades, que geram mais inverdades e dilaceram as relações, pessoais e interpessoais. As falsas verdades colaboram intensamente para grande parte dos desencontros, das hostilidades, das violências em todos os relacionamentos. Todo cuidado é pouco, portanto, é necessário muita atenção com as narrativas que construímos, com as narrativas que as pessoas constroem para nos convencer de algo, e muito cuidado com o que as mídias nos oferecem. Quem engana a si mesmo, engana aos outros também e vice-versa.

Abraços ****

Vivi

ESPERANÇA  E/OU  DESESPERANÇA

A filosofia chinesa trouxe ao cenário da reflexão, a importância da interação das forças opostas que se alternam e se complementam, são as chamadas forças do yin e do yang. Esta é uma forma de pensar que inclui a dinâmica do movimento, um olhar para o mundo através do pulso de alternância vital. O pensamento reducionista ocidental, tem por base um raciocínio pautado na exclusão, uma  “coisa ou outra”, uma visão estática. O pensamento da filosofia chinesa é pautado no  “e”, mostrando-se  inclusivo pela própria dinâmica do movimento vital. Sendo assim, não há como excluir ou estamos na esperança ou estamos na desesperança mas sim, há momentos em que a esperança é mais evidente em nossos sentimentos como também, há momentos em que a desesperança parece que emana com mais  intensidade. Sob um aspecto é possível ver grande esperança mas, sob outro aspecto, parece que tudo entra em desesperança. Contudo, como há movimento contínuo e os opostos se complementam, a esperança inclui a desesperança assim como a desesperança inclui a esperança. Trazendo esta forma de pensar e ver o mundo para os dias atuais, frente a tantas perturbações, paradoxos e incertezas, compreender que se tudo está em movimento contínuo, e as forças opostas de alternam e se complementam sempre na busca do equilíbrio, é possível perceber que no cerne da desesperança se encontra a grande esperança criativa da transformação.  Sendo assim …  Atenção!  Muita calma nesta hora! Procure um olhar dinâmico, contextualizado e ampliado. Evite julgamentos que excluem, o melhor é compreender  para transformar.

Abraços   ****

Vivi

OLHAR INOVADOR

O olhar inovador se dirige para frente, para a amplitude de possibilidades que o futuro pode oferecer, é o olhar visionário. “A história é modelada por pequenos grupos de inovadores que olham para frente e não para as massas que olham para trás.” Com esta reflexão, o historiador e escritor Yuval Noah Harari, ressalta a importância do pensamento inovador sustentado pelos pequenos grupos que resistem, insistem e transformam realidades. Pessoas visionárias se orientam pela capacidade de acreditar na ação inovadora, nas pequenas ações sustentadas e orientadas para o criativo, visualizando novas possibilidades. São pequenos grupos coesos, que apostam na transformação, direcionando e orientando o olhar para o futuro. Há 10 mil anos, as pessoas viviam como caçadores-coletores e apenas alguns pioneiros eram agricultores, no entanto, um pequeno grupo de engenheiros lideraram a Revolução Industrial sobrepondo as sociedades agrícolas. O olhar inovador está aberto para o novo, por aquilo que está por vir, é um olhar ampliado, criativo e orientado. Não se trata de um olhar vago e perdido nas reminiscências de um passado e seus ressentimentos. O visionário sustenta-se em bases orientadoras mas, não se permite ficar estacionado, estagnado num mesmo lugar. Um pequeno grupo de visionários pode fazer grandes transformações. Apesar de tantos paradoxos enfrentados pela comunidade mundial neste contemporâneo, estamos todos em tempos de grandes possibilidades transformativas. Estamos diante de um momento histórico com compossibilidades renovadoras mas, é preciso atenção e orientação. O visionário anda de mãos dadas com a esperança e com o discernimento.

Abraços   ****

Vivi