ONDE  ESTÁ  O  AUTORITARISMO ?

Pergunta básica: por que as pessoas se submetem ao autoritarismo ? Resposta básica: porque o autoritarismo está interiorizado nos corações e mentes das pessoas. Enquanto as pessoas através do contato interior, não reconhecerem a existência dos modelos autoritários existentes no interior de si mesmas , as linguagens e pautas autoritárias continuarão interferindo nas escolhas  pessoais sociais. Indivíduo e coletivo caminham juntos e portanto, não podem ser separados. Discursos moralizantes que oferecem segurança em troca da liberdade, capturam a capacidade de pensar e refletir.

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Vivi

EMANCIPAR  OU  COMPENSAR

Emancipar é um processo, algo que se conquista pela clareza interna e determinada. Compensar é algo imediatista, desprovido de sustentação no tempo. O processo emancipatório depende de uma consciência que se abre para a liberdade interior, para o respeito à sua dignidade. As compensações são passageiras, muitas vezes suscitam o apego às formas desejantes que podem gerar dependência. Tanto a emancipação quanto a compensação podem estar instaladas na interioridade do ser. Perguntar-se para escolher o caminho a seguir é fundamental, para evitar perder-se de si mesmo.

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Vivi

 

HUMILDADE  NÃO  É  HUMILHAÇÃO

Ser humilde é ter a consciência da coragem. Ser humildade é ter a consciência da importância da dignidade da vida, do valor da dignidade e do respeito. O amor próprio começa com o amor de si, desprovido de qualquer prepotência ou soberba do ego. Só podemos amar e respeitar o outro, se soubermos amar e respeitar a si próprio e aqui, mora a humildade. Ser humilde, é ter a coragem de enfrentar a si mesmo, enfrentar seus medos, suas fragilidades e intolerâncias pessoais. Humilhar-se é esconder-se atrás de uma máscara de auto engano. Submeter-se ao auto escrutínio não significa humilhação mas, encorajamento, empoderamento, força de resistência interna. A virtude da humildade alimenta a virtude da justiça interior, do que é certo e do que é errado, do profundo respeito pelo valor moral e ético.

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Vivi

DIFERENÇAS …

A diversidade é natural tanto no mundo biológico da natureza em todas as suas manifestações, quanto no mundo relacional dos espaços existentes entre os humanos em seus ambientes históricos e culturais. Em meio à diversidade, as diferenças além de serem naturais são necessárias. São elas alavanca do potencial criativo do ser humano. Contudo, lidar com as diferenças através dos meios divergentes da opressão e imposição, é cessar com uma das grandes conquistas da vida evolutiva da criatura humana: a sua capacidade de pensar, refletir e dialogar. Quando a palavra cessa, o infortúnio aparece.

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Vivi

CONTRATOS  NORMATIVOS

Colocar no papel os direitos, não tem sido garantia de que estes direitos serão preservados. Contratos não garantem os tratos! É preciso muita clareza interior, muita maturidade para reconhecer as ingenuidades de uma mente escravizada pelos desejos. Nem os “contratos” internos são auto respeitados. Até mesmo os pensamentos subvertem as propostas feitas e seladas no interior pessoal. Até mesmo a inteligência é subvertida pelos interesses das conveniências. Para sair do labirinto interior, é preciso a força da coragem. Para reconhecer a fragilidade dos contratos e dos tratos, é preciso muita atenção com muita clareza de percepção.

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Vivi

A NOVA RESPONSABILIDADE

Quando a ciência apresenta à comunidade humana a capacidade que o organismo humano vivo e com ele cérebro humano, tem de se renovar, ela apresenta igualmente uma nova expressão da responsabilidade. Quando sabemos que é possível a renovação e ainda, é a renovação a partir da manutenção da homeostase e da permeabilidade biológica e psíquica, uma qualidade e um meio para a sustentação e renovação da vida, a responsabilidade da pessoa ganha uma outra dimensão. Estamos falando de uma neuroplasticidade intencional, ou seja, se quisermos podemos mudar e favorecer a mudança que desejamos ver no mundo. Altruísmo e solidariedade, são componentes essenciais da vida humana, pessoal e social.

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Vivi

DUAS ALIADAS QUE CAMINHAM JUNTAS

No terreno da falsidade, existem duas instâncias que estão sempre de mãos dadas: a covardia e a mentira. Nas suas intrigas, elas são capazes de retirar até esgotar tudo o que há de bom e belo na natureza humana. Somente quando superamos o medo temos a possibilidade de reconhecer estas parceiras e baní-las para sempre dos espaços da nossa existência.

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Vivi

VIRTUOSO  OU  VIL

Avaliar o mundo, os outros e a si mesmo, inclui um valor moral. Inclui um conjunto de critérios que irão determinar se algo é virtuoso ou vil. Uma mesma situação ou evento, sob um olhar pode parecer altamente virtuosa, sob um outro olhar assume uma aparência vil.  A hierarquia moral mesmo na sua invisibilidade, não deixa de existir, de agir e tomar corpo numa avaliação. Importante, é se ter clareza que todos os julgamentos estão subjugados a critérios de valor. Pergunta: quais os critérios de valor que usamos para avaliar, escolher, decidir experiências e atitudes no viver cotidiano? O desconhecimento dos critérios implica em julgamentos que podem não serem condizentes com a real realidade dos fatos. Portanto, atenção e discernimento são fundamentais.

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Vivi

 

 

 

ONDE  ESTÁ  A  FELICIDADE

Muitas pessoas  procuram a felicidade no prazer de uma boa comida ou na alegria da conquista de um título. Os prazeres são fugazes e passageiros e a alegria segue no mesmo ritmo, ela também passa porque é apenas um momento. A felicidade é um estado de espírito que se cultiva momento a momento. A felicidade é uma escolha pessoal, interna, que está dentro de cada um de nós e para despertá-la, é preciso cultivá-la. É um grande equívoco procurar a felicidade fora, nas coisas materiais, no poder, no status, no cargo, nos objetos. A felicidade está no mais íntimo de nosso ser, sendo um estado interior que se manifesta apesar de todas as adversidades e sofrimentos. A felicidade depende do sentido e do propósito de uma existência e portanto, é uma escolha em liberdade.

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Vivi

MAIS UM POUCO DE FELICIDADE …

A felicidade não é solitária. A felicidade genuína acontece na partilha, com o outro e através do outro. Somente juntos podemos ser felizes. Diferente da “felicidade mundana”, a felicidade genuína é vivida e sentida na gentileza, na cordialidade do partilhar, do compartilhar, na ação de abrir as possibilidades para que o outro e os outros também sejam felizes. A “felicidade mundana” é estéril, está atrelada às compensações, ao “dá cá toma lá”, às “segundas intenções”,  aos interesses das aparências imediatistas e egoístas. A verdadeira felicidade anda de mãos dadas com a amizade, com o sentido e o propósito da vida, e portanto,  é livre e libertadora.

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Vivi