SER UM AGENTE DE UNIÃO

Vida é movimento. Vida é conexão. Biologicamente, são as conexões sinápticas que impulsionam as passagens de informações neuronais. Boas conexões relacionais, são facilitadoras de vida e do viver. Ser um agente de união, é ser um facilitador conectivo. Um agente de união e conexão, é aquela pessoa, muitas vezes silenciosa, mas que favorece o florescimento da vida, ou seja, abre os espaços necessários às relações saudáveis que impulsionam os vínculos afetivos. Ser um agente de união, é ser um agente que faz a vida florescer com todo o seu potencial.

Abraços   ****

Vivi

 

RESSENTIMENTOS …

O ódio e o ressentimento interrompem completamente a germinação da vida. Quem alimenta estes sentimentos acaba por ficar aprisionado pelos remédios tarja preta, pelas igrejas e gurus, por ideologias corrosivas da vida, por toda a toxidade do odor infecto que estagna a vida. Cuidar para compreender e para deixar as amarras tóxicas dos ressentimentos, é trilhar os caminhos salutares da vida. Alimentar na alma ressentimentos, é como viver à beira de um precipício, em que a qualquer momento um passo em falso destrói a própria vida. Qual é a vantagem?

Abraços    ****

Vivi

 

O  AMOR

O amor que ama incondicionalmente, que ama e compreende, precisa do respeito e da admiração. O amor verdadeiro é invulnerável ao ataque e jamais perde na defesa. O amor é portador de uma grande força de transformação. Só o amor livre, verdadeiro, honesto, humilde, é capaz de se entregar na confiança do amar, do cuidar, do respeitar, apesar dos desafios. O amor que nasce de uma consciência livre de subterfúgios, é aquele sentimento que alimenta e nutre o bem, a bondade, o profundo e silencioso respeito. É o amor que admira e ao mesmo tempo tem a força para sustentar esforço, entrega, sustentação, esperança e a ética.

Abraços   ****

Vivi

 

 

O INSEPARÁVEL

Embora que a razão lógica insista em fragmentar, dividir e separar, viver e aprender são inseparáveis. O conhecer, o fazer e o ser são absolutamente instâncias inseparáveis. Assim também o sentir, o pensar e o agir, assim também vida e aprendizagem, corpo e mente, ciência e tradição, unidade e diversidade, indivíduo, sociedade e natureza. Viver e aprender acontecem a um só tempo, na sua completa integralidade e interdependência. O humano aprende e vive continuamente, não há separação entre a ontogenia e a vida aprendente. Quando a racionalidade insiste em separar o que é inseparável, a vida começa a perder o sentido e significado. Fato é que, a vida não se separa da vida !

Abraços  ****

Vivi

 

BUSCAR O SILÊNCIO

“Buscar no silêncio, buscar o silêncio leva a uma força do pensamento cujo dinamismo irrepressível reconhecemos em todas as esferas.” Com esta reflexão o sociólogo francês Michel Maffesoli, ressalta a importância fundamental do silêncio na existência humana. O silêncio ao transcender a organicidade, é um convite para transcender os espaços da razão, inclusive de uma razão sensível. No silêncio e através dele, é possível conectar-se com a fecundidade do inefável. Um contato fértil que fertiliza toda a existência humana, através de um convite para um mergulho na profundidade do Ser Humano. O silêncio e o silenciar-se, proporciona uma conexão com os espaços regeneradores de uma consciência. Silenciar-se, é entrar em comunhão com o indizível.

Abraços   ****

Vivi

SER HUMANO

Ser um ser humano é saber conviver com dois aspectos deste ser inacabado e em processo de humanização. São eles: a demência e a sapiência. Somos humanos e teremos que conviver com estes dois aspectos da existência humana. Somos um ser demente e ao mesmo tempo somos um ser sapiente. A loucura na sua face luminosa nos oferece a arte, a criação. A face sapiente nos oferta a razão. A demência pode nos levar à loucura de uma razão incontrolável como a fúria, que nos remete à guerra, mas, a sabedoria pode nos ofertar com uma razão sensível. Tudo é questão de equilíbrio, de uma consciência consciente de si mesmo.

Abraços   ****

Vivi

 

TEMPO É TUDO …

Há quem diga que ”o tempo é o tecido de nossas vidas, é tudo o que temos”. Sem o tempo não há existência. Existimos no tempo vivido, dos encontros, dos acontecimentos do hoje, do agora, do ontem e do amanhã, mesmo que este amanhã ainda tenha chegado do tempo ele tem existência no devir pensado e imaginado. O tempo tece as nossas vidas e é neste tecer que a existência humana acontece com tudo que possa marcar a existência humana.  Vivemos no tempo que passa, que muda, que transcorre, independente da vontade pessoal, afinal ninguém detém o tempo. Ser e estar consciente na existência do tempo que tece as nossas vidas, é viver o “tudo” que temos: o tecido vivo e vivido dos instantes.

Abraços   ****

Vivi

 

A VIDA É UMA DANÇA

Todas as tradições culturais primitivas dançam e cantam. Em toda a história humana e em todos os continentes, o humano tem na dança, no canto, na música, a expressão de sua essência e uma busca de conexão com o inefável, com tudo o que o coração pode sentir mas a razão não consegue explicar. O Universo gira em movimentos de uma dança orquestrada no vazio cósmico. A vida é uma grande dança cósmica. Dançar com vida, cantar com vida e silenciar com a vida na expressão mais profunda e íntima da alma humana, é viver a sabedoria do mistério da vida.

Abraços   ****

Vivi

 

E A HISTÓRIA ?…..

A história que marca o tempo, que traz as memórias dos acontecimentos e experiências vividas, sempre será referência de aprendizados. Como diz o poeta, “a história é um mar agitado.” É um mar agitado de incertezas, paradoxos, contradições, impermanências, onde as águas se movem em ondas através dos ventos em múltiplas direções. Olhar para a história e mergulhar em suas águas, é aprender a navegar nos fatos e com eles aprender e distinguir o que favorece à continuidade e preservação da vida e o que se alinha na destruição da vida e do viver. Quem não aprende com a história, corre o risco de repetir dores e sofrimentos.

Abraços   ****

Vivi

 

PERTENCIMENTO

O sentimento de pertencimento é quase uma condição para existência humana. Quando uma pessoa é acometida pela sensação de exclusão, de não reconhecimento do outro e do grupo, a vergonha e o medo se apoderam do mais profundo de seu ser. A autodepreciação, é uma das expressões do sentimento de abandono. Ser reconhecido na sua humanidade, é ser reconhecido como pertencente nesta humanidade. Toda pessoa humana necessita pertencer e ser reconhecida em seu grupo e em seus ambientes vividos. Portanto, nunca deixe de reconhecer a humanidade de ninguém, mesmo porque se “eu” não reconheço o outro, “eu” também não me reconheço.

Abraços   ****

Vivi