UMA ESCOLHA

Viver é fazer escolhas ao longo dos fluxos da própria vida. Viver uma vida plena é ter a coragem de viver afetos, é afetar e ser afetado, é se perceber naquilo que me interessa, motiva e mobiliza a vitalidade do meu ser. É distinguir, sem julgar, o que me interessa, o que me atrai, o que impulsiona o meu ser e me faz mais potente.  É distinguir entre interesses interessantes e interesses interesseiros. Pense nisto!

Abraços   ****

Vivi

ESCUDO DA MORAL

No geral, é muito fácil distinguir os fracos de si mesmos. Aquelas pessoas que se negam a reconhecer a sua fraqueza e se transformar, ou seja, assumir a sua potencialidade. Ser uma pessoa de potência, exige determinação e esforço para se transformar. Os fracos se negam a si mesmos, então, se escondem no escudo da moralidade. Os fracos são aquelas pessoas que julgam as outras pessoas, que idealizam realidades inexistentes, que ditam regras moralizantes para se fazerem corretos e justiceiros. Cuidado! Muita atenção! Os fracos nos fazem fracos através dos discursos morais. Atenção! Não se deixe cair nesta farsa, na farsa da moral que idealiza e projeta.

Abraços   ****

Vivi

COMPAIXÃO

Compaixão e auto compaixão se edificam no plano da ação e não dos discursos idealizantes. Auto compaixão não é auto piedade e compaixão não é medo, culpa ou controle. Quando agimos por medo ou culpa, por piedade ou complacência, por “dó” ou temor, pela obrigação de cumprir um dever, perceba que estas atitudes não estão alinhadas com a compaixão nem com a auto compaixão. Compaixão é uma ação de responsabilidade e compromisso pessoal com o possível da existência, no âmbito da liberdade, da vitalidade da essência de um ser humano digno de sua dignidade. A atitude compassiva não espera nada em troca, nem aplausos, nem méritos. A compaixão é uma ação de autonomia.

Abraços   ****

Viv

SUFICIÊNCIA E FALTA

Ter a clareza do que é suficiente no viver, tem sido fundamental no cotidiano de nossos dias. Saber o que é suficiente para uma vida digna, é respeitar a si, ao outro e a vida do Planeta. Há muitas e muitas pessoas que sobrevivem na total falta de tudo, inclusive de sua dignidade. Quando a miséria se instala, se perde inclusive o senso de dignidade. Porém há pessoas que vivem no excesso, no desperdício, no descartável, no total egoísmo. Distinguir entre o suficiente e a falta, alimenta os caminhos do comedimento, da ponderação, da prudência. O excesso impede o reconhecimento da suficiência.

Abraços   ****

Vivi

HUMOR

O humor sempre foi um ingrediente de vitalidade, para o corpo físico, mental, emocional. O riso da inocência, a alegria espontânea, o sorriso sincero, trazem o humor para os acontecimentos, para  viver simples do cotidiano. Rir de si mesmo, dos equívocos, das fraquezas, com a espontaneidade de uma criança, traz alegria e dignidade à nossa existência. O humor, o bom humor que vitaliza o viver, produz potência no corpo, ao contrário, o mau humor despotencializa a si e os acontecimentos. Também é uma escolha, entre a despotência que deprimi e a potência que vitaliza. Sorrir para si mesmo transforma e contagia, renova o círculo virtuoso do viver.

Abraços   ****

Vivi

ESPERANÇA SEM RESIGNAÇÃO

Esperança não significa esperar, não significa complacência. A esperança tem em si mesma uma força de potência quando ela traz consigo um propósito vital, construtor, transformador, renovador, criador. A espera pela espera, desprovida de propósito, nos faz encalhar nas areias da acomodação, da desvalia, da preguiça, da procrastinação. Às vezes a espera está acoplada a um “salvador”, a espera de alguém que me tire do atoleiro da resignação, do negacionismo. A resignação deprimi, a esperança com propósito vitaliza. A esperança tem um olhar de coragem que se nutre por um senso de propósito. A resignação se esconde em narrativas que bloqueiam a potência, bloqueiam as possibilidades e nos levam para um buraco. Sair deste buraco requer a coragem para renunciar a um ego e  seguir na direção das possibilidades criativas de se produzir e se recriar. Alimentar a esperança com senso de propósito, é vitalizar a existência, é se fazer mais potente.

Abraços   ****

Vivi

PACIÊNCIA

A paciência com propósito, é a capacidade de perseverar. A paciência caminha com uma certa passividade, que não significa indiferença. A paciência tem um olhar atento que sabe perceber as brechas que possibilitam um agir. A paciência com atenção e propósito claro, sabe reconhecer o momento “auspicioso”, aquele momento que oportuniza as possibilidades reais para que a ação aconteça na justa medida, sem imposição ou controle. A paciência também é uma atitude que se cultiva a cada momento da existência através dos agenciamentos internos, ou seja, de um saber se perceber e se compor, de se adaptar e se flexibilizar. O ser da paciência é também um ser que sorri para si mesmo, que se alegra com a calma e com as pausas, com as descobertas e com a espera de um devir, daquilo que está em gestação. Cultivar a paciência é uma virtude mas, nunca confundir paciência com indiferença ou resignação.

Abraços   ****

Vivi

SABER OUVIR

Saber ouvir a si mesmo,  saber ouvir o outro e os outros, e saber ouvir os acontecimentos, é fruto de um estado de cultivo de atenção alicerçado a um senso de propósito.  Só poderemos ouvir o mundo se soubermos silenciar internamente para ouvir a nós mesmos. Ouvir é silenciar. Silenciar é acalmar, é sair da agitação da ansiedade. Se pudermos parar um pouquinho para ouvir a nós mesmos, poderemos reconhecer as incontáveis vozes internas dos pensamentos que não param de serem pensados. A ansiedade e a agitação caminham juntas e são barulhentas, e provocam pensamentos que tendem a julgar, a comparar, justificar, a explicar, a controlar a si, ao outro e ao mundo. Quem não sabe ouvir tem muita dificuldade em aprender, no geral permanecem na repetição de modelos mentais que giram sobre si mesmo em torno de ego inflamado. Ouvir também se aprende. Aprender a ouvir em tempos de tanta polifonia de vozes e imagens, de sons e informações, é fruto de uma escolha pessoal que se dirige a um cultivo auditivo. Aprender a ouvir, é um exercício de sabedoria para toda a vida.

Abraços   ****

Vivi