DISCURSOS

Imersos nas múltiplas linguagens, o humano transita entre os espaços discursivos  que constituem a sua subjetividade. Discursos que se evidenciam através da moda, das mídias, das imagens, dos noticiários, das falas nos espaços públicos, das cores, músicas e sons os mais diversos. Tudo a seu tempo, vai criando histórias e memórias, experiências e agires, onde nem sempre a consciência humana percebe que está sendo constituída a sua subjetividade. São processos discursivos, em múltiplas gramáticas, que permeiam a subjetividade humana. Saber discernir estas linguagens faz parte da maturidade da pessoa humana.

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Vivi

SUJEITOS E SUJEIÇÕES

Ser um sujeito de si mesmo, emancipado na sua auto governabilidade, é negar-se a estar submetido às inúmeras formas de sujeição impostas pelas estruturas políticas e culturais. O poder exercido nas relações assimétricas, são formas estruturais que mantém sujeitos “assujeitados”. Os processos emancipatórios são aqueles que estão alinhados com relações que preservam o potencial dos indivíduos, enquanto sujeitos de “si” mesmo, no seu compromisso com o outro e com o seu grupo relacional, como parte atuante e responsável no meio em que vive e convive.

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Vivi

MÚLTIPLAS GRAMÁTICAS

Acontecimentos, cultura, política, articulações sociais, são espaços relacionais que constroem linguagens e gramáticas, criando formas de ser e estar no mundo. São dinâmicas relacionais que atuam diretamente nos corpos, na sensibilidade, no pensar e agir das pessoas e grupos sociais. Compreender as múltiplas gramáticas, é uma tarefa necessária para entender a si, ao outro e os múltiplos espaços relacionais por onde transitamos.

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Vivi

SABEDORIA

A Sabedoria é o sabor do saber. É ela que dá sentido à vida, que dá sentido e significado ao viver, à existência humana. A Sabedoria depende de uma consciência pautada pelo respeito, pela honestidade, pela justeza, pela transparência. Ela depende uma auto ética, de um auto exame, de uma auto crítica. É um verdadeiro esforço de reconhecer a mentira em si próprio.

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Vivi

NADA JUSTIFICA ….

Nada, absolutamente nada justifica matar alguém, a não ser um constructo mental. Não interessam os discursos pautados numa lógica racional, fato é que, nada justifica torturar ou matar alguém. São os objetores da consciência que impedem a lucidez, a clareza mental, a capacidade de pensar e reconhecer que a vida é o valor maior. Quando se tira a vida física ou moral de uma pessoa, retira-se a vida da própria vida. Apenas os modelos mentais, aprisionados em padrões convenientes de uma lógica que se submete a interesses escusos, pode trilhar os caminhos da morte e ainda, escolher quem irá morrer. Portanto, cuidado e muito cuidado com os construtos mentais, são eles os verdadeiros objetores de uma consciência, que impedem a consciência de se reconhecer na sua humanidade.

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Vivi

PODER E RESPONSABILIDADE

Pensar sobre as relações de poder e  relações de responsabilidade tem sido no cenário do coletivo de grande importância para entender as “novas” relações convivenciais. O que nós humanos temos em relação à uma pessoa, é responsabilidade e não poder. Não temos poder sobre o outro, temos responsabilidade. O poder sobre o outro advém de relações pautadas nos modelos colonialistas, gerador de sofrimentos para um grande número de pessoas em todas as relações.

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Vivi

SENTIMENTO DE INJUSTIÇA

Por incrível que pareça, o sentimento de injustiça pode acionar ações hostis. Aquele que se sente injustiçado responde a este sentimento através da violência. Neste sentido, é fundamental compreender a importância do sentido da justiça, tanto no plano institucional como no plano pessoal. A justiça como um valo, permeia nossos corpos, nossa subjetividade, nossas emoções e sentimentos. A justiça no plano da razão, tem se mostrado insuficiente para dar conta dos sentimentos por ela, a justiça, acionados. O que faz uma pessoa sentir-se injustiçada?

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Vivi

 

SOLIDARIEDADE

Apesar de todas as nebulosidades e contratempos dos tempos do hoje, o que vem aparecendo de forma contundente no cenário mundial, é  a força da solidariedade. A solidariedade vem tomando corpo, se fazendo forma para além das ideias. Hoje já fala e se constrói Economia Solidária, Educação Solidária, Justiça Solidária …. Novos tempos ….. Novos horizontes …. Novas luzes despontando na escuridão!

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Vivi

ANISTIA NÃO É AMNÉSIA

O mal e o mal feito é para ser considerado e entendido e não descartado. Diante do mal feito, é importe se ter clareza do acontecido na sua justa medida. Anistia, é a capacidade de compreender para transformar o mal e recuperar o equilíbrio das forças vitais. A amnésia, é procrastinação, é enganação, é negligência, é manter o mal e perpetuar as forças da maledicência. Negar o mal feito, é negar a força da vida, é negar a capacidade resiliente, é negar a si próprio. A amnésia impede as forças regenerativas e ainda, na medida em que o mal fica latente ele por si só vai corroendo as relações.

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Vivi

PENSAR PROCESSOS EM MOVIMENTO

O pensamento da lógica linear, tende a negar a incerteza, o imprevisível, a incompletude, gerando desconexão com a realidade dos fatos e acontecimentos. Se a vida é movimento, se tudo que vive muda em ritmos próprios, o pensamento lógico e linear que desconsidere as mudanças como algo natural, certamente estará na inadequação. Pensar e pensar bem, requer considerar processos em movimento. A vida se constrói se construindo. As pessoas, os fatos, os acontecimentos no viver e conviver não estão separados e além disto, estão em permanente conexão estabelecendo relações de reciprocidade, de aproximação, afastamento, ajustes e adequações. O próprio pensar já é um processo em movimento, que se modifica e se altera à medida que se pensa. Pense nisto!!!!

Abraços   ****

Vivi