VER A REALIDADE

Parece fácil mas não é: ver a realidade exige atenção para perceber, exige silêncio interior para reconhecer, exige coragem para enxergar e distinguir o que é do que não é, ou seja, distinguir o real do ilusório. Exige persistência e disciplina interior.  Uma grande fonte de estresse se encontra na incapacidade de ver a realidade tal com ela é. As ruminações mentais, as projeções, as idealizações, os modelos mentais e comportamentais, padronizados e repetitivos, o auto-engano, a “preguiça” e a procrastinação, são alguns dos elementos geradores de estresse que impedem o contato com a realidade.

Abraços    ****

Vivi

 

O QUE NOS LIGA …

Existe algo em comum entre todos os humanos, na comunidade humana e em todos os tempos da existência humana. O comum que nos liga e nos interliga em dependência e reciprocidade, é que todos os humanos igualmente, tem o anseio de evitar a dor e ser feliz e além disto, somos todos mortais. Se o tempo de finitude da vida humana neste planeta, apesar dos avanços tecnocientíficos tem suas determinações e se, dependemos uns dos outros, qual o sentido de tanta  prepotência e subjugação entre os humanos? O que faz do humano um ser tão bestial em alguns momentos e em outros um ser tão cordial, generoso e compassivo? Será que ainda nos falta consciência perceptiva, ou será que muitos são os humanos que insistem em se negarem a ver realidade da vida? Então, onde estou eu nesta história?

Abraços   ****

Vivi

 

VIOLÊNCIA  DIGITAL

Apesar de todos os avanços e as facilitações da era digital e tecnológica, muitos são os “analfabetos digitais”. Excluídos de lugares públicos – bancos, rodoviárias, repartições públicas – passam a serem os excluídos pela violência de serem os   excluídos sociais. Como todas as formas de exclusão, a violência afeta aqueles que ainda não conseguem transitar pelos espaços públicos digitalizados. Considerando que violência gera violência e que toda violência é uma violação da dignidade humana, as reações são as mais variadas, desde as hostilidades até as patologias, inclusive as patologias sociais. É responsabilidade do poder público, considerar esta realidade para agir e mudar este cenário desagregador da humanidade do humano.

Abraços   ****

Vivi

EM TEMPOS DE ZUMBIS …

Tantas incertezas, tantos desajustes, pós verdades, patologias coletivas, bestialidades ignorantes, são elementos que evidenciam tempos em que zumbis andam pelas ruas da pós-modernidade. São pessoas perdidas de suas referências e vazias de si mesmas. São descorporificados ambulantes. Capturados em seus corpos e suas subjetividades, os zumbis se diluem na massa. São sujeitos que se sujeitam a serem manobrados e conduzidos como rebanhos, cujo destino é um só. Todo cuidado é pouco, pois quando se perde a atenção é possível ser atropelado por um deles em qualquer esquina da vida.

Abraços   ****

Vivi

 

VIGILÂNCIA …

Em tempos de grandes incertezas estar vigilante em relação aos nossos pensamentos, às escolhas que fazemos,  aos gestos que expressamos, tem sido fundamental para preservar a saúde física, mental, emocional e relacional. Estar vigilante e atento ao nosso ser interior, é mais que necessário a cada dia pois, muitas são as distrações, muitas são as demandas e os cenários que se apresentam a cada momento diante de nossos olhos. Estar atento, cultivar a atenção talvez possa favorecer uma vida com mais qualidade. Lembrando que vigilância não significa controle, mas, atenção.

Abraços   ****

Vivi

 

 

PRAZER EM TER PRAZER

O prazer pelo prazer pode ser interessante no momento do prazer mas, é tão fugaz e passageiro que gera frustração e decepção. Prazeres são descartáveis. Por serem momentâneos, o prazer sempre quer mais prazer, gerando um círculo vicioso  de quase dependência, pois são insaciáveis. Uma vida vivida em busca de prazeres para ter prazer e manter no prazer, é uma vida vazia de sua própria vida, resultante de uma ignorância de sua própria miséria interior.

Abraços   ****

Vivi

 

 

UMA PERGUNTA BÁSICA

Há uma pergunta que aparentemente pode parecer superficial e óbvia, mas, não é. A tal pergunta que não deveria se calar em nossa consciência, diz respeito a saber se estamos a favor da vida ou a favor da morte. Uma resposta imediata diria: é claro que estamos a favor da vida afinal, quem desejaria a morte? Contudo, nem sempre as escolhas que fazemos está posicionada ao lado vida. A vingança, o ciúme, a ganância, os ressentimentos, o egoísmo, a retaliação, são atitudes mentais que se posicionam a favor da morte. Desejar o mal do outro, é sempre desejar a morte. Quando desejamos a morte, a destruição, o aniquilamento, a despotencialização do outro estamos construindo os caminhos da nossa própria morte.  Para matar o outro, é preciso que primeiro eu comece a morrer. O bem e o mal começam na mente humana. Muito antes de atingir o outro, uma atitude mental atinge a pessoa que pensa e constrói em seu interior a bondade ou maldade.

Abraços   ****

Vivi

 

SOMOS UM E SOMOS MUITOS

Cada ser humano é uma individualidade. Cada pessoa humana é única em meio a toda humanidade. Ao mesmo tempo somos muitos, interna e individualmente, em nossos múltiplos talentos e competências, mas também, somos muitos e múltiplos na multidão humana da humanidade e da história humana. Conjugar todas estas relações que acontecem a um só tempo, tem sido um grande desafio civilizacional. Querer tornar homogêneo o que é heterogêneo, é gerar conflitos e incompatibilidades. A luz é luz em sua luminosidade pelo espectro de cores que reflete.  O ser humano, é um ser único e ao mesmo tempo múltiplo. Não há como separar o que não pode ser separado. Há que compreender e aprender a ser e respeitar. Solidariedade e fraternidade, são valores e atitudes que ainda estão em construção nas relações humanas em comunidade.

Abraços   ****

Vivi

SERIA A VIDA UM NEGÓCIO ?

Em tempos onde tudo que tem valor perpassa pelo dinheiro e todos os jogos de poder tangenciam o capital, parece que a vida passa a ter valor como um negócio. Nesta embriagues existencial das tragédias diárias vistas e vividas em todos os cantos do planeta, parece que a vida tem se tornado um negócio rentista para uma minoria que visa apenas o lucro imediato. Embriagados pelo alcoolismo existencial, os humanos se entorpecem com o excesso de informações e desinformações, se acostumando com a barbárie encontrada em cada esquina. Quando a subjetividade já foi capturada e o discernimento corrompido pelo cansaço social, a vida agoniza nas dores dos negócios inescrupulosos. Toda atenção é pouca !!!!

Abraços   ****

Vivi

 

 

HUMANOS E HUMANIDADE

Na vida ou vamos todos ou não iremos. A morte da vida é a falência de um modelo que alguns humanos insistem em manter. Ocorre que a vida não se faz apenas para alguns. A vida é para todos. Ou sobrevivemos todos,  humanos e humanidade e todos juntos prosseguiremos no caminho evolutivo da vida ou finalizamos todos, humanos e humanidade. Pense nisto!

Abraços   ****

Vivi