EM MEIO A TANTOS RUÍDOS …

Em meio a tantos ruídos externos carregados de incertezas, associados aos ruídos internos da mente humana, ter um eixo de referência pessoal tem sido da máxima necessidade. Reconhecer as múltiplas vozes internas e os mais diferentes ruídos do mundo externo, saber dar uma certa distância para encontrar espaços para pensar, é mais que um compromisso social, é um compromisso com a saúde pessoal. Se não houver um sujeito pensante, capaz de distinguir entre as coisas do mundo externo e as falas pessoais do mundo interno, o mal se banaliza, a “besta humana” se potencializa, perde-se o bom senso, a esperança nos abandona, o medo ressentido se instala. Cuidado!!! Atenção é um bem valioso! Quando se perde o sentido e o significado da vida e da existência, a morte de uma consciência já se faz presente.

Abraços   ****

Vivi

 

FANTASIAS  E  CORPO

A mente humana com todas as suas histórias, memórias, sentimentos e emoções, pensamentos que insistem em serem pensados, constrói em grande produção, fantasias imaginadas. Podemos ousar em dizer que, esta “máquina” interna se mantém em atividade o tempo todo, produzindo histórias que são narradas na tentativa de nos convencer da veracidade destas histórias. Entretanto, sabemos perfeitamente que são apenas cenários fantasiosos criados por uma mente ruidosa, ansiosa ou agitada. Diferentemente das experiências reais, sentidas, vividas, experimentadas pelo corpo vivo. As experiências reais são as experiências corpóreas. Com atenção, é possível reconhecer as informações do corpo como calor, frio, sede, desconforto, fome, sono … Estas, quando reconhecidas são reais. A sequência de pensamentos que se encadeiam uns nos outros são apenas imaginados. Cabe a pergunta: qual é o sentido de se valorizar tanto e acreditar em algo desprovido de veracidade?

Abraços   ****

Vivi

SUPERMERCADO  DE  IDEIAS

No grande supermercado de ideias, o maior desafio é saber o que se quer, para poder escolher. Quando não se sabe o que se quer e qual é o   propósito de sua vida, as prateleiras do supermercado que oferecem tantas narrativas, mais confundem do que resolvem. Dentro do supermercado, se encontram produtos das mais diferentes ordens e para as mais diversas necessidades. Saber o que se quer e o que não se quer é fundamental. Quando não se sabe o que se quer, somos levados a comprar qualquer coisa, gastar nossas economias, inclusive gastar muito além do nosso orçamento, mas, teremos que pagar a conta! Muitas são as pessoas que compram qualquer coisa, qualquer narrativa, qualquer produto de uma história contada. Estas são as pessoas que se deixam ser conduzidas pela dinâmica do “rebanho”. Somos livres para experimentar todos os produtos, mas, teremos que inevitavelmente arcar com as consequências de nossas escolhas. Somos livres para escolher mas, somos prisioneiros das consequências de nossas escolhas. Portanto, Atenção!

Abraços ****

Vivi

QUANTA VERDADE …

Diz o filósofo: quanta verdade você pode suportar? Quanta verdade consegue suportar? Lidar com a verdade, com a incerteza e com a liberdade, parece fácil, mas, não é, porque a vida não é fácil! Olhar-se no espelho e se reconhecer, reconhecer verdadeiramente a suas angústias, seus medos, suas fraquezas, exige muita determinação, muita coragem, muita clareza interior. Então, diz o filósofo quanta verdade você pode suportar! Liberdade, incerteza e verdade caminham juntas. Para ser livre é preciso saber de si. Conhece-te a ti mesmo! Afinal nada é o que te parece!

Abraços   ****

Vivi

CONHECER A SI MESMO

Em tempos de “hackers” conhecer a si mesmo é mais que fundamental, é absolutamente necessário. Os hackers estão por aí … Hoje a intenção não é exatamente hackear nossos smartphones, ou nosso computador ou nossa conta bancária mas, a intenção é hackear a própria pessoa, entrando em nosso sistema orgânico. Assustador? Sim!! Impensável até a poucos dias?  Sim, mas, eles estão por aí! Portanto, atenção, discernimento, presença mental, equilíbrio emocional e equilíbrio mental, lucidez, auto manejo, auto governabilidade, são aspectos a serem treinados para de alguma forma, nos aproximarmos de quem somos e ainda, o que desejamos da nossa vida.

Abraços  ****

Vivi

EM  MARES  BRAVIOS …

Para navegar em mares bravios, os bons navegantes sabem por experiência, que é necessário atenção e muita atenção. Qualquer descuido pode ser comprometedor. O discernimento depende da calma, a calma depende da capacidade de saber pausar e lentificar, a pausa alimenta a paciência que nutre a tolerância para a compreensão. Sem atenção não há empatia. Quando as ondas são altas, o melhor a fazer é manter-se atento e calmo para se sustentar na bravura dos ventos sem reagir a eles e ao mesmo tempo, saber reconhecer como manejar as velas e a direção a seguir. Em mares bravios, o segredo é estar atento. Lembrando que às vezes os mares bravios, os ventos e as tempestades são muito mais internas do que externas. Grande parte das instabilidades estão dentro do nosso ser mais profundo, nutridas por nossas emoções. Atenção! Cuidado! Paciência!

Abraços  ****

Vivi

CUIDADO …

Quando a mente é incapaz de pensar, é incapaz de acessar a realidade, de ver a realidade tal qual ela se apresenta, ela tende a imaginar cenários catastróficos. Aqui emerge o pessimismo, aqui aparece a atitude do “jogar a toalha”, da desistência, da preguiça, da procrastinação. Se a realidade é insuportável, os mitos abrem as portas de saída: procura-se um salvador. Portanto, cuidado com as armadilhas da mente. Ela pode construir cenários os mais variados possíveis, sejam eles a favor da vida ou até mesmo contra ela. Atenção!!! A saída das dificuldades, está dentro de cada pessoa mas, é preciso acessar a realidade com dignidade, coragem, discernimento, boa vontade e lucidez. Mentir para si mesmo tem sido o pior lugar. Atenção!!!

Abraços   ****

Vivi

TÃO SIMPLES E TÃO DIFÍCIL

Há quem diga: a vida não fácil! Há quem diga são apenas vibrações no corpo que aparecem e desaparecem! O sofrimento surge porque as pessoas acreditam que as histórias narradas e contadas do mundo externo e do mundo interior são absolutamente reais. Se as histórias narradas são reais, porque não nos satisfazem? Por que em algum momento elas nos traem e nos decepcionam, criando expectativas e nos deixando infelizes? Qual é o sentido de se orientar por instâncias que em um momento aparecem de um jeito, em outro momento aparecem de outro jeito e em outro momento desaparecem? Não é fácil admitir que tudo é mudança e que são apenas vibrações efêmeras que aparecem e desaparecem.

Abraços   ****

Vivi

APENAS  OBSERVAR

Se realmente você quer se conhecer e compreender a si mesmo, procure não se identificar com as histórias narradas do mundo exterior através das mídias, nem tão pouco, das histórias narradas pelo eu interior. Apenas procure se observar, sem julgar. Observar o fluxo de seus pensamentos, o fluxo de suas emoções e sentimentos e o fluxo real do corpo. Apenas observe-se! Pausar e dedicar um tempo de seu dia para se observar é um grande “investimento”! De que vale acumular tantas informações, estar em todos os lugares, consumir tantos produtos e ideias se nem mesmo sei me reconhecer?

Abraços   ****

Vivi

DÚVIDA  FÉ  E  DISCERNIMENTO

Por um longo tempo na história humana a dúvida não foi bem vista. A ordem era não duvidar e simplesmente aceitar as narrativas como vinham, mesmo sem evidências. Contudo, a dúvida pode ser um caminho de aprendizagem, onde é possível questionar para compreender. Quando a dúvida assume a sua face destrutiva ela nega a possibilidade de transformação, assumindo o caráter da destruição pela destruição. A dúvida construtiva, pode ser a chave para a ampliar a percepção, para expandir horizontes. A fé pela fé, pode causar cegueira, pode alimentar estados de escravidão mental, mas a fé na sua face orientadora pode trazer direção. Fato é que, o significado da nossa existência não se encontra fora, mas dentro. A dúvida como a fé quando alicerçadas pelo discernimento podem ser orientadoras, mas quando desprovidas de um bom coração, podem levar o humano a lugares altamente perversos da face humana.

Abraços   ****

Vivi