HÁ FUGA DE SI MESMO?

Nos momentos tenebrosos da alma humana, muitas são as pessoas que tentam fugir de si mesmas, contudo a fuga de si pode ser a pior escolha. Aceitar a condição sombria pode ser um caminho em direção à luz. Aceitar e reconhecer que todos os momentos na vida, dos mais luminosos aos mais obscuros, são todos eles uma grande oportunidade de aprendizagem. Aceitar o fato de não saber, já é em si mesmo uma possibilidade rumo à liberdade interna. Fugir de si mesmo ou negar a si mesmo, ao invés de transformar acaba por piorar. Olhar para si mesmo, abrir os canais da consciência tem o potencial da transformação. Fugir não é a solução. Ter coragem e humildade de se ver e se reconhecer, se disponibilizando a pedir e receber ajuda, se disponibilizando a deixar os velhos padrões para renascer de si mesmo, é abrir a porta da liberdade interior. Não há como fugir mas, há como aprender e transformar no caminho do possível, ao seu tempo e ritmo.

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Vivi

CONFLITO  INTERNO

Indecisões, dúvidas destrutivas que se reproduzem nas tagarelices da mente, contradições que geram mais incertezas, apegos disfarçados de necessidades, desejos desordenados pelos impulsos das paixões, obscurantismos que se negam acessar a lucidez da razão, confrontos hostis que alimentam ódios e ressentimentos, expressam continuamente os conflitos interiores de muitas pessoas. As experiências pouco seguras, vividas em ambientes conflitantes que mais afastam do que aproximam, marcam a existência de muitas pessoas, gerando sofrimento para si e para todos os que em sua volta estão. A divisão de si mesmo, é uma dor sofrida profundamente e muitas vezes, desprovida de forças para encontrar o caminho de saída. Existe saída? Sim! Os conflitos internos fazem parte da construção de uma psique e a porta de saída está na própria psique. A luz e a sombra caminham juntas. Acessar a luz depende de um querer, de uma decisão, de um esforço pessoal diligente. Pedir ajuda e se disponibilizar a receber ajuda, já é um passo para a libertação.

Abraços   ****

Vivi

CERTEZA PARA OS NOSSOS FILHOS

Relações sociais se estabelecem e se constroem nas redes de relacionamento. Redes se formam a partir dos elos de afeto vinculares que permitem e sustentam as conexões. Confiar nos elos de sustentação é fundamental, pois são eles que abrigam a confiança, a segurança e a esperança. As gerações futuras precisam de segurança existencial para prosseguirem a construção do processo civilizatório que irá garantir a continuidade da vida em todas as suas manifestações e instâncias. Não há como prosseguir quando não há garantias para os nossos filhos, para os filhos dos nossos filhos, para os netos dos nossos netos. Sem um mínimo de certeza, confiança e esperança, sem um mínimo de oportunidade e bases morais e éticas, não há como prosseguir.

Abraços   ****

Vivi

QUANDO MUDAM OS CENÁRIOS E MUDAM OS INTERESSES

A transformação da solidariedade em rivalidade e desconfiança recíproca nos cenários políticos, inverte completamente a ordem dos valores que poderiam sustentar as relações de convivência em comunidade, as relações de cidadania e as relações entre o público e privado. Quando o mundo deixa de ser objeto de responsabilidade de todos os cidadãos e estes, são transformados em consumidores, simplesmente aceitando o que o Estado lhe oferece, todo o sistema de ordenação e respeito se desestabilizam. O cidadão transformado em objeto de consumo não se vê responsável dentro da rede relacional, e passa a agir como descarte. Não há como sustentar relações sem responsabilidade participativa, sem confiança e segurança, sem o valor e o respeito por tudo que vive.

Abraços ****

Vivi

O INCERTO E A ESPERANÇA

“Tempos de desesperança são repletos de tumbas de profetas desonestos e falsos salvadores…. Preocupam-se (as instituições) com a política reduzida a espetáculo; os cidadãos, a espectadores; o discurso político, a oportunidades para tirar a foto; e a batalha de ideias, à competição entre “marqueteiros”? “  Esta reflexão apresentada pelo escritor e pensador da modernidade, que a qualificou como “modernidade líquida”, se mostra completamente atual. Em seu livro Babel, ele discute com Ezio Mauro, jornalista e escritor, a questão da democracia no cenário mundial. O que tínhamos como certo, se mostra como incerto e o que depositávamos esperança, insiste em revelar o desespero diante da manipulação das ideias em favor de interesses não democráticos. Vale a pena pensar e refletir com lucidez e discernimento.

Abraços   ****

Vivi

UMA  VERDADEIRA  BÚSSOLA  INTERIOR

Cultivar uma postura ética que preserve um conjunto de diretrizes morais de reta conduta, podem ser uma verdadeira bússola auto reguladora das pessoas em suas relações intrapessoais e interpessoais. O bom funcionamento social, o convívio saudável na sociedade, na comunidade, nos grupos familiares e entre amigos e vizinhos, são altamente favorecidos quando existe auto governabilidade do pensar, do sentir e do agir. Enquanto seres interdependentes, seja nas relações entre as pessoas, seja nas relações com o mundo natural e cultural, saber se conduzir eticamente sempre será uma vantagem biológica como cultural. Ter a consciência da importância da preservação das diretrizes de conduta para um viver e conviver de forma saudável contando com todas as diversidades naturais do vivo, tem sido a cada dia mais urgente e necessário. Neste sentido, a educação entendida em sua forma ampliada e contextual, comporta grande responsabilidade. Uma bússola é sempre um guia orientador. Saber guiar-se e orientar-se pela auto regulação oferecida pela ética, é e sempre será, uma forma de maturidade evolutiva.

Abraços   ****

Vivi

SEM  ATENÇÃO …

“Sem atenção nada se aprende.” Com esta afirmação os psicólogos e pesquisadores Daniel Goleman e Richard Davidson com inúmeras publicações, enfatizam a importância fundamental das práticas da Atenção para o fortalecimento dos circuitos neurais. Uma sociedade que sofre de déficit de atenção e de distração constante, incrementar habilidades que possam melhorar a qualidade atentiva e com ela a atitude empática, tem sido considerado uma necessidade urgente de saúde pública. Programas educacionais que foquem o treinamento nas práticas de atenção e nas habilidades afetivas, como a bondade amorosa e a empatia, tem muito a contribuir com a saúde física, psíquica, cognitiva, relacional e espiritual da sociedade humana.

Abraços ****

Vivi

EXERCÍCIO  PARA  UM  MORRER

Se a morte não faz parte da vida, por que falar da morte? Se existe uma verdade é esta: a morte existe para todos os seres viventes, afinal, a finitude faz parte da dinâmica da vida. Se tudo que vive muda, a mudança também está sob a ordem do inevitável. As mudanças caminham com as pequenas mortes e estas, de alguma forma podem ser compreendidas como um exercício para um morrer. Não é exatamente do morrer que finaliza a vida de uma pessoa mas, as pequenas mortes em que o desapego alicerçado pela compreensão de si mesmo amplia a consciência. Se colocar frente ao inecessário, frente às coisas que naturalmente vão perdendo sentido ao longo da vida e com bom senso poder abrir mão, deixar ir sem dramatizações, pode ser considerado um exercício para uma morrer. As pequenas mortes podem ser fonte de grandes ensinamentos para a maturidade. O esforço interno de um pensar, de um diálogo interno sustentado pela boa vontade, pelo bem-querer, pelo discernimento da sabedoria, pode favorecer um viver menos egoísta, menos individualista, desprovido dos arrebatamentos das paixões.

Abraços  ****

Vivi

PARTILHAR OU TIRAR

Aprendemos a partilhar nascendo e crescendo em nossas famílias, nas relações de vizinhança e na escola. Aprendemos o sentido do dar e do receber, do contribuir ao fazer o bem e a sentir-se bem. Estes foram os espaços de convivência que marcaram biologicamente cada pessoa em seu processo de crescimento maturacional. A experiência altruísta e solidária passa a ser uma necessidade vital que marca a vida no espaço familiar, de vizinhança e escolar, apesar de todos os desafios. Nestes espaços aprendemos o valor da partilha. Quando o mundo dos negócios passa a tomar conta das relações entre as pessoas, o tirar ganha força e inverte o processo. A cultura do tirar, do levar vantagem, passa a ditar as regras do jogo. Uma cultura marcada pela passagem de uma sociedade de produtores, para uma sociedade de consumidores. Enquanto produzíamos juntos compartilhávamos juntos. Quando passamos a ser meros objetos de consumo passamos a experimentar o tirar, a atitude do levar vantagem. Criou-se a polarização entre o altruísmo e egoísmo.

Abraços   ****

Vivi

UM SER VIRTUOSO

A pessoa de bem e virtuosa, celebra uma festa todo dia. Uma festa de gratidão e contentamento por poder existir e estar neste mundo “sagrado”, desfrutando da sacralidade e da divindade que o “templo sagrado” do mundo oferece a si todos dias e em todos os momentos. A virtude de viver o encantamento e as belezas deste templo sagrado, generoso, luminoso que alimenta a alma humana. Celebrar cada dia, cada momento com o coração pleno de compreensão amorosa, compaixão e alegria por uma vida repleta dos mais belos dons. Dons que estão e sempre estiveram disponíveis ao humano.

Abraços   ****

Vivi