PENSAR NO OUTRO DIMINUI OS SENTIMENTOS DE POSSE

Quanto mais uma pessoa se mantém auto referendada, apegada aos seus prazeres pessoais egóicos, mais amplia as sensações corrosivas do “eu” e do “meu”. Ter consciência das relações de apego e do quanto elas interferem nos pensamentos e nas emoções, causando divagação mental, distração, agitação e ansiedade, tem sido apontado pelos neurocientistas e pesquisadores como um elemento fundamental para a sustentação da atenção na vida diária. Acalmar a “mente de macaco” sempre agitada e dispersa, de forma voluntária e intencional, contribui diretamente para alterar estados internos egoístas do “eu” e do “meu”. Atitudes pegajosas e egoístas interferem na capacidade humana de ser alegre e cordial. Estados mentais de alegria, de cordialidade, de felicidade, podem ser cultivados através de práticas mentais focadas. É possível educar a mente, para ser mais cordial consigo e com as pessoas com as quais se relaciona. Alimentar estados internos de pensamentos dirigidos ao bem-estar alheio e menos auto referendado, contribui diretamente para a saúde pessoal e para a saúde relacional. O apego a um “eu” egoísta e viciante gera posse, controle, desconsideração, desrespeito, sendo altamente invasivo. São estados onde a felicidade não encontra espaço para ser manifestar. A atitude de estar aberto e receptivo ao bem-estar alheio, favorece as conexões de módulos neurais que se combinam para criar a percepção do eu. Menos egoísmo mais felicidade!

Abraços   ****

Vivi

NUNCA DEIXE O SEU CORAÇÃO EM CASA …

Muitos são os caminhos a serem percorridos ao longo de uma existência, assim como muitas são as fases pelas quais uma pessoa passa ao longo de sua existência. As dúvidas e as certezas, as conquistas e as perdas, compõem a trajetória de uma vida. Reconhecer os diversos caminhos contidos nas diversas fases, estando consciente das relações existentes nos acontecimentos do viver, é estar disponível para aprender o sentido da vida e do viver. A grande liberdade está numa consciência que se liberta do medo e da posse, e se permite pulsar através da compreensão atenta ao ritmo da vida. A consciência plena, caminha de mãos dadas com o discernimento da mente e com o afeto sensível do coração. Respirar e pulsar no livre fluxo do ritmo de uma mente que preserva a sua atenção, entrelaçada com a sensibilidade de um coração que se emociona e é capaz de tocar a sua interioridade, é caminhar pela vida consciente de que todo caminho tem suas razões e seus sentidos, que só um coração generoso e bondoso pode perceber e se guiar. Portanto, nunca deixe seu coração em casa ao sair pela vida.

Abraços   ****

Vivi

EU – MEU – MIM

Uma mente aprisionada em ruminações, tende a carregar continuamente pensamentos atrelados aos afazeres que nunca terminam e ainda, divagando em algo em torno dos “meus pensamentos, minhas emoções, meus relacionamentos”, sempre centrados no eu, no meu e no mim. Repetindo cenas preferidas ou perturbadoras, a mente divaga para algo que diga respeito ao eu, tornando este eu o centro das atenções. Quase sempre distraída, esta mente tem dificuldade de se aquietar. Ausente do presente, as divagações mentais se prendem nas angústias e preocupações do cotidiano, intensificando um estado mental aprisionado por um “eu” ruminante e ilusório. Um estado mental desatento, além de ser cansativo é fonte de confusões e sofrimentos. Aliviar o sistema que constrói sensações de eu, de meu e de mim, é fundamental para a liberdade interior. Libertar o peso do “eu” contido nas divagações mentais, é um dos propósitos das práticas contemplativas. Quanto mais uma pessoa se agarra a um “eu, meu ou mim”, mais estará presa num mundo de sofrimentos. A grande arte de viver bem, é libertar a mente da infelicidade gerada pelas divagações mentais centradas num eu, meu e mim. A liberdade interior, é a capacidade de poder escolher de forma consciente um estado mental atento ao presente, voltado a um foco e livre das torrentes mentais possessivas.

Abraços   ****

Vivi

ATENÇÃO PLENA CORPORIFICADA

De alguma forma as pessoas já reconhecem a importância da atenção na vida cotidiana. Não apenas diante dos desafios, das provas da própria vida, mas, estar atento é fundamental. Ao caminhar pelas calçadas, nos relacionamentos, nas escolhas que fazemos, nas palavras proferidas, quando a atenção está presente ela faz toda a diferença afinal, cair nos automatismos repetitivos dos condicionamentos, é fácil e rápido, sendo uma boa desculpa para não assumirmos responsabilidades. Sustentar um estado de atenção plena não é tão simples como parece mas, é este estado que pode oferecer o caminho da liberdade. Quando a mente tem consciência de si e adquiri as condições internas para manter um estado de atenção plena, corporificada e muscularizada, ela pode fazer suas escolhas pautadas na realidade e não dirigida pela cultura, pelos traumas, pelos apegos e desejos, pelas necessidades criadas através da ansiedade, dos medos, das frustrações ou vaidades. Cultivar um estado de atenção plena e de um coração pleno, um estado de sábia consciência que se perceba se percebendo com amorosidade e sem julgamento, é fruto de uma consciência que se determina ser livre através de um corpo vivo e portanto,  potente e inteligente. Corporificar uma atenção plena é cultivar momento a momento um estado de presença que se faz no presente de cada instante vivido.

Abraços   ****

Vivi