O TOQUE QUE FAZ A DIFERENÇA

O toque físico, o contato de um carinho, de um abraço, de um aperto mão, de uma proximidade carinhosa e sincera de uma pessoa com outra, faz toda a diferença em todas as relações humanas. Somos humanos, somos animais afetuosos e nosso bem-estar físico e psicológico dependem de um contato afetuoso. “O toque físico é uma das formas mais básicas de conexão humana.” Jon Kabat-Zinn  Um aperto de mãos, um abraço, são rituais simbólicos que comunicam a abertura e a disponibilidade para uma conexão entre pessoas. São gestos de reconhecimento que aproximam pessoas e abrem oportunidades para vínculos afetivos. Através de um toque as pessoas comunicam seus sentimentos. Quanto mais atenção e qualidade na presença sincera no momento do encontro afetuoso de um toque, maior será a  possibilidade de se  transcender as formalidades relacionais viabilizando aberturas para os espaços de conectividade mais profundas. São os verdadeiros canais de reconhecimento mútuo e expressão de sentimentos autênticos. São momentos inspiradores e facilitadores de vínculos afetivos altamente benéficos à saúde e ao bem-estar.

Abraços   ****

Vivi

AMIGO  DA  INCERTEZA

A incerteza faz parte do fluxo da vida. Contudo, reconhece-la e saber lidar com ela diante de uma cultura marcada por certezas e determinações, não parece ser tão simples assim. Fomos treinados a ter metas e previsões controladas por tabelas estatísticas, que contemplam as probabilidades, mas, tendemos a nos fixarmos nas garantias.  Queremos garantias de coisas, planos, relacionamentos, pessoas, afetos,  títulos e conhecimentos mas, a incerteza está sempre presente. Quando compreendemos que a incerteza é inerente à dinâmica da vida, temos a possibilidade de melhor nos adequarmos a ela, evitando frustrações, projeções, fantasias e idealizações. Estabelecer uma amizade com a incerteza, é incluir mudanças e transformações, é alimentar a criatividade, é reconhecer e pulsar com a potência da vida. Isto não significa abandonar limites, compromissos, fronteiras e até os números e quantificações, mas, é ter a sabedoria de se relacionar com a intuição, com o criativo, com a coragem de inovar e arriscar, com a coragem de apostar e acreditar e ainda considerar e incluir a arte de viver.

Abraços   ****

Vivi

NEM  CÁ  NEM  LÁ …

A fuga do momento presente pelo excessivo estado de divagação de uma mente, afeta as decisões e as ações de uma pessoa. A inconsciência obstrui o contato de uma pessoa com seu próprio corpo, seus sinais, suas mensagens. Para estar consciente no viver é necessário estar no estado de atenção. A dispersão de uma mente que não está nem cá nem lá, ou seja, não está no presente de seu viver, é uma mente dominada pela inconsciência.  Há pessoas tão agitadas e ansiosas, que não conseguem silenciar nem acalmar as suas incontáveis vozes internas, porque não se dão conta deste estado doentio.  Estas,  acabam por viverem num estado crônico de inconsciência. Ao perderem a possibilidade de conexão com o belo e o significativo do viver, elas se tornam infelizes, buscando fora de si mesmas soluções para satisfazer suas insatisfações permanentes. O estado de gangorra, nem cá nem lá, é um estado de permanente estresse. Onde está o prazer desta gangorra?

Abraços   ****

Vivi

UMA GRANDE VIRADA

Estamos em tempos de grandes e intensas transformações. Embora que, possa até não ser tão claramente perceptível, nós, comunidade humana, cidadãos deste planeta Terra, vivendo a Vida com a Vida, estamos em transformações. Estamos na Grande Virada do Ser, como dizem alguns pensadores. O modelo de consumo desmedido, capitalizado e militarizado, do medo, do controle, da exploração, da espoliação, da dominação e subjugação da vida, da pessoa humana e da natureza, não tem mais sustentabilidade nem razão de ser. É um modelo esgotado. Embora que, ainda este modelo “lute” intensamente para continuar, há uma “luta” maior, há uma imensa disponibilidade e determinação de inúmeros grupos espalhados por todos os continentes atuando diuturnamente para a transformação desta história e construção de uma história de proteção, respeito e preservação da vida. São pessoas que se lançam em ações protetivas da vida através dos mais variados caminhos. São os caminhos da Vida, de uma história que começou há 14 bilhões de anos, registrada em todos os corpos e em todas as consciências, trazendo a autoridade da própria Vida. Uma história de uma rede conectiva e integrada, cuja força impulsiona na direção da preservação e proteção da Vida. É ela, a Vida, que pede passagem, que pede a honradez, que pede a dignidade através dos incontáveis movimentos e ações sociais de preservação da harmonia das relações de convivência nas ações de Cultura de Paz, de resignificação da Justiça, de resolução de conflitos, dos movimentos ecologistas de preservação do meio ambiente, de preservação das espécies, das culturas e das línguas e tantos outros. A Grande Virada histórica já começou dentro da intimidade mais profunda da consciência da pessoa humana, seguindo através das futuras gerações, que certamente irão olhar para estes tempos como tempos de Grande Virada da Humanidade.

Abraços   ****

Vivi

UMA  MENTE  DISPERSA

Uma mente dispersa ou está no passado ou está no futuro.  O estado de devaneios e divagações, rouba o  presente e a mente perde a presença.  Quando a mente divaga indo e vindo do passado para o futuro,  ela não consegue se conectar com a experiência vivida,  momento a momento. Uma mente sobrecarregada pela agitação e pela ansiedade, gerada pela ausência do presente é uma mente que está apenas parcialmente consciente do momento presente. Quando não se consegue degustar o que se come, enxergar o que se vê, escutar o que se escuta, sentir o que se toca, dizer sem saber o que está dizendo, perde-se a experiência da vida e com ela,  o seu sentido e significado. Uma vida e um viver que sejam significativos, precisa do presente, precisa de uma consciência que esteja no presente da experiência, momento a momento. Prestar atenção ao que acontece com a mente, é fruto de esforço e dedicação, afinal, ou se está presente, ou ausente. Estar  parcialmente no presente é um estado em se  perde o encantamento que vida oferece a cada instante e ainda, se perde a oportunidade de lidar com os desafios de forma criativa, inovadora sem os aprisionamentos dos automatismos, do desespero, da divagação. A escolha é sempre pessoal!!! Portanto, Atenção!!!

Abraços    ****

Vivi

DESAFIOS QUE ENSINAM

A vida e o viver cotidiano são oportunidades constantes de aprendizagem. Cultivar um olhar e uma atitude receptiva para aprender com os acontecimentos, é fonte permanente de crescimento pessoal e auto desenvolvimento. Mesmo os momentos mais desafiantes em que a vida nos pressiona para a mudança, momentos dolorosos e até sofridos, é possível reconhecer as chances de estabelecermos uma proximidade com a potência da vida em nosso interior. Os desafios fazem parte da dinâmica natural do viver em que tudo se transforma na lei da impermanência. Reconhecer e se apropriar da potência que todos nós, pessoas vivas somos portadoras, é de fundamental importância para a continuidade do viver com dignidade. A vida é uma escola de aprendizagem constante. As oportunidades nos são oferecidas a cada momento em nossas relações, basta querer se disponibilizar ao aprendizado. As resistências, os medos, os desconfortos diante do novo, podem até causar um certo assustamento mas, são os elementos que impulsionam a transformação, o crescimento, a descoberta de si, a elevação da alma no espírito de dignificação de todo o potencial criativo que toda pessoa humana possui e que está sempre disponível, basta apenas acessar. A zona de conforto paralisa, congela, bloqueia, restringe, traz a miopia. A mudança diante dos desafios alimenta a auto confiança, a criatividade, a potência do vivo na vida e no viver cotidiano. Com gratidão e amorosidade, com gentileza e generosidade o aprender se enriquece e floresce.

Abraços  ****

Vivi

ULTRAJE – QUE SENTIMENTO É ESTE?

Sempre que uma pessoa em reta conduta se sente injustiçada, é inevitável que um sentimento profundo, que vai além da indignação, se aproprie da alma humana. A raiva experimentada quando pessoas de “mal caráter”, conseguem algo que não merecem, vem acompanhada de um sentimento de ultraje. A ganância predadora e espoliadora inevitavelmente se depara com a justiça, que é uma necessidade humana. O ganancioso sabe que é injusto, ele tem consciência do “mal feito”.  Quando a justiça falha no seu propósito maior, nas suas bases de equidade, de justa medida, de consenso, o sentimento de revolta se manifesta através do ultraje. Pessoas ultrajadas correm o risco de serem capturadas por uma profunda necessidade de punição, onde o mal feito e o malfeitor devem ser punidos frente a este sentimento específico de raiva. Sentir-se ultrajado em seus valores mais essenciais, é algo de muito sofrimento para o ser humano. Um certo inconformismo que pode acarretar o desespero. A indignação precisa da reparação mas, quando o ultraje advindo de injustiças tomam conta da alma humana, o discernimento perde a força e a raiva ganha um poder incontrolável. Em tempos de ultraje, é preciso muito cuidado para não sermos capturados pela raiva desmedida.

Abraços    ****

Vivi

A   QUEM  ESTAMOS   SERVINDO?

Em tempos confusos, vertiginosos, inseguros e contraditórios, muito facilmente perdemos a direção. A desorientação fragiliza o ser  interior, dificulta a reflexão, empobrecendo a escolha. Ficamos míopes! A miopia deturpa a realidade e neste espaço confuso, as falsas “notícias” entram com força total. Quais os interesses e os interessados em manter este estado duvidoso?  David Harvey, escritor e professor de Antropologia e Geografia na City University de Nova York, afirma que estamos “vivendo no mundo da servidão por dívida”. O medo e a ansiedade provocam compensações e quando estas fissuras psíquicas são estimuladas  para o consumo a consequência é inevitável : dívidas e mais dívidas. Consome-se  tudo,  qualquer coisa e qualquer  ideia,  e o resultado é um só: mais insatisfação e com ela mais medo e ansiedade. Muitos são os cidadãos que servem à dívida, algumas pagáveis e muitas outras impagáveis. Uma doença social que se retroalimenta da ilusão da mudança, contudo, não é esta a realidade. Como sair deste estado de vertigem? Pausar, pensar, refletir, estar atento à realidade para reconhecer o que está por traz das forças predatórias do poder. Portanto, atenção! Pare e pense, mas jamais perca a esperança!

Abraços    ****

Vivi

 

PEQUENAS CORRUPÇÕES

Das pequenas corrupções do dia a dia nascem as grandes corrupções. O corrupto é aquele ou aquela que já negou o seu “coração”, o seu “cor”. É aquele que corrompe o seu “coração”. Desprovido de qualquer escrúpulo, apenas movido por um ego interesseiro, o corrupto não faz cerimônia, ele se vende, se prostitui por qualquer preço e nestes tempos, os preços tem sido muito altos. Prestígio e dinheiro fácil é o que move o “coração” e o “espírito” do corrupto e do corruptor. Um ser egoísta ao extremo. Para corromper o outro, roubando a sua dignidade ele primeiro rouba a si mesmo e a sua dignidade. Esta tem sido uma doença altamente contagiosa que só uma mente atenta pode captar, perceber e tomar uma posição: dizer “sim” ou “não”. São as pequenas corrupções, as pequenas enganações, as pequenas mentiras que traem a alma. Aqui nem as religiões, nem as leis, nem as normas, nem os contratos, nem a tradição consegue estabelecer limites e fronteiras porque a o ego, o desejo fala mais alto e escolhe se corromper e perder a sua dignidade. Atenção!

Abraços   ***

Vivi