ONDE ESTÁ A FRATERNIDADE ?

Liberdade, Igualdade e Fraternidade – metas de uma conquista evolutiva da sociedade humana. Somos livres e iguais? A consolidação da Liberdade humana e da Igualdade humana depende da conquista da Fraternidade humana. As ciências biológicas já evidenciaram a capacidade cognitiva e afetiva do todos os seres humanos igualmente mas, ainda nos falta um longo percurso para vivermos a nossa fraternidade. São anos de uma história civilizacional de negligência do humano em sua humanização. Atitudes culturais egoístas, retaliadoras, convenientes, exploradoras e subjugadoras fizeram uma sociedade estratificada em que tanto a liberdade, como a igualdade e a fraternidade não tiveram espaço de serem vividas. Como tudo que vive evolui dentro do macro projeto do vivo, as idéias de liberdade, de igualdade e fraternidade aparecem na cena histórica e passam a ser exigidas pela consciência humana. A cada dia estas idéias, que imanaram de todas as culturas, cada uma a seu modo, hoje ressoam em alto volume exigindo da comunidade humana, das políticas públicas, do Estado de Direito, das tradições religiosas, ações frente a um sistema capitalista liderado tão somente pelo lucro nas mãos de poucos, a qualquer custo. A conquista do cidadão livre, com direitos iguais e respeito pela fraterna união em direção ao bem comum e ao bem-estar de todos os humanos e de tudo que vive, passa a ser prioridade nas agendas sociais. Contudo, os avanços virão a partir de uma consciência pessoal, de uma consciência nos pequenos grupos comunitários para que a humanidade possa efetivamente conquistar a sua liberdade, sua igualdade e sua fraternidade com dignidade.

Abraços   ****

Vivi

 

 

CAMPO  DE  COMUNICAÇÃO

Os seres humanos são seres sociais e portadores de histórias, experiências, saberes, criações e tantos outros aspectos que se inter-relacionam para continuar construindo e evoluindo a consciência humana. Fato é que, somos 100% biologia e também, e ao mesmo tempo, 100% cultura. Embora portadores de tantos talentos, habilidades, sonhos, as pessoas humanas se estranham em seus campos de comunicação. Interconectados, interdependentes, em constante e permanente  interrelação, as grandes dificuldades se localizam na convivência. Somos únicos, indivíduos e ao mesmo tempo somos múltiplos, somos muitos. Estabelecemos espaços de convivência em constante comunicação e trocas de experiências, de saberes, de sonhos, de modos de ser e estar neste mundo. Somos criativos e curiosos mas, e ao mesmo tempo,  somos frágeis e inseguros. Somos talentosos e habilidosos mas, e ao mesmo tempo, somos egoístas, vaidosos, ciumentos, gananciosos. Como lidar e conviver com tantos paradoxos num imenso campo de comunicação. Somos calma e somos agitação, somos firmes e somos levianos mas, em meio a tantos contrastes somos todos imensamente amorosos e generosos. Quem sabe se valorizássemos mais aquilo que nos une do que aquilo que nos separa poderíamos ser mais felizes e nos estranharmos um pouco menos. Vale a reflexão!

Abraços    ****

Vivi

COMO  VEMOS  O  QUE  VEMOS

“A capacidade de influenciar as circunstâncias depende de COMO vemos as coisas …” Jon Kabat-Zinn  Com esta afirmação o neurocientista oferece a partir de suas pesquisas em universidades americanas, uma abertura para o potencial transformador . A leitura que fazemos da realidade depende de um olhar pessoal. A realidade é como ela é. A vida é como ela é. A questão é o COMO vemos e interpretamos a realidade que fará toda a diferença na vida de uma pessoa e das circunstâncias. A visão de mundo é uma lente através de qual lemos o viver, fazemos nossas escolhas e decidimos os caminhos a serem percorridos, ou seja, a atitude e o manejo com as situações do viver. Histórias e memórias, padrões mentais e padrões de comportamento estão diretamente relacionados às experiências vividas, aos ambientes e às pessoas e o mundo com que nos relacionamos. Um olhar faz a diferença para uma escolha favorável ou desfavorável. Um desafio é sempre uma porta de oportunidade. Podemos aprender com as circunstâncias ou podemos nos perder em meio às falsas interpretações ou imaginações. Saber com que lentes vemos o que vemos,  no cotidiano do vivido,  faz toda a diferença. Portanto, ATENÇÃO!

Abraços    ****

Vivi

CONTRATO  E  RESPONSABILIDADE

Quando a responsabilidade só existe porque existe um contrato, é sinal de que a responsabilidade já não existe mais, apenas mera burocracia.  Se o contrato existe só para os distratos, é porque a confiança já se extinguiu. A confiança perdida precisa da lei externa, daquela que ameaça, que pune, que exige, que oprime. Seria realmente o medo da opressão uma garantia para a responsabilidade? Ou a responsabilidade sendo a irmã do respeito, promove a confiança como garantia da dignidade? Contratos são importantes mas, o melhor contrato, aquele que garante o trato, nasce do compromisso da responsabilidade pessoal. Nasce, se nutre e se fortalece, de um respeito pessoal que se amplia pelo respeito ao outro, ao meio e ao mundo. Enquanto a responsabilidade estiver atrelada à burocratização dos contratos, sob a égide do medo, a confiança, o vínculo, o respeito, a dignidade e a ética estarão agonizantes na miserabilidade perversa da ignorância.

Abraços    ****

Vivi

UM ESTADO DA MENTE

Pensar em saúde integral é pensar na união do corpo com a mente. Sob uma ótica mais acurada, seria impossível separar algo que por princípio estão unidos mas, não é o que acontece. Quando uma pessoa perde seu contato interior, é como se ela fragmentasse ou separasse duas instâncias que por natureza sempre estiveram juntas. A ansiedade e a agitação, os padrões mentais e o estresse, favorecem esta ruptura adoecendo o organismo. Um estado de mente saudável naturalmente se percebe integrada, inteira na sua completude onde mente, corpo, consciência se unem através da atenção amorosa, do respeito, do cuidado de si mesmo mesmo. A auto-observação consciente de si mesmo, pode reconhecer quando a mente se desconecta de seu corpo, deste organismo vivo que se transforma, que pensa, que sente, que se emociona, que interage consigo e com o o seu meio. A prática da Yoga é a prática de um estado de mente que se respeita e carinhosamente se mantém unidos: corpo, mente e consciência, na dinâmica pulsátil da vida. Unidos se alegram e se encantam, unidos num estado de mente e de consciência, onde a potência da sabedoria e da bondade amorosa podem se manifestar naturalmente.

Abraços    ****

Vivi

A CORAGEM DO “NÃO”

Dizer “não” parece fácil e simples. Tirando os egoístas e os convenientes, reconhecer quando os limites são ultrapassados, reconhecer quando uma situação vai interferir sobre um estado interno de dignidade e respeito, reconhecer quando uma proposta vai comprometer a ética do bem comum, requer coragem. Respeitar os valores humanos e o valor da vida diante de um mundo onde o “levar vantagem” vai à frente, exige coragem, firme determinação, dignidade, resistência pacífica. O poder detentor do capital, do lucro a qualquer custo, não reconhece o valor dos cidadãos que pensam e refletem. Onde há consciência crítica, não há espaço para um “faz-de-conta”, fingimentos, jogos de sedução, convencimentos, banalidades. “Não” quando “não” e “sim” quando “sim”, é uma postura de quem tem internalizado e incorporado como princípio de vida, a ética do bem comum. Dizer “não” diante do “mal feito” precisa de muita coragem.

Abraços   ****

Vivi

COMPREENDER O MUNDO E A SI MESMO

O grande propósito da educação é permitir que uma pessoa compreenda o mundo em que vive e convive, compreendendo a si mesmo. São duas instâncias fundamentais para a formação de um sujeito, de um cidadão, de uma pessoa humanizada inserida no contexto de suas relações. Apenas um conhecimento acompanhado de reflexão, de experiência, intercambiado com as diversas áreas do saber, interconectado com a diversidade relacional e cultural, poderá formar uma pessoa plena de si mesma. As instituições de ensino não se destinam a repetições automatizadas de informações. O acúmulo de informações não garante mudanças nem constroem pessoas plenas e integradas em seu meio. Repetição e automatização impedem a liberdade, a dignidade, a capacidade de escolha e o pensamento crítico. Quando existe abertura e disposição para compreender o mundo e os acontecimentos, reconhecendo que tudo está interconectado, que dependemos uns dos outros, que nos construímos juntos e aprendemos juntos, abrem-se os canais para a autocompreensão, o autoconhecimento, a autocompaixão. Estes são os grandes propósitos da educação: formar o cidadão livre e crítico. Ensinar a pensar e não a lucrar! Acumular informações e papéis visando lucros, é entrar na rota da destruição da própria educação. Uma profissão não se escolhe  unicamente para lucrar. Escolher uma profissão é estar alinhado com o reconhecimento de uma missão pessoal. Compreender o mundo e a si mesmo, com profundo respeito e dignidade, assumindo a responsabilidade pessoal diante deste mundo, é a via da sabedoria, da maturidade, da plenitude do ser, da autorrealização.

Abraços    ****

Vivi

SOFRIMENTO DA POSSE

Há quem diga que o amor traz sofrimento, que o enamorar-se de alguém acaba em sofrimento. O sofrimento não está no amor, o sofrimento está na posse. Quando alguém quer a posse do outro, a posse da pessoa e do espírito desta pessoa, isto não é amor, é  possessão. Amar alguém é entregar-se gratuitamente. Quando duas pessoas se amam, se entregam gratuitamente um ao outro, oferecendo o seu amor gratuitamente. Não é o amor que leva ao sofrimento mas, a posse. O sentimento de posse do outro, em qualquer situação relacional, inevitavelmente desemboca no sofrimento. O amor livre é desprovido da posse. Há também quem diga que a posse é natural. Grande equívoco! Atribuir à natureza um valor moral é mais uma fonte de sofrimento. A natureza é a natureza. Misturar a natureza com a moral para justificar possessões, é servir-se à mesa da conveniência. O egoísmo não é amor. O amor nos faz mais humanos e dignifica a nossa humanidade. Em todas as relações e relacionamentos o que nos faz sofrer é a posse não o amor. O amor é encontro na gratuidade e liberdade. O amor é entrega livre.

Abraços    ****

Vivi

O SABER QUE TRANSFORMA

A atitude de disponibilidade para aprender, conhecer, alimenta a curiosidade, amplia a consciência, amplia percepção e as visões de mundo. Todos os saberes, todos os conheceres são fundamentais para o pensar. Quando o conhecimento se estreita a reflexão se empobrece, limita a capacidade de pensar. O especialista tende a se estreitar, repetindo as mesmas “fórmulas”, os mesmos modelos sem perceber a dinâmica do mundo, do conhecimento, dos contextos. Não se trata de quantidade de conhecimento, de acumulação mas, de ampliação, de diversificação. As artes, todas elas, do teatro à dança, da poesia ao romance, da pintura à escultura, dos museus às bibliotecas, das livrarias às encenações nas praças, tudo é aprendizado. São espaços onde a diversidade humana se manifesta, nos ritos, nas tribos, no transitar das informações criativas onde tudo se transforma, se cria e se recria em possibilidades onde a imaginação nem imaginava mas, acontece. Sons, imagens, cores, formas, jeitos, trejeitos, texturas, tudo se transforma em arte e prazer para uma consciência permeável, receptiva ao novo. Vozes, falas, ritmos, passagens para um saber de grande magnitude e juntos, com as escolas e os verdadeiros mestres, aqueles criativos, se unem, se irmanam na fraternidade humana. Aqui é a morada do saber que transforma. Um saber que alimenta a curiosidade, a vontade de aprender pela descoberta de si. Saber que é possível cantar e sonhar, se alegrar e dar as mãos, onde os corpos de fazem um só, o corpo do saber, da sabedoria da vida.

Abraços    ****

Vivi

O VALOR DA COOPERAÇÃO

Cooperar é aprender. Na dinâmica da vida, quanto mais se coopera mais se aprende, no compartilhar, no descobrir o novo, no conectar, ampliar, transformar, renovar, criar. A atitude cooperativa amplia a percepção, dimensiona o existir pela descoberta da capacidade pessoal, do contato com a própria potência. Diferente é a competição. Competir gera disputa, que despotencializa, fragmenta, isola. A competição é o alimento da guerra, da discórdia, do ciúme, da inveja, da vaidade, do orgulho. “O sol brilha igualmente em todas as bacias”. A potência da vida é uma só, e todos os seres humanos trazem em si mesmo a sua potencialidade e com ela suas competências, habilidades, talentos, virtudes. O nobre caminho é o da partilha, do compartilhar. Aquele que escolheu a competição, se coloca na disputa por medo, por vergonha ou até por um egoísmo do tipo infantilizado. O valor da cooperação se ativa na atitude cooperativa, na disponibilidade de oferecer ao mundo o seu melhor, com as alegrias e tristezas, conquistas e fracassos. Oferecer o melhor de si é ser integral, pleno de si, auto cooperativo. Cooperar consigo mesmo, para oferecer o seu melhor para si e para o mundo. A pessoa cooperativa se disponibiliza a cooperar com o mundo, com o outro, com a vida e com a sua própria existência. Cooperar é um ato de humildade e coragem, de bondade e generosidade, de presença amorosa e determinada.

Abraços ****

Vivi