DO PESSOAL PARA O SOCIAL

Muitas vezes quando se olha para os problemas do mundo, tem-se a impressão que precisamos encontrar uma solução social, uma “única” solução com uma única ferramenta, que tudo se resolverá. Esta é uma verdadeira falácia. Este é um dos grandes equívocos de uma certa forma de pensar. Para questões complexas, precisamos de ferramentas que tenham a abrangência da complexidade. Se queremos construir um mundo mais harmonioso, menos corrupto, mais cordial e mais justo, precisamos pensar em transformar as pessoas. Tudo começa com o indivíduo e depois se expande para a sociedade. Se quero mudar o coletivo, preciso pensar em mudar o indivíduo. O seres humanos dentro de sua complexidade, da abrangência que é ser um ser humano, integrado a todo um conjunto de sistemas, com todas as interdependências, requer ações transformativas com vistas à sua integralidade: histórias pessoais, memórias, modos culturais e tantos outros aspectos. Qualquer processo transformativo social começa no pessoal. Do pessoal se ampliando para os pequenos grupos de convivência, para a comunidade, numa espiral ascendente. ” A criação de uma sociedade mais pacífica e feliz passa necessariamente pelo nível da pessoa e daí expande-se para a família, a vizinhança, a comunidade e assim por diante.” S.S.Dalai Lama  Então se almejo um mundo mais cordial e gentil, devo começar exercitando na minha vida cotidiana a cordialidade e a gentileza.

Abraços   ***

Vivi

UM   COMPORTAMENTO  UMA  VERDADE

Um olhar superficial não consegue perceber que, abaixo de um comportamento difícil sempre há uma verdade difícil. Olhar o mundo, os acontecimentos, os comportamentos sob uma ótica de julgamento e exclusão, não permite a capacidade de  perceber o que está além, as causas e as condições que propiciaram uma conduta inadequada, um comportamento desagregador, uma resposta hostil.  Fazer perguntas já é em si uma forma de querer compreender o que acontece, o que está movendo um comportamento, sobretudo se ele for inadequado. Não significa portanto, retirar a responsabilidade de quem cometeu um ato negligente ou agressivo mas, quando amplia-se a percepção é possível reconhecer as causas da violência, para encontrar os caminhos para que este ato não se repita. Esta é a função pedagógica de quem se propõe à transformação do humano. Todos os atos são cometidos por causas e condições. Nada acontece isoladamente, estamos sempre em profundos encadeamentos.  As causas no geral não são aparentes nem por isso são inexistentes. É fundamental a pergunta: de onde vem esta ação? O que a gerou? Quais foram as motivações? Certamente verificaremos que a pessoa não tem a consciência do ato cometido. Certamente não percebemos o quanto as circunstâncias, o meio, a cultura, os condicionamentos, as histórias,  são elementos que podem acionar respostas comportamentais inadequadas ao convívio. Saber o que está por traz de um ato cometido, pode favorecer a conciliação e transformação.

Abraços    ****

Vivi

CONFIAR PARA DIALOGAR

A desconfiança é um grande obstáculo ao diálogo. Só dialogamos com quem confiamos e em ambientes confiáveis.O sentimento de confiança e ambientes confiáveis, permitem a ligação entre as pessoas e favorecem o vínculo. O sentimento de comunidade, o espírito comunitário tem por base a confiança. O bebê confia plenamente na sua mãe. A primeira experiência que temos ao nascer, é a confiança de que seremos cuidados e alimentados e ainda, amados. São estes vínculos afetivos construídos na infância, que nos permitem seguir na vida sempre buscando espaços confiáveis entre pessoas confiáveis. Cabem algumas  perguntas: que qualidade de relação estabelecemos com as pessoas mais próximas a nós? Somos capazes de sustentar relações confiáveis com as pessoas de nossa convivência? Quando entramos numa interlocução com uma pessoa, reconhecemos a primeira impressão de confiança ou desconfiança?  A desconfiança distorce o pensamento e corrompe o nosso interior. A confiança, a auto-confiança, a esperança, o otimismo, a resiliência, são emoções positivas que favorecem o diálogo e são fundamentais para uma vida saudável e para a construção de ambientes relacionais saudáveis. Em tempos onde a desconfiança anda solta pelos ares, cultivar espaços internos e ambientes próximos confiáveis tem sido da maior urgência senão, podemos nos perder nas ondas da hipocrisia.

Abraços    ****

Vivi

ESTADOS MENTAIS

Estados mentais e emoções andam de mãos dadas. Pessoas mal humoradas convivem mais fortemente com emoções negativas como a raiva, as angústias, ansiedades, inveja, ressentimentos, medos … e ao contrário, pessoas que cultivam bom humor, evocam emoções positivas e são mais alegres, serenas, joviais, gentis, cordiais e mais felizes. Fato é que, as emoções positivas alimentam estados mentais onde a esperança, o otimismo e a resiliência favorecem enormemente a capacidade de lidar com os problemas e as dificuldades do cotidiano. São pessoas que emergem das angústias advindas dos momentos desafiadores e difíceis da vida, com muito mais  satisfação, reduzindo os efeitos deletérios do estresses no funcionamento orgânico. São pessoas que tendem a conservar um estado de saúde física e mental. De alguma forma, todas as pessoas sabem dos inúmeros malefícios causados pelos sentimentos e emoções negativas. Também sabem dos benefícios das emoções positivas para o seu bem-estar. Ocorre que, apenas o “saber” racional  não muda comportamento, não muda padrão mental nem hábitos. Para haver uma mudança verdadeira nas atitudes e no estado mental é preciso disposição, cultivo, atenção e disciplina. As técnicas e métodos de relaxamento podem ajudar a promover um certo bem estar mas, é passageiro não atua nas causas geradoras de um estresse permanente que advém de hábitos e padrões comportamentais. Para haver mudança é preciso ir mais “fundo” no processo de “cura”. A potência da transformação é possível para todos mas, é preciso caminhos mais eficientes e não os caminhos superficiais dos modismos que vendem facilidades enganadoras.

Abraços    ****

Vivi

PARA DIALOGAR É PRECISO OUVIR

Uma das grandes dificuldades do diálogo é a disposição para ouvir. Se a pessoa não está disposta a ouvir não há diálogo, há monólogo. Para que um diálogo entre duas pessoas ou mais, se estabeleça com veracidade é necessário que todas as pessoas escutem e não apenas reajam. Quando uma pessoa entra num diálogo com um modelo pré-estabelecido em sua mente ela não dialoga, ela apenas reage. Reagir é se distanciar da realidade. Quando não se quer ouvir, mas apenas discordar ou impor uma verdade pessoal pré-estabelecida da qual se irredutível, não há como dialogar nem como chegar a um consenso. A resistência pessoal em querer ouvir, em querer dar uma oportunidade para o outro fazer suas colocações e procurar argumentos verdadeiros inseridos na realidade, é fator que impede qualquer possibilidade de diálogo. Pode haver encenações cínicas mas, não haverá diálogo e portanto, acordos, participação, interação, renovação. A ausência do diálogo, é um grande obstáculo na comunicação que a cada dia se torna mais ruidosa e insustentável. Um bom diálogo não se trata de convencimentos, não é uma luta entre dois sujeitos que se mede pela “força de braço” mas, é algo que vai muito além, são duas mentes, dois seres humanos que podem honestamente querer ouvir para compreender, aprender, inovar e transformar. Um bom diálogo renova e transforma e todos aprendem e se elevam como seres humanos.Um bom diálogo é gratificante para todos.

Abraços   ****

Vivi

QUE MUNDO QUEREMOS ?

Que mundo queremos para deixar às futuras gerações? Que mundo queremos e sonhamos, para os netos dos nossos netos viverem e conviverem? Esta pergunta não pode silenciar-se, ela deve estar em nossa mente pois, a resposta depende das escolhas que fazemos hoje. Todos nós, cidadãos deste país e deste planeta, somos igualmente responsáveis. Se almejamos um mundo onde os nossos jovens tenham melhores oportunidades de trabalho, tenham trabalho digno e dignificante para suas famílias, tenham mais segurança e mais bem-estar. Se almejamos um mundo mais equânime, mais justo, com pessoas mais justas, menos gananciosas, menos invejosas e mais felizes, precisamos construí-lo hoje, neste presente em que estamos vivendo. Somos responsáveis! Uma responsabilidade que se manifesta em cada pensamento, em cada gesto, em cada atitude, em cada escolha que fazemos, nas pequenas escolhas do cotidiano. Um mundo digno se constrói junto com pessoas que valorizam a sua dignidade, valorizam o respeito por si e pelo outro. A força está e sempre esteve na comunidade, no grupo em que cada um de nós faz parte. Se almejamos um mundo com mais respeito e dignidade, precisamos ser hoje, agora, mais respeitosos e mais dignos da vida que pulsa em nossos corpos e da vida que nos alimenta permanentemente. Cultivar uma mente aberta e honesta, para agir a partir de uma percepção mais ampliada e mais realista, mais comprometida com o futuro de todos os netos, de todos os jovens e crianças neste mundo é mais que imperativo. Que mundo queremos?

Abraços   ****

Vivi

PARA  CONSTRUIR  UM  MUNDO  …

Para construir um mundo, nós seres humanos, conscientes e responsáveis precisamos da capacidade de ir, de olhar, de interagir, de dialogar, de conversar com os outros humanos. No isolamento não há transformação, não há renovação, não somos capazes de enxergar novos horizontes. O isolamento reprime, separa, julga, exclui, fecha as possibilidades de manifestação da potência da vida. A militância é um convite à reflexão, à interconexão. No conviver, no compartilhar é possível vislumbrar outros mundos, outras formas de ver, de sentir, de fazer. É no fazer-junto que conhecemos e renovamos o mundo. É na coragem da entrega para o conhecer-se,  conhecendo junto,  que os horizontes se apresentam e com ele o novo, aquilo que renova, cria e recria. O medo tolhe a liberdade, reprime o criativo, impede o fluxo da vida. Corajoso é aquele ou aquela que sai em busca da liberdade, da justiça, do sentido e significado da existência. Para construir um mundo digno é preciso cidadãos que tenham em si o valor da dignidade. Quem não se indigna com a perversidade, também não será capaz de encontrar a sua própria dignidade, a dignidade sagrada da vida existente na consciência de todos os seres humanos.

Abraços   ****

Vivi

SEJA OTIMISTA !!!

Ser otimista não significa negar a realidade das situações que surgem na vida mas, permite ampliar a visão e alimentar a motivação. Uma atitude otimista ajuda a manter a esperança. Ao reconhecer que toda situação apresenta aspectos favoráveis e desfavoráveis, uma pessoa otimista consegue enxergar as possibilidades de transformações. Atitude otimista, ajuda a lidar com as adversidades de maneira mais adequada e permite melhor regular as emoções. O otimismo é uma emoção positiva que favorece um olhar para o futuro, apesar das dificuldades e problemas. O otimismo contribui para o bem-estar oferecendo inúmeros benefícios à saúde física, mental e social além de beneficiar a longevidade, o sucesso conjugal, acadêmico e profissional.Quando adotamos uma perspectiva otimista e cultivamos uma atitude otimista, podemos ver a realidade sob ângulos diferentes e encontrar possibilidades renovadoras na vida. O otimista olha as adversidades como possibilidade de aprendizagem e crescimento, como oportunidade para aprender com a vida e com sua própria força interior. Ele descobre seus talentos e suas qualidades com muito mais facilidade. O sujeito otimista acessa seu potencial e pode ser muito mais alegre e feliz em sua vida.

Abraços    ****

Vivi

BEM TRATADO

A vida relacional da criança está diretamente vinculada à forma como ela é tratada por sua família, seus pais ou cuidadores e ainda em seus ambientes de convivência. Crianças amadas, acolhidas, ouvidas, que recebem apoio emocional seguro, apresentam menor propensão a desenvolverem problemas de relacionamento e aprendizagem no futuro. Crianças que apresentam dificuldade em prestar atenção e se autorregularem no geral, são aquelas mais propensas a apresentarem problemas de “externalização” ou seja, dificuldades de convivência e relacionamentos, apresentando conflitos com o ambiente em comportamentos inadequados. Estas são as crianças advindas de relações vinculares inseguras, instáveis, hostis, abusivas, com ausência parental. Crianças amadas, que estabelecem apego seguro e confiável com seus pais e cuidadores, apresentam maior probabilidade de uma boa regulação emocional em  bons relacionamentos sociais. Crianças bem tratadas, quando adultas apresentarão uma vida emocional mais saudável, com maior capacidade para manejar-se emocionalmente, com maior autorregulação e autoconfiança. A neurociência afetiva a cada dia, apresenta em suas pesquisas a importância fundamental da amorosidade. Uma criança amada, em ambientes seguros e confiáveis quando adulta, estabelecerá vínculos afetivos mais equilibrados, mais sadios e mais felizes.

Abraços    ****

Vivi

SENTIMENTOS CHEGAM PRIMEIRO

A neurociência afetiva evidencia que “os sentimentos vêm em primeiro lugar”. Por longo tempo na história humana a razão teve seu espaço privilegiado. O pensamento se reduziu ao escopo da razão. Contudo, os neurocientistas afirmam que a cognição depende das emoções. Antonio Damasio, Humberto Maturana e tantos outros afirmam com todas as  evidências que as emoções mobilizam os pensamentos, que mobilizam a fisiologia e os sistema neuromotor e locomotor. O cérebro humano não funciona de forma isolada.  Razão, emoção e corpo estão absolutamente interligados e interconectados mas, sentimentos e emoções chegam antes da razão. São sistemas integrados, regulatórios, onde corpo, emoção e mente são acionados para responder ao mundo segundo memórias, aprendizagens, ambientes, estímulos. A vida emocional está completamente integrada e é ela que vem na frente. Portanto, reconhecer sentimentos e emoções, como elas funcionam, como elas reagem ao mundo, segundo experiências e histórias pessoais, tem sido fundamental para uma vida integrada e mais saudável.

Abraços    ****

Vivi