DEIXE  SUA  LUZ  BRILHAR

Dizia Nelson Mandela “ À medida que deixamos nossa própria luz brilhar, sem saber damos às outras pessoas permissão para fazer o mesmo.” Esta afirmação é um convite para refletirmos sobre a nossa responsabilidade diante das pessoas com as quais convivemos e interagimos. Em sendo interdependentes,  quando nos colocamos em nossos relacionamentos de forma pessimista, negativista, intolerantes e até hostil ou pouco cordial, sempre estaremos exercendo uma certa influência sobre todos que ao nosso lado estiverem. Contrariamente, quando nos apresentamos otimistas, entusiastas, criativos, gentis, as relações que estabelecemos com os outros tendem a serem muito mais amáveis, confiáveis, com muito mais abertura para aproximação. O humor interfere na qualidade de nossas relações. O que é melhor, estar ao lado de uma pessoa mal humorada ou estar em companhia de uma pessoa bem humorada? O humor é contagiante. Somos afetados pelos outros e pelos ambientes relacionais,  como também afetamos os outros e os ambientes. Em cada relação, é fundamental ter a consciência da responsabilidade que temos diante do outro e dos ambientes. Quando oferecemos luz tudo se ilumina, apesar de todos os desafios mas, quando nos apresentamos na vida de forma obscura, tudo tende a ficar obscuro. Na escuridão perdemos potência, negligenciamos a potência da vida. Na luz somos criativos, potentes. A luz encoraja e empodera e ainda, abre todos os espaços para o Amor Brilhar.

Abraços   ****

Vivi

ONDE ESTÁ A CRISE ?

Em tempos desafiantes, conturbados, obscuros, a pergunta que insiste em perguntar tem sido: o que acontece? estamos em uma crise? mas… qual é a crise, crise de quê? Temos conhecimento, temos tecnologia, as informações circulam em alta velocidade, a comunicação é quase imediata, então… o que acontece? Por que tanto medo que responde com tanta violência? Estamos sem direção, estamos desorientados, inseguros, por vezes sem esperança. O que acontece? Estamos diante de uma crise de consciência, uma crise de percepção, de valores. Soterrados entre a riqueza e a pobreza, caímos na ganância e na miséria. Entre o medo e a prepotência, caímos na negação e na intolerância. Fica evidente que o predomínio dos valores materiais tem desgovernado as economias, destruído as relações, estimulando a violência em todas as suas expressões, perdeu-se o escrúpulo, estamos  desembocando na total desmedida. A materialidade não pode estar à frente nem acima dos valores morais, não pode se sobrepor a uma consciência ética. A matéria não pode fingir para si mesma que os valores universais da responsabilidade, do respeito, da retidão de caráter e conduta, da compaixão, da boa vontade, do discernimento, não são importantes para a saúde do tecido social e a saúde de todas as relações humanas e suas relações com a vida. Precisamos pausar e refletir com a verdade. “Precisamos de uma bússola espiritual para encontrar nossa direção na vida.” Satish Kumar

Abraços    ****

Vivi

EMOÇÕES E PENSAMENTOS

Todas as emoções humanas, vividas e sentidas, fazem parte do processo evolutivo da espécie, como garantia da sobrevivência  e reprodução dos seres humanos. Elas evoluíram para que o humano pudesse lidar com os eventos essenciais da vida e do viver, sendo mecanismos altamente eficientes, funcionando como um sistema de alerta frente aos perigos que pudessem colocar em risco a sobrevivência deste humano. As emoções desempenham um papel de grande importância na comunicação entre as pessoas, colaborando na transmissão dos sentimentos mais profundos, através das expressões faciais e da gestualidade. As emoções estão diretamente conectadas aos pensamentos e às respostas motoras. Músculos, pensamentos e emoções estão permanentemente interconectados, expressando nossos sentimentos mais agradáveis e agregadores, como também os mais desagradáveis e desagregadores. Ter consciência desta orquestração, é função fundamental da atenção. Estar atento às expressões corporais, do sistema neuro motor e das respostas fisiológicas advindas das emoções e dos pensamentos, é uma bela oportunidade para o autoconhecimento e a auto governabilidade. É uma porta para a liberdade.

Abraços    ****

Vivi

CUIDADO COM AS ROTULAÇÕES …

Um dos vícios do pensamento e da linguagem é a rotulação de algo ou de alguém. Rotular um indivíduo ou um grupo como sendo “mau”, “isto ou aquilo”, é desumanizá-lo. Quando desumanizamos alguém ou um grupo, passamos a vê-los como uma subespécie, e o reduzimos a um objeto, uma coisa. Diante de um conflito ou uma desavença, as rotulações impedem a capacidade de enxergar os pontos em comum entre nós e eles, entre um e outro. O pensamento superficial, que generaliza e se prende a reducionismos, afasta completamente a empatia, separa e exclui. Nestes cenários onde a realidade é completamente distorcida, todos os atos de injustiça se justificam. A mídia e os líderes perversos se aproveitam destas artimanhas para justificarem seus horrores, atrocidades e até genocídios. Cuidado com as rotulações! Não existem questões separadas, tudo está interligado em causas e condições que se modificam a cada momento. Uma visão estreita e reduzida é fonte de violências e hostilidades. Ampliar a visão, enxergar amplo e em profundidade, permite reconhecer que as rotulações distorcem a realidade, porque não condizem com o real, o verdadeiro. A realidade dos fatos, das circunstâncias é muito mais complexa, envolve muitas questões e uma delas é a nossa base comum: somos todos humanos, filhos da mesma terra comum, respirando o mesmo ar, com o mesmo sol, com as mesmas histórias, as mesmas  capacidades e limitações e ainda, estamos todos em processo, fazemos parte do processo evolutivo. Portanto, cuidado com as rotulações, elas podem ser altamente perversas. Precisamos estar atentos e ampliar a nossa visão.

Abraços    ****

Vivi

PARA VER MELHOR …

Vemos melhor quando vemos com amplitude de visão. Quanto mais estreita é a forma de ver o mundo, os acontecimentos, as situações, maior é a tendência de gerar pensamentos que distorcem a realidade. Os preconceitos tem sua raiz instalada nas distorções de pensamentos provadas pelas emoções negativas e por formas de pensar inflexíveis. A superficialidade, as generalizações no geral distorcem a realidade. A ausência do presente e a fixação nas memórias e lembranças do passado, carregadas de ressentimentos, são fontes intermináveis de violência. O medo gera agressividade, que gera violência, que gera mais medo e que gera mais violência, é um círculo vicioso sem fim que se perpetua de geração em geração. Para ver melhor é preciso ampliar a visão. A realidade está no presente portanto, é preciso deixar o passado. O passado já passou. Quando olhamos para o presente, podemos ver o real e prospectar para um futuro. Quanto mais ampliamos a visão, maior é a probabilidade de encontrarmos soluções e direcionamentos mais assertivos e confiáveis. Ver o mundo a partir de certo/errado, preto/branco … é extremamente limitante e ainda, cega  os pontos de convergência entre as possibilidades, os diversos lados de um conflito. A radicalidade, a inflexibilidade impede o diálogo. Para ver melhor e compreender melhor a si, ao outro, os outros e os acontecimentos, é preciso ver com amplitude e em profundidade. Aqui é possível encontrar direções orientadoras e agregadoras.

Abraços   ****

Vivi

CONFRONTO OU ENCONTRO

Ao longo de um dia sempre teremos momentos onde surge a necessidade decisória. Decidir e escolher, está diretamente vinculado a um preferir e um preterir. Sempre haverão situações em que teremos que fazer escolhas afinal, os conflitos sempre estarão presentes no cenário da vida. Os conflitos se apresentam das mais diversas formas. Alguns são mais suaves, outros mais intensos e contundentes. Contudo, diante de um conflito sempre haverá a possibilidade de opção: confrontar ou encontrar e tudo depende de um olhar, de uma certa visão de mundo. Todo conflito sempre será uma oportunidade de aprendizagem. Se a opção for pelo confronto, perde-se a oportunidade de aprender, transformar, criar, renovar. Se a opção for encontrar, certamente haverá a possibilidade de estabelecer-se um salto maturacional. Pausar para refletir sobre as opções, também faz parte de uma maturidade. Atitudes ansiosas e intempestivas,  geralmente comprometem o crescimento pessoal e sobretudo, a possibilidade de ampliação de uma consciência. Fato é que, a opção é bem clara: diante de um conflito é possível confrontar ou encontrar.

Abraços   ****

Vivi

 

PARA RECONCILIAR É PRECISO FAXINAR

Os ressentimentos alimentados por anos através da cultura, das memórias, das histórias, em algum momento ativam os desejos de vingança. Ressentimentos revisitados constantemente pelas lembranças e memórias, alimentam as emoções destrutivas que são fonte das distorções dos pensamentos e das falsas crenças. Quando a mente insiste em permanecer no passado, ela não consegue perceber as mudanças, perceber que o passado já passou e no presente, as configurações do passado já mudaram. Para haver a reconciliação é necessário que os ressentimentos, o ódio, a raiva, a injúria, o desejo de vingança e os ressentimentos estejam ausentes. É necessário uma grande “faxina” no corpo, na mente, nas emoções, nas memórias. Para perdoar é preciso compreender, ou melhor, querer compreender. Para reconciliar, é preciso trazer a compreensão para o presente. A reconciliação começa com a auto conciliação. Reconhecer que o momento é outro e é possível, encontrar outros caminhos  que conduzam à reconciliação, à pacificação ativa. Limpar a alma dos ressentimentos é um trabalho de presença, um exercício de compaixão ativa, de auto compaixão.

Abraços   ****

Vivi

UMA RESPOSTA DO MEDO …

O medo não é apenas um estado mental frente aos perigos, ameaças e incertezas que enfrentamos, é também uma grande emoção que se manifesta diante de circunstâncias desestabilizadoras do mundo. O medo é  responsável por grande parte da violência. A agressividade é uma resposta ao medo. O estado de insegurança frente a decisões, em que não se consegue reconhecer o medo, pode se expressar através de formas hostis, agressivas e violentas. Emoções fortes alavancam pensamentos que distorcem a realidade, pois impedem um olhar abrangente. Quando olhamos apenas uma parte da realidade e somos ainda, tomados por emoções como a raiva, o ódio, os ressentimentos, a indiferença, tendemos a criar distorções da realidade e responder ao mundo pela via da agressividade, da violência. O medo é um estado mental que existe em todas as pessoas. Quando reconhecemos o medo diante dos desafios do mundo e temos autonomia interna para direcionar nossas respostas, é possível transformar o medo em coragem. Negar o medo não é salutar para ninguém. Grande parte da violência, é fruto de estados mentais que criam projeções e distorções de pensamentos, que impedem a compreensão da real situação em que nos encontramos. Lidar com o medo, reconhecê-lo, olhar para ele de frente, nos permite transformá-lo, libertando-nos de um grande aprisionamento. O medo faz parte da condição humana mas, se destruir e destruir o outro e muitos outros, é inaceitável.

Abraços    ****

Vivi

PENSAMENTOS EMOÇÕES E DISTORÇÕES

Pensamentos acionam emoções, que acionam pensamentos, que acionam gestos, músculos, processos metabólicos. A grande vantagem de uma consciência atenta, de uma pessoa que treina a sua capacidade de perceber o fluxo dos pensamentos, das emoções e suas respostas somáticas, é a possibilidade de poder ter uma ação de intervenção sobre este processo. Uma consciência presente na consciência de seu corpo, em seu agir, seu  pensar e seu emocionar, pode se reconhecer. Através de  suas motivações, seus valores e intenções, pode fazer escolhas mais salutares e ainda, saberá como lidar com os seus fluxos e pulsos internos. O auto reconhecimento, a auto governabilidade, o reconhecimento de si, permite autonomia e liberdade, o que é fundamental para uma vida saudável e relações de convivência saudáveis. Ocorre que, quando não se tem consciência destes processos internos, a pessoa fica submetida às respostas impulsivas, instintivas, que ao longo de uma vida se tornam extremamente destrutivas e até perversas, causando doenças, maldades, e violências, para si e para os outros. Isto porque, os pensamentos sob o efeito das emoções são distorcidos, criam e alimentam falsas crenças, ressentimentos, raiva, ódio, ganância e ignorância. Aqui está a fonte da maldade!

Abraços   ****

Vivi

 

MATERIALIZAMOS O QUE ACREDITAMOS

O professor de sociologia da Universidade de Emory, EUA, Abbot Ferris, em suas pesquisas com mais de 11 mil norte-americanos, descobriu que “o julgamento que fazemos do mundo e da natureza humana em termos de bom ou mal pode afetar os nossos níveis gerais de felicidade.” A visão que temos do mundo, um olhar pessimista ou otimista do mundo e da natureza humana, é resultado de condicionamentos e circunstâncias ambientais onde vivemos e convivemos. Lembrando o quanto a mídia interfere também na forma como vemos o mundo, com histórias de violência ou histórias de gentileza nos noticiários. Fato é que, “nós seres humanos tendemos a materializar aquilo em que acreditamos”, na afirmação de Howard Cutler. Pessoas que acreditam na bondade imanente das pessoas tendem a serem mais felizes e a cada dia, as pesquisas trazidas por especialistas nas diversas áreas da ciência, tem evidenciado que a natureza humana é bondosa, compassiva, com grande preocupação com os outros.  A visão que temos do mundo pode abrir caminhos para uma vida mais feliz, com mais satisfação pessoal ou não. Há que refletir e escolher, há que perceber nossos condicionamentos, nossas histórias pessoais e encontrar os caminhos que irão favorecer uma vida direcionada para uma conduta mais bondosa e gentil ou uma vida voltada à hostilidade, ao mal humor e à displicência. São escolhas e responsabilidades pessoais.

Abraços   ****

Vivi