UM CÉREBRO EM MUDANÇA

“Nosso cérebro é altamente maleável à mudança em resposta a novas experiências.”  Esta afirmação de Thupten Jinpa, PhD na Universidade de Cambridge,  tradutor e intérprete de S.S.Dalai Lama, coordenador de um grupo de pesquisadores sobre os efeitos da Meditação e do cultivo da Compaixão na atividade cerebral, é uma abertura para entendermos que, se cultivarmos pela prática permanente uma atenção focada e atitudes altruístas e compassivas no cotidiano, podemos alterar as conexões sinápticas. São processos relativos à neuroplasticidade e à neurogênese, que permitem reconstruir padrões neuronais. Uma presença qualificada que sustente uma atenção focada e ainda, voluntariamente  alimente atitudes altruístas e compassivas na convivência e  preserve ambientes relacionais cordiais e generosos, pode fazer mudanças transformadoras que mantenham bem-estar, trazendo saúde ao corpo, à mente e às relações.

Abraços    ****

Vivi

SOMOS TODOS VISITANTES

Os seres humanos fazem parte do processo da vida em contínua evolução neste planeta.  Na escala do cosmo, a vida humana é apenas um pequenino pontinho dentro da infinitude e magnitude do Universo. Contudo cada pessoa humana faz parte do cosmo, do planeta, da vida e da grande família humana de 7 bilhões de pessoas. Somos habitantes que estão apenas de passagem, pois nosso tempo de permanência aqui nesta Terra é limitado. Estamos de passagem, somos visitantes que foram convidados a habitar este espaço por tempo limitado. Se o nosso tempo de permanência é curto em relação a existência da vida e do cosmo, porque “perder” tempo com mesquinharias banais? Serão elas tão importantes a ponto de nós nos desrespeitarmos, nos matarmos uns aos outros continuamente? Para que tanto ressentimento? Precisamos de um maior senso de responsabilidade para preservarmos esta casa e esta “família” humana, para os outros que virão e estão vindo como habitantes e também  passageiros e visitantes como nós.Qual o valor de tantas mazelas se todos nós fazemos parte, somos integrantes desta consciência e desta inteligência que é a vida e a vida humana? Onde fica a nossa responsabilidade?

Abraços   ****

Vivi

A PRÓPRIA VIDA

Todas as tradições espirituais enfatizaram a importância do sentimento de igualdade a ser preservado pela dedicação mútua, em consonância com um estado de alegria e felicidade. A própria vida traz em si, a beleza manifesta na natureza com toda a sua exuberância e a beleza da consciência humana, para a qual não há limites para o sentimento de bondade amorosa. A própria vida se revela no viver com tranquilidade de espírito, com simplicidade e alegria genuína. A dedicação mútua entre todos os membros da família universal humana, unificada pelos laços do sentimento de genuína igualdade, é a experiência vivificada do sentimento de completude. Para a bondade amorosa e para a alegria não há limites. Quando as barreiras sociais, culturais e ideológicas se desfazem, o sentimento genuíno de realização tem espaço na consciência para se manifestar. A liberdade se manifesta quando a alegria brota de um coração sincero e amoroso afinal, a própria vida é em si mesma a grande fonte de inspiração, de aprendizagem e realização.

Abraços    ****

Vivi

APLICOU APRENDEU

Quando realmente algo foi aprendido ele se reverte na prática. Aprender é repetir e fazer. É no fazer, é na ação que a aprendizagem acontece. Quando se trata de valores, a aprendizagem implica uma outra abordagem que comporta o cognitivo e o emocional. O conhecimento conceitual comporta qualidades motivacionais que irão mobilizar a cognição e a emoção mas, valores, atitudes, ética, para serem aprendidos e incorporados, é fundamental a mobilização de um coração. Uma pessoa que não está sensibilizada para compreender a importância da preservação dos valores éticos, não conseguirá revertê-los na prática cotidiano de seu viver e conviver. Sabemos que uma pessoa compreendeu e aprendeu o significado e o valor dos valores éticos, para uma vida com dignidade, interconectada e interdependente, se ela incorporou e verteu estes valores em suas ações, suas relações e escolhas. Se não aplicou, não aprendeu! É na ação que os valores tem a oportunidade de serem vividos, seja na vida pessoal, afetiva, cognitiva, profissional, familiar, espiritual. Inclusive na vida financeira e política. Se não aplicou, não aprendeu ainda! Isto não significa que não possa aprender. Todo conhecimento e toda aprendizagem sempre estará disponível portanto, sempre é tempo para se aprender e uns aprendem pela via amorosa, outros pela dolorosa mas, sempre é necessário criar as condições verdadeiras para as verdadeiras aprendizagens. Esta é a pedagogia do AMAR como nos ensina Maturana, tocar o coração.

Abraços   ****

Vivi

O SER O DIZER O FAZER

As palavras falam e dizem verdades e muitas vezes inverdades. Quando as palavras são verdadeiras e acompanhadas por ações verdadeiras, advindas de intenções honestas, a paz interior vem acompanhada  dos sentimentos mais nobres e cordiais. Quando as falsas palavras são ditas, com “segundas intenções”, geram desconforto, aflições e sofrimentos no agir e no pensar. Embora que todas as tradições espirituais tenham afirmado e ressaltado a importância de um pensar, um falar e um agir com honestidade, ainda o humano se deixa levar pelas “segundas intenções”, que são carregadas de desonestidade, ganância, vaidade, ciúme, inveja, prepotência para obter a qualquer custo e a qualquer preço, o poder sobre o outro, levando vantagens em proveito próprio. Até quando? Até quando o humano se deixará ser conduzido pelas emoções que destroem a si , o outro e todo o seu entorno, os seus filhos e filhas, seus irmãos e suas irmãs, sua família e seus próximos em nome de falsos discursos? Esta é a grande miséria humana. Uma miséria que evidencia a fome de um  alimento que muitos ainda se recusam a perceber. Enquanto houver separação entre o ser que diz e que faz, em meio a todos os outros seres que dizem e fazem, não conseguiremos como humanidade, saciar esta fome nem acabar com a miséria da alma.

Abraços   ****

Vivi

UM CÉREBRO EM MUDANÇA

 “Nosso cérebro é altamente maleável à mudança em resposta a novas experiências.”  Esta afirmação de Thupten Jinpa, PhD na Universidade de Cambridge,  tradutor e intérprete de S.S.Dalai Lama, coordenador de um grupo de pesquisadores sobre os efeitos da Meditação e do cultivo da Compaixão na atividade cerebral, é uma abertura para entendermos que, se cultivarmos pela prática permanente uma atenção focada e atitudes altruístas e compassivas no cotidiano, podemos alterar as conexões sinápticas. São processos relativos à neuroplasticidade e à neurogênese, que permitem reconstruir padrões neuronais. Uma presença qualificada que sustente uma atenção focada e ainda, voluntariamente  alimente atitudes altruístas e compassivas na convivência e  preserve ambientes relacionais cordiais e generosos, pode fazer mudanças transformadoras que mantenham bem-estar, trazendo saúde ao corpo, à mente e às relações.

Abraços    ****

Vivi

TENHA PACIÊNCIA …

À primeira vista quando se trata de ter paciência pode parecer algo superficial ou até pouco importante mas, o cultivo da paciência poder ser uma atitude benéfica para uma vida saudável. A paciência como a tolerância, abrem os caminhos para compreensão de que, tudo que acontece faz parte de uma grande de rede que implica causas e condições. A vida existe e se faz numa dinâmica de complexidade, envolvendo inúmeros fatores que alteram e modificam a realidade, independentemente de nossa vontade, ou até mesmo, de nossos caprichos e idealizações. Saber aceitar a realidade, ser tolerante com as adversidades e os desafios, depende de uma disposição paciente para compreender o contexto dos acontecimentos. Compreender o contexto, as histórias das pessoas em nossos relacionamentos que agem de forma desagregadora ou hostil em nossa relações, causando prejuízos e desafetos. A paciência como a tolerância, não não significa fraqueza, pelo contrário, são atitudes que demandam coragem, esforço, atenção, presença mental, para compreender e agir com discernimento, compreensão e perdão. São qualidades interiores de autodomínio e ainda, antídotos às emoções destrutivas. Saber pausar de forma paciente para compreender e agir no tempo certo e na medida certa, é uma qualidade interior de grande maturidade e sabedoria. Tenha paciência, seja mais tolerante, com atenção e clareza mental e certamente sua compaixão, sua bondade e a nobreza de espírito se revelarão.

Abraços    ****

Vivi

CONSCIÊNCIA EMOCIONAL

A psicologia positiva, a neurociência afetiva, trazem com grande ênfase a importância do reconhecimento das emoções. Durante muitos anos as emoções foram negligenciadas nas psicoterapias e hoje, tem se mostrado que esta via não tem contribuído para a transformação de inúmeras disfunções de ordem emocional que afetam o cognitivo, o relacional,  o estado de ânimo e a saúde geral das pessoas. A proposta é observar e reconhecer as emoções, todas elas, sejam as mais nobres ou positivas como a alegria, o contentamento, como as mais deletérias como a raiva, os ressentimentos, o ódio, os medos obsessivos, a vaidade, a ganância … Observar, fazer contato, reconhecer para perceber os gatilhos, perceber  a cadeia casual, ou seja, como uma emoção se processa, sobretudo as emoções destrutivas causadoras de tantos transtornos. Desenvolver uma consciência emocional, é um processo de aprendizagem que demanda persistência, paciência, e muita atenção com presença mental. Perceber o desencadear interno diante de uma emoção destrutiva frente a uma situação: projeções, julgamentos e interpretações, resposta emocional e na sequência a resposta comportamental. Com perseverança é possível desenvolver atenção e presença mental, para desenvolver gradualmente uma consciência emocional que certamente favorecerá a saúde física, mental, relacional, emocional e espiritual. É possível! Aqui a Prática da Plena Atenção é fundamental. Vale a pena!!!

Abraços    ****

Vivi

INSATISFAÇÃO

Um olhar mais cuidadoso e mais honesto, poderá perfeitamente reconhecer que grande parte do desencadear das nossas emoções destrutivas tem sua raiz no sentimento de insatisfação interior. Estados mentais de permanente descontentamento, geram estados mentais de insatisfação com tudo e com todos. A insatisfação interior,  alimentada pelo descontentamento interno, é a fonte primeira de inúmeras emoções destrutivas que geram estados mentais aflitivos como a raiva, o  ressentimento, a inveja, o ciúme, a vaidade, o orgulho, a desconfiança, a dúvida, a ansiedade, a culpa obsessiva, o sentimento de inferioridade, estados de medo. São emoções que geram estados mentais prejudiciais à nossa saúde física, mental e espiritual, que impedem o bem-estar e minam a compaixão. Conhecer e reconhecer estas emoções e perceber que a fonte geradora está nos estados permanentes de insatisfação e descontentamento, pode ser um grande passo para a transformação. A saída deste círculo vicioso de sofrimento está na capacidade de tornar consciente estas emoções, através da prática da atenção plena e da consciência introspectiva. Atenção ao corpo, à fala, à mente.

Abraços    ****

Vivi

QUEIRA ME ENCONTRAR …

No âmbito da educação, da saúde, da assistência social e até da justiça, muitas vezes os profissionais querem que a pessoa mude seu comportamento, mude hábitos, mude condutas mas, nem sempre se preocupam primeiro em conhecer os contextos onde estão as pessoas. Querem mudança mas, esquecem de procurar o encontro. Uma mudança de comportamento, de um padrão mental, só ocorrerá quando houver um vínculo afetivo, quando houver um reconhecimento pleno e sincero da humanidade do outro. Sem respeito à condição do outro, sem valorizá-lo apesar de tudo que possa ter ocorrido em sua vida e em suas condutas, sem o resgate de sua dignidade é impossível querer qualquer mudança. É preciso compreender os contextos, as histórias, os ambientes que concorreram para um comportamento inadequado. Sem esta compreensão primeira, não haverá qualquer possibilidade de aproximação para ser restabelecido um vínculo de confiança, de afeto, de humanidade. O primeiro passo para um cuidador, seja da saúde, da educação, da assistência social ou qualquer outra área, é empatia e  compaixão na ação. A cura só é possível pelo afeto. Amar é a chave para a transformação, é algo que vai além da empatia, precisa do acolhimento da bondade amorosa que abre as portas para a compaixão na ação. Primeiro encontre, compreenda, para depois pensar em mudança. Primeiro vincule, cuide, respeite, acredite na humanidade e na dignidade do outro, por pior que seja a situação em que se encontre, para depois pensar em mudança. Só um ambiente relacional de afeto sincero poderá transformar. A rigidez quebra, a lassidão não cria uma forma mas, o pulso afetivo do encontro sincero e verdadeiro tem a magia da potência transformadora.

Abraços    ****

Vivi