DEFESA DA VIDA

Quando defendemos e preservamos a vida em todas as suas manifestações, do macro ao micro, estamos defendendo e preservando os valores da vida. Tudo começa quando nós, pessoas humanas, reconhecemos  a vida como um valor. Valorizar a vida, preserva-la com determinação responsável,  nas ações e pensamentos,  nas atitudes e escolhas do cotidiano, é participar do processo evolutivo da vida e da criação da vida. Sem a consciência da interdependência, da interconexão entre todos os seres vivos neste planeta, não será possível pensar em sustentabilidade. A visão separatista, individualista da prepotência e superioridade, onde tudo se reduz ao âmbito da materialidade, da lucratividade, tem sido uma visão que fomenta a destruição da vida. Cabe a cada cidadão deste planeta, cabe à Educação em toda a sua abrangência e às ações de Política Pública, alinhando o público e o privado, assumir a responsabilidade decisória para implementar as vias que conduzam para uma visão mais abrangente, onde a Vida é um valor a ser respeitado, valorizado e preservado. Defender a vida, é defender a felicidade das gerações futuras. È compreender que só poderemos ser juntos, em comunidade e comunhão.

Abraços    ****

Vivi

O QUE VEM DE UM CORAÇÃO

A espécie humana traz como marca biológica a capacidade de cooperar, adaptar e cuidar. Somos filhos do cuidado! O cooperar permitiu o organizar, o adaptar vitalizou a sustentabilidade, o cuidar integrou o co-existir, a interdependência. O cuidar é fruto do amar! O cuidado nasce de um coração onde a ternura, a generosidade, a solicitude alimentam respostas afetuosas, onde o altruísmo se personaliza e a compaixão emana naturalmente. É um estado interior que não advém de uma racionalidade despersonalizada, ou de uma abstração mental mas, de um doar-se, de um fazer junto, de um compartilhar com integridade,  integração e interação de todos e de tudo que alimente e possibilite a continuidade da vida. O que vem de um coração sincero e afetuoso sempre será transformado em ações amorosas, afetuosas e sempre belas, afinal a beleza é a manifestação viva do mistério da vida.

Abraços    ****

Vivi

A QUALIDADE DO ESPAÇO

A experiência humana e as pesquisas científicas evidenciam a importância do meio sobre a conduta e os hábitos das pessoas. O meio ambiente influencia o comportamento humano. Somos fruto do meio em que vivemos e convivemos. Se somos seres sociais e relacionais, se dependemos uns dos outros e juntos nos construímos na mutualidade, ambientes que preservam relações mais estáveis e confiáveis são decisivos para estabelecermos respostas comportamentais mais salutares e agregadoras. Crianças que crescem em espaços relacionais acolhedores, onde o dizer da verdade, a transparência na comunicação é uma atitude permanente e ainda, onde suas perguntas são validadas e estimuladas, onde a reflexão é valorizada, tem a oportunidade de crescerem e maturarem, cognitiva e afetivamente com muito mais qualidade. São crianças que apresentam no seu processo de desenvolvimento físico e psíquico maior saúde corporal e mental, com toda a possibilidade de se transformarem em pessoas mais reflexivas, mais responsáveis, mais cooperativas, mais afetuosos, mais seguras. Conviver em ambientes e espaços relacionais mais afetuosos, mais seguros, confiáveis, cooperativos, favorece os vínculos e a criatividade e ainda, com-possibilita a liberdade individual conjugada com a responsabilidade individual.

Abraços    ****

Vivi

PRESERVAR A SAÚDE MENTAL

 O que almejamos para os nossos filhos e para as pessoas que amamos? Se desejamos que nossos filhos sejam saudáveis, tenham um boa saúde mental, relacional e afetiva e que sejam felizes e realizados, apesar de todos os desafios e  estresses do cotidiano contemporâneo, deveríamos dotá-los da capacidade de autorregulação cognitiva e emocional. Dotá-los da capacidade de pensar bem, refletir, para fazer escolhas mais adequadas e da capacidade de reconhecimento e autorregulação de suas emoções. Deveríamos ensiná-los a administrara sua própria mente e cuidar de seus afetos. Em tempos onde tudo está interconectado nas redes virtuais e sociais, é urgente que todos nós pudêssemos compreender e aprender a se relacionar consigo e com todos os outros, a partir da perspectiva de uma humanidade compartilhada. Se somos seres sociais e interconectados com tudo que vive, é fundamental para a preservação da  nossa saúde física e mental, aprender a se relacionar consigo mesmo para poder estabelecer boas relações com todos os outros nos diversos espaços relacionais. Não estamos sós e nem nos fazemos sós, somos dependentes e interdependentes, ao mesmo tempo, precisamos uns dos outros, vivemos juntos e nos fazemos juntos. Portanto, saber manter uma qualidade relacional em nosso pensar, sentir e agir, compartilhando nossa humanidade com a humanidade comum que nos faz humanos, vivos e em contínuo processo de construção de si, esta interdependência é importante para a nossa saúde pessoal, dos mais próximos a nós e dos mais distantes.

Abraços    ****

Vivi

 

POSSIBILITAR O POSSÍVEL

A vida na sua inteligência segue fazendo vida, dentro dos espaços disponíveis de organização e transformação, criando vida e seguindo o processo permanente de construção do vido. Tudo é possível no contexto  das possibilidades que se apresentam, para construir, desconstruir e criar vida. Adaptando e regulando a vida prossegue pulsando. A vida nos oferece as possibilidades conectivas para prosseguir com o vivo. Compreender os fluxos e pulsos, expandindo e recolhendo, conectando e acoplando nas estruturas vivas é fazer parte do pulso criativo de vitalidade viva. A consciência humana tem todas as disponibilidades de prosseguir na sua vitalidade mas, tudo depende das disposições, das disponibilidades de possibilidades para conectar e conectar-se. Quando uma mente e um corpo se tornam rígidos, os pulsos e fluxos ficam comprometidos dificultando o prosseguir na construção deste vivo. Saúde é disponibilidade, é tornar possível o pulso vital. Quando nós seres vivos, humanos, seguimos na direção da nossa humanização, geramos possibilidades, disponibilidades, para a sustentação das diversidades que enriquecem os pulsos, a organização flui fazendo vida, criando e recriando. A chave é a conectividade, a capacidade de ser e estar em ambientes confiáveis que permitam o vínculo, cooperando, coexistindo, compartilhando na rede viva do vivo. Possibilitar o possível da vida em todas as suas possibilidades de criar- se e recriar-se, sendo a Beleza sua fonte permanente e o Amar o amálgama de todas as conexões.

Abraços  ****

Vivi

 

 

 

CUIDAR COM CUIDADO

A vida na sua “biodiversidade” e multidiversidade, nos seus pulsos e fluxos, em sistemas dinâmicos que se criam e se recriam permanentemente, é portadora de uma inteligência que a faz seguir e prosseguir. A consciência humana, fruto de um processo evolutivo integra a estrutura viva da vida, trazendo este humano para um cenário cuja responsabilidade o faz ser consciente de suas escolhas. Aqui está inserida a liberdade humana. Contudo, todo este processo na sua forma consciente, depende do cuidado que este humano pode despender para a preservação das possibilidades que a vida lhe oferece. Cuidar da vida com cuidado, requer uma consciência que entende que a reciprocidade, a interdependência, a impermanência, são elementos fundamentais para a continuidade da própria vida. A vida é a vida, ela segue na sua inteligência processual. Cabe a nós, seres humanos, assumirmos a responsabilidade para cuidar com todo cuidado desta consciência, que abre incontáveis possibilidades mas que, se não forem preservadas tendem ao esgotamento. Tanto é que, todos nós sabemos a delícia que é cuidar e ser cuidado, receber e dar afeto, participar desta orquestração com todos os talentos que a magnitude da vida nos oferece. Amar e ser amado, alegrar-se alegrando a si e aos outros, encantar e se encantar, cuidar e ser cuidado, com todo cuidado, é participar da vida, é participar do mistério vivo da vida

Abraços    ****

Vivi.

O HÁBITO DA EXCELÊNCIA

No livro 2 da Ética a Nicômaco, Aristóteles nos convida a refletir sobre a importância do cultivo dos “bons hábitos” : ” A excelência moral é resultante do hábito … Nós nos tornamos justos realizando ações justas, moderados realizando ações moderadas e corajosos realizando ações corajosas.”  Podemos fazer de nossa vida um cultivo permanente dos valores e atitudes que engrandeçam a alma humana, o que certamente é fruto de uma escolha pessoal. Cultivar bondade amorosa, benevolência, altruísmo, compaixão, como um hábito a ser estabelecido no cotidiano de nossas vidas, é uma escolha que envolve uma consciência decisória. Uma intenção que é estabelecida e restabelecida no fazer prático de nossas ações em cada momento, de tal forma que se transforme como uma maneira de ser e estar neste mundo.Trazer para uma consciência, ao longo de sua existência, para uma atitude de cultivar hábitos de excelência, que fortaleçam a si e a todos à sua volta, já é em si mesmo uma ação compassiva. Lembrando que, assim como eu todos os seres, todas as pessoas almejam a felicidade e o florescimento na vida e ao mesmo tempo, todos querem evitar o sofrimento. Cultivar hábitos de excelência é uma determinação de coragem, que reduz o estresse e ainda, nos conecta com a nossa liberdade.

Abraços   ****

Vivi

AMOR E BONDADE TAMBÉM SÃO CULTIVADOS

Uma das grandes maravilhas da consciência é a disponibilidade de liberdade. Sim, disponibilidade! A liberdade faz parte da consciência humana mas é preciso atenção, clareza de propósitos, discernimento, para acessá-la, senão a escolhas serão feitas a partir dos condicionamentos e dos automatismos mentais. Estar presente e consciente de uma presença é algo que se cultiva, nascemos com o potencial mas, há que ser treinado, nutrido, cultivado. O cultivo de uma presença qualificada na vida e no viver e conviver requer um sujeito atento ao seu funcionamento mental, às suas emoções, sua cognição, para viver com clareza suas dores e seus encantos, suas conquistas e derrotas, pois tudo faz parte do viver e tudo está em trânsito, em mudança permanente. Uma presença qualificada tem a liberdade de escolher a cada momento. Escolher se alimentar do amor e da bondade consigo, com os outros e com todos os outros. O amor-bondade se alimenta com a atenção, se nutre com a empatia que por sua vez, nutre a compaixão. Cultivar o amor-bondade é escolher viver uma vida com dignidade e encantamento, com discernimento e equilíbrio, com diligência e suavidade, com uma coragem que se distancia do medo e ainda, com toda a potência que a vida nos oferece em cada pulsação.

Abraços    ****

Vivi

EQUILÍBRIO EMOCIONAL

Há quem diga que as emoções quando arrebatadoras se assemelham a cavalos bravios e desembestados. Sob o efeito de certas emoções, as pessoas são impulsionadas a reagirem sem nenhum bom senso. Fato é que, as emoções exercem um forte impacto na vida pessoal e relacional de todas as pessoas e em todas as idades. O cultivo permanente da bondade amorosa, do altruísmo, da compaixão, segundo vários pesquisadores, tem uma grande influência na regulação emocional do ser humano, sendo hoje objeto de inúmeras pesquisas científicas. Uma vida emocional equilibrada, regulada, é um fator de grande importância na saúde física e mental, no funcionamento social e nas relações de convivência e ainda, no bom desempenho profissional. A desregulação emocional está associada à infelicidade, à preocupação excessiva com as situações do viver concorrendo para uma elevação permanente do estresse. A todo momento temos que lidar com as nossas emoções, as  positivas e as negativas. Contudo, ter consciência destas emoções e escolher se conectar e cultivar as emoções positivas, reconhecendo as negativas mas, incentivando as  construtivas, é um fator fundamental para manter uma vida emocional equilibrada. Ambientes amorosos e generosos, cordiais e respeitosos favorecem relações mais seguras e confiáveis, são ambientes mais saudáveis.

Abraços   ****

Vivi

RESILIÊNCIA NA COMPAIXÃO

Um coração compassivo tem a capacidade de superar as adversidades, bem como atravessar com mais dignidade os momentos desafiantes da vida. O cultivo da compaixão, de um atitude de conexão com os outros em todos os nossos relacionamentos, favorece a saúde mental e a convivência intrapessoal e interpessoal. O reconhecimento das dificuldades como uma oportunidade e não como uma ameaça, promove uma sensação de potência o que é completamente diferente de um olhar derrotado. Se somos seres em constante aperfeiçoamento, disponibilizar-se ao aprendizado, mesmo diante dos desafios com atitude de aceitação e transformação, sempre será um elemento favorável ao bem-estar pessoal e relacional. Estudos demonstram que pessoas com atitude resiliente tem uma recuperação cardiovascular, muito mais rápida diante dos testes de estresses induzidos em laboratório. O cultivo da compaixão, da bondade amorosa, de um olhar contextualizador dos relacionamentos pessoais, consigo próprio, com os outros e com o mundo, aumenta a resiliência, ou seja, a capacidade de superar e se recuperar diante das adversidades. Atitudes de isolamento não favorecem a saúde mental. A compaixão na ação é resiliente, promove confiança e auto confiança, favorece relacionamentos mais calorosos e aberto aos outros. Quando não se tem a necessidade de se proteger do outro, pois o outro deixa de ser uma ameaça, quando não há necessidade de se erguer muros e colocar máscaras para se proteger do mundo, o coração é livre para se conectar com a vitalidade, gerando bem-estar e um equilíbrio saudável.

Abraços    ****

Vivi