CONFORTÁVEL NA PRÓPRIA PELE

Uma pergunta a ser feita no cotidiano de nossos dias : Eu me sinto confortável em minha própria pele? Sentir-se confortável no corpo, na mente, nas emoções, na pessoa que sou, remete-nos à profunda intimidade de nosso ser. Um espaço de convivência pessoal com a pessoa que somos e que se constrói ao longo de uma existência. Quando nos sentimos confortáveis em nossa pele, estamos abertos às outras pessoas ao nosso redor a cada momento presente, um estado interior de presença qualificada. Quando nos sentimos estranhos em nós mesmos, os medos tomam contam gerando insegurança, desconfiança, baixa capacidade de compreensão de si e do outro. Cultivar um estado de amizade interior, de autorreconhecimento sincero, abre espaços para compreender nossos erros, fracassos, decepções e frustrações como estados que fazem parte da nossa existência humana e são uma oportunidade para a maturidade e crescimento pessoal. Quando estamos confortáveis em nossa própria pele, podemos reconhecer a potência da autocompaixão, da bondade existente na profundidade de nosso ser, disponível a todos os seres. A bondade em relação a si mesmo, alimenta a autocompaixão e pode ser compartilhada com todos ao nosso redor, em pensamento, palavra e ação.

Abraços   ****

Vivi

O VALOR DA TRANQUILIDADE DA ALMA

O equilíbrio interior é fruto de uma dedicada atenção e esforço pessoal. Para a pessoa que tem para sua vida, o firme propósito de preservar a tranquilidade da sua alma, qualquer esforço deixa de ser um peso mas, uma oportunidade para aprendizado, crescimento pessoal e maturidade. Para pessoas com este propósito, a própria vivência lhe oferece a chance de escolher pelo mais belo e mais digno porque, de alguma maneira sabe o significado de  uma “alma” agitada e sem tranquilidade. Quando tudo se agita e a alma se agita, tudo se agita ainda mais.  A agitação ansiosa desorganiza e escraviza, pois se torna refém de uma espiral de contradições, incertezas, impaciências, insatisfações e descontentamentos. A agitação gera um profundo mal estar consigo, com os outros, com o mundo. Uma “alma”  tranquila, é uma “alma” presente em cada presente do viver e mesmo diante de situações desafiantes  ou estressoras, sempre é possível encontrar a tranquilidade que irá indicar a direção mais adequada e agregadora para aquele momento. Uma “alma” tranquila é uma “alma” de bem com a vida e com o viver, é uma “alma” em paz, porque pacificada.

Abraços    ****

Vivi

UM PARADOXO DENTRO DA FELICIDADE …

Quando se trata de felicidade, de ser feliz, tanto a experiência vivida quanto as pesquisas mais recentes sobre o tema, evidenciam um interessante “paradoxo”. Ficamos mais felizes quando nos preocupamos com a felicidade do outro. O titular da cadeira de Estudos Religiosos na Universidade de McGill e presidente do Mind and Life Institute, Geshe Thupten Jinpa afirma que, “o fato de ficarmos mais felizes quando estamos menos preocupados com nossa própria felicidade é um paradoxo. Da sensação de inspiração à paixão, nossas experiências mais profundas de felicidade surgem quando transcendemos nossa estreita individualidade.” Se preocupar com a felicidade do outro, agir com bondade e benevolência em relação às outras pessoas, disponibilizando-se de coração sincero a ajudá-las diante das situações do cotidiano, nos permite experimentar um sentimento de plenitude, alegria, contentamento e auto realização. A compaixão nos empodera. O sentimento de compaixão  e o agir compassivamente no cotidiano, sendo mais cordial, mais gentil, mais solícito, mais cuidadoso no respeito ao outro, nos faz ver o mundo sob uma ótica positiva. O sentimento de compaixão vivido em atitudes de bondade nos permite ver o mundo mais iluminado, com mais positividade e esperança. Encorajar as crianças a agirem com bondade, favorece o aumento do sentimento de felicidade. Os jovens se sentem mais realizados e com maior auto estima. O egoísmo é uma imensa barreira para a felicidade, ao contrário, o altruísmo é a abertura para a felicidade e a plena realização de si.

Abraços    ****

Vivi

ONIPRESENÇA DA BONDADE

A bondade é tão presente em nosso cotidiano que, acostumados a ela nem notamos a sua presença. Ajudar os outros faz parte do dia-a-dia dos pais, dos avós, dos professores, dos enfermeiros, dos cuidadores de idosos, dos inúmeros profissionais da área da saúde. A bondade é tão presente que não damos a ela o seu devido valor, por vezes nem a reconhecemos. Ocorre que, todos nós humanos dependemos da oferta e da aceitação dos atos e gestos de bondade. A bondade se manifesta a partir daquela pessoa que oferece a sua bondade,a sua gentileza, a sua ternura, a sua delicadeza e também, daquela pessoa que aceita e recebe a atitude bondosa. Aqui ambos se fortalecem. Um olhar alegre e carinhoso, um sorriso sincero e espontâneo, um aceno de mão, um conselho de sabedoria, uma palavra carinhosa, um pequeno espaço de tempo daquele que nos ouve com paciência, um abraço acolhedor, uma ajuda nos momentos difíceis, são atos de bondade. Todos nós ansiamos por sermos reconhecidos por alguém. Em algum momento, em algum dia todos nós já experimentos o poder transformador da bondade. Quando o perfume da bondade chega até nós nos sentimos relaxados, reconhecidos e valorizados, nos sentimos vivos e presentes na vida. A bondade é o alimento fortalecedor da compaixão, a ela a nossa imensa GRATIDÃO.

Abraços    ****

Vivi

SENTIR JUNTO

Ser capaz de sentir junto com o outro, é a capacidade de ressoar com os sentimentos do outro,respeitando-o e honrando-o. Sentir com o outro e sentir pelo outro, faz parte da base ética de todas as tradições espirituais, encontrada no cerne da  Regra de Ouro : “Não faça aos outros o que não quer que façam a você.”  A empatia é uma capacidade natural do ser humano de entender o sentimento do outro e ainda, partilhar a sua experiência. É uma resposta emocional de ressonância afetiva e de compreensão da situação. Quando sentimos o sentimento que uma outra pessoa sente nos colocando em seu lugar e compreendemos o contexto da situação, é possível uma verdadeira mudança de percepção em relação a alguém, uma mudança de sentimento em relação àquela pessoa. A empatia qualifica nossas relações de convivência pela capacidade de compreensão e mudança de percepção. O julgar o outro gera afastamento e controle. A compreensão aproxima e vincula. A empatia é a porta de entrada da compaixão e da bondade humana.

Abraços   ****

Vivi

MUDAR DENTRO PARA MUDAR FORA

Existe uma voz que é recorrente no cenário atual: precisamos de uma mudança social! Nossa sociedade está insustentável! O mundo precisa mudar!! A experiência humana já evidenciou que, a tão esperada mudança social só poderá ocorrer se houver uma mudança pessoal. Uma sociedade é constituída de indivíduos portanto, são os indivíduos que precisam se conscientizarem e se responsabilizarem para mudar o jeito de viver e conviver. Se queremos, se desejamos, se sonhamos com uma sociedade e um mundo mais harmonioso, esta harmonia deve nascer no coração de cada pessoa, de cada cidadão. A mudança da realidade social está dentro de cada um de nós. Enquanto não mudarmos o nosso centro emocional para se tornar um canal de compaixão, amorosidade altruísta, iremos permanecer no medo, nos ressentimentos, na intolerância, no controle dominador que subjuga e exclui, na fuga da responsabilização. Uma mudança verdadeira, começa no coração e na mente de cada pessoa humana. Começa com a mudança moral através dos pequenos atos de compaixão, começa na autocompaixão, na dedicação a um coração amoroso e caloroso que se dispõe com boa vontade a compreender e se compreender. Um coração e uma mente que se determinada a preservar os valores humanos, aqueles valores que nos fazem verdadeiramente humanos. Comece pelo seu coração, voluntariamente. Um coração amoroso e compassiva é altamente contagiante. Comece nas pequenas atitudes, nos pequenos gestos de acolhimento e alegria. Sorria para si mesmo uma alegria genuína e empática que certamente a compaixão e a bondade se encarregarão de impulsionar as grande mudanças.

Abraços    ****

Vivi

SEM PERDER A ESPERANÇA …

Em meio aos turbilhões das políticas, das mudanças sociais, dos acontecimentos, dos desdobramentos e consequências de escolhas contrárias à preservação da vida e da dignidade humana, como ainda ter esperança. Como alimentar um estado interno de calma, de esperança, de luminosidade, diante de tantos desafios? Como não perder a conexão com aquilo que nos faz  melhor e maior, com a nossa potência? Talvez a orientação esteja em agir com compaixão, ter calma para ter discernimento, não desistir de ser solidário. Apesar de tudo e de todas as turbulências, optar pela ética, pela honestidade e ter a coragem de ser firme e reto na palavra, na conduta, em nosso ser interior. Sustentar um espaço interior de bondade, de compreensão amorosa em meio a tantos desencontros requer uma pessoa onde a coragem anda de mãos dadas com a amorosidade e a benevolência. Não perde a capacidade de pensar e pensar bem e honestamente, onde a ternura não se distancia da transparência e onde a ação é precisa na palavra, no pensar e no ser.

Abraços   ****

Vivi

 

DO IMPOSSÍVEL AO POSSÍVEL

S. S. Dalai Lama em suas reflexões diz o seguinte: “Coisas impossíveis se tornaram possíveis. Então, o que lhe parece impossível no momento pode mudar com seus esforços.” No início do século XX era impensável por exemplo, a criação da União Européia. Assim também, é possível  verificar em relação à proibição da escravatura, a valorização da  educação universal, a reação da comunidade mundial diante de desastre graves no envio imediato de ajuda em grandes demonstrações de solidariedade e o acesso instantâneo ao conhecimento mundial. Nestes últimos dois séculos, ou ainda nas últimas décadas, estas conquistas da comunidade humana deixou de ser um sonho e se tornaram realidade. Da mesma forma, acontece conosco quando há um despertar interior para uma transformação pessoal. Com esforço podemos fazer grandes transformações, contribuindo para a transformação em nosso meio e  colaborando para maiores transformações, tanto no plano pessoal como no coletivo. Cada pessoa individualmente, dentro de sua família, sua comunidade, pode ser um agente de mudanças. Mudanças que irão ser benéficas tanto no plano pessoal como em toda a comunidade humana. O impossível é capaz de se tornar possível, quando cada sujeito assume em seu coração a responsabilidade cuidadosa para com todos os seres humanos.

Abraços    ****

Vivi

AFETO RESPONSABILIDADE COMPAIXÃO

Viver uma vida onde o afeto, a responsabilidade e a compaixão são valores fundamentais em nossas relações, é se comprometer com a sobrevivência da humanidade. Se tivermos famílias mais afetuosas, mais responsáveis e compassivas, poderemos sonhar com uma sociedade mais respeitosa e compassiva. Se a nossa vida for pautada pela materialidade, pelo lucro onde o dinheiro é o determinante de nossas escolhas, certamente teremos um futuro lastimável para as próximas gerações. O modelo cultural de super valorização do ganho material, já se mostrou inviável para a sustentação da vida e do viver. Inviável para todas as relações de convivência e em todas as instâncias do humano. Cabe a cada cidadão deste planeta em nossos dias repensar suas escolhas, seus valores, para juntos podermos reinventar a nossa sociedade em favor da sobrevivência da humanidade e da vida. Ser afetuoso, ser responsável e ser compassivo faz bem a quem pratica, faz bem a quem recebe, faz bem a todos os seres. Educar nossas crianças para serem afetuosos, é educa-las para a responsabilidade comum no cuidado entre todos nós, onde a solidariedade, a empatia e a compaixão possam ser nossa guia e  orientadoras de todas as nossas escolhas e decisões.

Abraços   ****

Vivi

ONDE TODOS GANHAM …

O modelo de resolução de conflitos onde existe um ganhador e um perdedor, tem se mostrado completamente ultrapassado e obsoleto. Não há mais espaço para relações estabelecidas sobre bases hierárquicas, onde o poder daquele que manda e controla estabelece as regras do jogo, desconsiderando a pessoa humana, a igualdade humana, os contextos e as verdadeiras causas de um conflito. Se somos humanos, habitando a mesma terra, o mesmo espaço comum, fazemos parte de um todo integrado e interdependente e ainda, pertencemos à nossa humanidade comum. Estamos todos interconectados. Portanto, uma visão de mundo que separa “nós e os outros”, além de ultrapassada, é causadora de inúmeros conflitos e fonte permanente de violência moral e relacional. As boas relações de convivência se estabelecem quando, compartilhamos nossa humanidade. Dentro da diversidade, existem as divergências o que é completamente natural. O que não é natural, é querer resolver as nossas divergências por meio da violência, do ato de violar o outro e a própria vida. Para estabelecermos relações mais salutares, precisamos querer compreender pelo bom senso, pelo discernimento, fazendo bom uso do diálogo, da conversa inteligente, onde todos ganham, afinal todos devem e precisam ser considerados e respeitados na sua humanidade.  A resolução pacífica de conflitos entende que todos são ganhadores. Neste contexto, não há um ganhador e um perdedor, todos ganham, pois todos fazem parte de uma mesma história. São formas criativas e inteligentes de resolver nossas divergências. Somente um caminho que favoreça ambas as partes, onde todos são considerados, onde não há separação entre “nós e eles”, encontraremos a tão necessária e desejada paz entre todos os seres. Justiça se faz com igualdade, equilíbrio e honestidade. Liberdade se faz com responsabilidade.

Abraços   ****

Vivi