CULTIVAR AFETO E COLHER AFETO

Aprendemos por repetição. È no exercício de repetir uma certa tarefa, um certo gesto, certas palavras, certos acordes musicais, que adquirimos competências e aprendemos novas habilidades.  Assim também acontece quando o propósito é mudança de comportamento ou mudança de atitude mental.  É através do exercício repetido que adquirimos a capacidade de cultivar renovadas posturas somáticas  e  psíquicas. Como toda aprendizagem, é necessário clareza de propósito e presença atentiva para manter e sustentar uma mente focada em uma “meta” escolhida.  Sendo a vida dinâmica e portadora do potencial de transformação, é sempre possível a mudança. Mudança de atitude, de comportamento, de formas de ser e agir que dependem apenas de uma motivação  interior,  de boa vontade e disposição pessoal para fazer melhor e ainda, ser melhor em dignidade e humanidade. Cultivar um coração afetuoso nunca foi tão importante para a pessoa humana. Como humanidade, considerando a preservação da família humana e da natureza, não temos outro caminho senão transformar hostilidade em amizade, desamor em amorosidade, egoísmo em altruísmo. Somente o cultivo permanente de um coração generoso,  no pensar, no agir, no gestuar, no falar, no ser e estar neste mundo, será possível que juntos, possamos construir  um mundo mais humano, mais compassivo, mais feliz e amoroso, onde o respeito e a partilha seja nossa força maior. Esta é uma responsabilidade absolutamente pessoal e intransferível.

Abraços    ****

Vivi

COMO SE ESTIVESSE INICIANDO …

A disposição para aprender, é algo que se cultiva através de uma atitude mental que se reconhece em constante aprendizado na vida. Cada instante do viver e conviver, é sempre uma oportunidade para aprender com os outros, com as contingências, os acontecimentos, com os cenários que se configuram em nossos relacionamentos. O ser humano não nasce pronto. A pessoa humana está sempre em processo de maturidade, onde sempre é um início. Cada amanhecer e cada por de sol é um espetáculo novo da natureza, onde tudo se compõe de forma diferente. Embora que possamos ao longo de uma vida, ter visto inúmeros poentes nunca teremos visto um por de sol igual ao outro. O olhar da sabedoria de  uma consciência poderá rerceber que cada espetáculo de um céu crepuscular é diferente, se mostra e se configura como único e inequalável.Só a arrogância de um ser prepotente é capaz de negar a capacidade de estar continuamente aprendendo como uma criança curiosa  que sempre tem perguntas a fazer na sua esponteneidade. Em algum momento de sua velhice afirmou o mestre Karlfried Graf Durckheim: ” Eu me sinto como se estivesse bem no início.”

Abraços    ****

Vivi

ONDE ESTÁ A CRIANÇA QUE ME HABITA?

Dentro de um coração adulto existe uma criança que permanece inquieta apontando possibilidades, questionando e perguntando. Reconhecer e acolher a criança que habita o nosso coração, é fruto de humildade e alegria interior, coragem e desapego. Uma criança que está sempre se comunicando com o adulto mas que, nem sempre este adulto consegue percebê-la, ouvi-la e com ela dialogar. A criança interior se comunica no silêncio. Somente no silêncio é possivel reconhecer sua voz, seus questionamentos, suas inquietações, suas solicitações. A inocência espontânea desta criança interior pode estar mais próxima da realidade e das verdades, que toda a erudição e certezas do adulto não conseguem acessar. Onde está a criança interior que habita o nosso coração? Somos capazes de reconhecê-la, de acarinhá-la, de colocá-la no colo e embalá-la  no afeto da sabedoria? Ao embalar carinhosamente esta criança podemos encontrar a paz que somente a inocência infantil pode nos oferecer. No coração afetuoso desta criança habita o amor e a sabedoria. Ela pode ensinar e com ela podemos aprender sobre os mistérios da vida e os milagres da existência. Esta criança é pura amorosidade, sempre presente em nosso coração.

Abraços   ****

Vivi

A VIDA QUE SE RENOVA

A cada instante a vida se renova num eterno recomeço. Estamos continuamente em renovação, mesmo que não tenhamos clareza para perceber a chegada do novo. Certezas se dissolvem, respostas tornam-se questionáveis, velhas imagens se dissolvem, linguagens perdem sentido, porque tudo está em processo, em transformação. A consciência do continuum fluxo da vida permite disponibilizar espaços desprovidos dos medos da insegurança afinal, o mistério da vida está sempre presente, em cada instante do viver e conviver. Todo dia é um novo dia e todo dia é uma oportunidade para a renovação, e assim é ao longo de toda uma vida. A vida por ser viva e livre para viver, se renova e se transforma. Não há certezas fixas, há possibilidades, há caminhos possíveis no fluxo permanente da vida. A imaturidade de uma consciência pode não perceber o pulso vital. A sabedoria do viver pode enxergar o mistério contido em cada instante de uma vida vivida. Renovar é, ser livre para viver o mistério vivo da vida em cada instante de uma existência.

Abraços    ****

Vivi

O MUNDO QUE CRIAMOS

A forma como pensamos o que pensamos esculpe a nossa visão de mundo, através de  um conjunto de elementos que moldam um “certo” jeito de olhar, de sentir e agir no cotidiano vivido. A cultura inserida e expressa no meio ambiente em que vivemos, os cenários territoriais e psíquicos, as linguagens, os utensílios, moldam as expressões pessoais que por sua vez constroem mundos, do pessoal ao coletivo. Construímos mundos, experienciando e pensando o mundo. A forma como percebemos a nós mesmos e o mundo em que vivemos, pode determinar o mundo vivido. Quando mudamos a nossa visão de mundo, podemos mudar o mundo, mudar ambientes e linguagens, mudar e transformar nossas relações com o mundo. Pensando bem, criamos o mundo com nossos pensamentos. Egoísmo traz egoísmo, compaixão traz compaixão. Uma simples equação que ainda abriga tantos desafios para uma mente rígida e aprisionada pela ignorância. Criamos o mundo que vivemos pelos nossos pensamentos. Pensamentos constroem cenários de esperança e de sofrimento, de alegrias e de tragédias, a escolha é pessoal mas, poucas são as pessoas que se dispõe a querer ver a potência da transformação. Ao mudar os nossos pensamentos podemos transformar o mundo em que vivemos. Como a pedra que ao cair no lago constrói ondas circulares, ao mudar uma atitude, ao mudar uma certa forma de ver, sentir e agir no cotidiano, podemos transformar o mundo. Pense nisto!

Abraços     ****

Vivi

CUIDADO COM A CALMA …

Diante das agitações é muito comum as pessoas dizerem: Calma! Muita calma nesta hora! Quando se trata de acalmar-se, é fundamental reconhecer as diferentes faces da calma. Ao seguir na direção da calma diante das ansiedades é fundamental ter clareza de que calma estamos falando, afinal a calma, o relaxamento que o senso comum propõe,  geralmente está vinculado a um estado de letargia, de indiferença, ou um estado interior que se fecha, se encapsula  na autossuficiência impedindo a ação. Este é um estado de negligência diante de uma decisão interior. Um estado que abstrai a criatividade. Frente aos acontecimentos e desafios do cotidiano, é fundamental  encontrar um estado de calma propiciado por uma mente lúcida e um coração amoroso, afetuoso, que considere e inclua o outro. Cuidado com a calma pois, ela pode se manifestar através de um torpor que não realiza, gerando mais ansiedade pela posterior frustração. A calma que acalma, é aquela que vem junto com o discernimento de uma mente atenta e presente à situação e que portanto, pode realmente encontrar caminhos criativos para uma ação transformadora para a pessoa, para o outro e todas as outras pessoas.

Abraços    ****

DESCULPAS ESCAPISTAS

 Se dormimos 8hs por dia, se trabalhamos 8hs por dia, ainda sobram 8hs. Dedicando-se à diversão, à higiene, às tarefas cotidianas, será que não teríamos uns vinte minutos para silenciar e pausar? Acho difícil acreditar que não sejam apenas desculpas vazias para escaparmos de um encontro verdadeiro com a pessoa que somos. Se pudermos ampliar um pouco o nosso olhar para querer compreender com boa vontade, poderíamos perceber a riqueza do silêncio pessoal. Um valor insubstituível em que nada pode valer mais que o encontro pessoal com a nossa consciência, com a nossa verdadeira essência.

Abraços    ****

Vivi

SABER PERDOAR

“Todo sofrimento é digno de compaixão, e a compaixão só pode apelar para o perdão.” Esta afirmação do monge budista, escritor, fotógrafo é de grande preciosidade.  Perdoar a quem nos prejudicou é um ato de liberdade . É um ato de humildade e coragem. É um ato de sabedoria . Um ato daquele que é capaz de compreender que o ofensor também é uma vítima que sofre, ou vive em sofrimento. Também não significa retirar a responsabilidade pelo ato cometido mas, sem a capacidade de abrir um espaço interno, pessoal para o perdão o sofrimento irá persistir, se aprofundar gerando mais confusão mental, mais venenos para si e para seu entorno. Saber perdoar é saber ouvir, é ter a coragem de compreender e assumir responsabilidades por si, pelo outro e pelo meio ao qual, todos nós somos parte integrante. Perdoar é abrir o coração para a compaixão.

Abraços    ****

Vivi

IR DEPRESSA ….

Diz o ditado : “ para ir depressa diminua o ritmo”. Nem sempre acelerar é ganhar tempo. Nem sempre correr é chegar na frente aliás, quanto mais queremos correr mais nos atropelamos. A vida tem seu ritmo próprio. Assim são os batimentos cardíacos, o pulso respiratório, sendo o ritmo adequado o responsável por manter um organismo vivo saudável. Banir a pressa como também banir a preguiça, trazendo à consciência o ritmo adequado para um bom viver, é no mínimo uma atitude inteligente. Portanto, pense nisto: para ir depressa diminua o seu ritmo, simples assim!

Abraços ****

Vivi

PACIÊNCIA

A paciência como uma virtude também pode ser treinada, educada. Em tempos de excessiva agitação, ser paciente nem sempre é uma tarefa fácil. Contudo, viver na agitação é perder a liberdade. Pausar para pensar, pausar para estar presente, pausar para qualificar uma presença, pausar para discernir e escolher … são atitudes que treinadas podem nos ajudar a sair da reatividade, dos automatismos condicionantes, onde não somos capazes de escolher. Sem  paciência,  não há tolerância, não há como compreender nem a si mesmo nem ao outro. A paciência é algo que se cultiva. Ser paciente consigo mesmo para ser paciente com o outro, sem perder a diligência. A paciência anda de mãos dadas com a liberdade e é algo que se descobre milímetro a milímetro.

Abraços   ****

Vivi