QUANDO SE PODE SER ?

Grande parte da permanência das pessoas no viver cotiano, é sustentada pelas representações através dos papéis e com eles as máscaras utilizadas para cumprir as diversas funções da vida em sociedade. Atuando, comunicando-se, participando, o humano se maneja ao longo de sua existência, em lugares externos e internos, que nem sempre lhe oferecem um sentimento de completude. Associada à velocidade e as inúmeras demandas, atribuições e exigências do contemporâneo, as representações se fazem mais evidentes e com elas um certo sentimento de frustração quando este humano não consegue se reconhecer como um ser de potência . Agitação, insatisfação, desvalorização de si, acabam por roubar-lhe a paz interior e com ela a alegria de viver. É no Estar-Com que o humano pode Ser. É na relação que o humano pode se conectar com  toda a sua potencialidade e completude, através do sentido e significado que  ele  imprime em sua vida e dos vínculos que estabelece em seus relacionamentos. O humano só pode ser COM. É através do outro,  com o outro e com os mundos “intermentais”, que a pessoa humana pode encontrar, construir, edificar, maturar, crescer e florescer, como um ser de completude. É com o outro e através do outro que a alma humana se integra à alma do mundo. Lembrando que este COM,  é o fio e o canal por onde o amor  de SI pode fluir. O humano pode Ser,  quando se disponibiliza a Estar-Com Amorosamente.

Abraços   ****

Vivi

COOPERAR PARA UM RESPONSABILIZAR

Quando se trata de viver em comunidade, que é a realidade humana, a cooperação é decisiva. Cooperar, operar com, implica uma conduta responsável. A questão que se apresenta é saber para que e por quê? É saber qual é o propósito, afinal a cooperação pode acontecer tanto para o bem como para o mal, em favor do bem comum ou em favor de interesses e privilégios de um grupo em particular, desprovido de qualquer conduta ética. Cooperar e se responsabilizar no âmbito da verdade, tendo como alicerce os pilares da ética, é estar alinhado à construção de um processo democrático, de uma cidadania participativa e comunitária voltada à preservação do bem comum, onde todos os cidadãos e o meio ambiente são considerados e respeitados em seus direitos. O direito à Paz, o direito à Vida, são princípios a serem preservados quando se trata do Ser Humano, sua comunidade, seu meio ambiente, seu território, sua história e sua cultura, suas tradições. São princípios a serem preservados por toda pessoa humana comprometida e responsável, na construção cooperativa da comunidade humana, em sua humanidade e em sua humanização. São os princípios fundamentais que podem dar garantia de preservação à evolução da consciência e do espírito humano.

Abraços   ****

Vivi

RESPONSABILIZAR OU PUNIR

Uma cultura que tenha sua base histórica alicerçada na dominação, no controle, na subjugação, na intimidação da pessoa humana, atuando segundo a lógica da exclusão através de uma hierarquia verticalizante, diante das diferenças e divergência do modelo protagonizado por ela, a única forma de conduta que estabelece é, a punição. A dominação não valoriza o educar, mas, sempre manter o controle a qualquer custo, mesmo que e se preciso for, optar pela morte da vida. A truculência do dominador não transforma, apenas gera e alimenta ressentimentos, retaliações, vingança e destruição da identidade. O dominador serve a si mesmo, afinal seus medos que se escondem nas máscaras da prepotência, não podem revelar suas fraquezas interiores então, só lhe resta explorar e punir. A cultura de dominação desvaloriza o diálogo e a compreensão, então “para não perder tempo com bobagens”, opta pela punição, cercada por leis, que de alguma forma justificam seus atos. Assim, a violência se perpetua…alimentando um círculo vicioso de amedrontamento. Responsabilizar é alimentar o círculo da virtuosidade, estimulando o diálogo aberto à compreensão que inclui, que acolhe, que se disponibiliza a ampliar a percepção para compreender o contexto na dinâmica de sua totalidade. Aqui acontece a educação, a possibilidade de aprendizagem a partir das diferenças, entendendo o conflito como um processo natural do viver e portanto, como alavancador de uma transformação. Responsabilizar é ter a coragem de ver a realidade tal qual se apresenta e poder agir no âmbito da verdade. É abrir espaços para o pensamento criativo em direção aos  meios regeneradores de um tecido relacional que foi danificado. Educar para a responsabilidade, é abraçar os valores humanos, respeitar o direto à vida de todos e de cada um, é manter um compromisso permanente com a Ética, com o pensamento ético, com uma conduta honesta e solidária.

Abraços   ****

Vivi

O ESPAÇO DA ESCUTA

Imersos em tantos ruídos da vida urbana, que trazem agitação, distração, ansiedade, pressa, atropelos e tantas outras disfuncionalidades, as pessoas não conseguem ouvir nem escutar. As disfuncionalidades advindas do excesso de barulho afetam a vida social, relacional e pessoal de todos os cidadãos. Nossas crianças crescem aprendendo a gritar, a falar alto. Aprendem que ao elevarem o tom da voz, podem ter um lugar de expressão. Neste cenário quase patológico ninguém se entende porque não conseguem se ouvir, não conseguem um mínimo de espaço para serem reconhecidas, então quem fala mais alto tem a esperança de conduzir sua mensagem. Quando nos acostumamos a elevar o tom da voz, também por consequência, elevamos o “tom” das palavras que se tornam mais rudes, mais ásperas e mais hostilizantes. A mídia se aproveita destas anomalias socais, para gerar mais agitação que acaba desembocando num consumismo desenfreado e automatizado. Ilusoriamente passamos a acreditar que poderemos preencher um espaço de carência afetiva, com a compra de mais um objeto que muitas vezes é inecessário. Lembrando que todo este desconforto, poderia ser desfeito com um simples olhar silencioso de reconhecimento. Perceber que estamos “enlouquecendo” de tanto gritar, talvez seja um primeiro passo. Um passo que tem início no mais íntimo de uma pessoa. Quando reconhecemos os malefícios dos fatores estressores causados pelo barulho intenso, é o primeiro sinal para a cura. Abrir pequenos espaços para a escuta já é seguir na direção desta cura, começando por falar mais baixo, diminuir o som da TV, do celular e eletrônicos, para seguir no contato com a abertura de espaços para se ouvir. Somente quando valorizo a minha escuta pessoal, poderei valorizar a escuta do outro. Este é o verdadeiro espaço do encontro.

Abraços    ****

Vivi

GESTORES DA PAZ

(CONVITE DA REUNIÃO DE FEVEREIRO DE 2.016)

Prezados(as) Senhores(as): 

 

Dando continuidade às reuniões dos Gestores da Paz, convido-lhes, em nome da rede, para a primeira reunião do ano de 2.016, conforme programação abaixo.

                                      Dia 24.02.16 (quarta-feira), das 14h00min. às 17h00min., no auditório do SENAI, que fica na Rua Bartolomeu de Gusmão, 150 – Bairro Aviação – Telefone: (18) 3519-3200, próximo ao Recinto de Exposições de Araçatuba.

 

a)     14h: Abertura: Lei nº 13.185, de 06.11.15 – Institui o Programa de Combate à Intimidação Sistemática (Bullying) – Joel Furlan – Promotor de Justiça da Infância e Juventude de Araçatuba.

b)    14h45 – “DeMolay em Ação” – Combate ao Bullying e ao abuso infantil.

c)     15h15: Intervalo.

d)    15h30: A PAZ, como se faz? – Vivi Tuppy, Psicopedagoga.

e)     17h – Encerramento.

 

Solicito que compareçam com um pouco de antecedência, para que possamos dar início, pontualmente, no horário indicado.

                                     Evento aberto a todas as pessoas interessadas, sem necessidade de inscrição prévia.

                                      Quem tiver ou conhecer experiência de sucesso nas questões discutidas e quiser apresentar para o grupo, ou mesmo sugerir temas e palestrantes, favor entrar em contato ([email protected]; [email protected] e [email protected]) para agendarmos nos próximos encontros. Telefones da Promotoria de Justiça: 3303-7404 e 3303-7400.

                                     Aproveito a oportunidade para reiterar-lhe os protestos de estima e consideração.

 

JOEL FURLAN

                                      6º PROMOTOR DE JUSTIÇA

  

Ilmos(as). Srs(as)

Interessado(a) em participar da rede protetiva de crianças e adolescentes, nas diversas áreas (educação, saúde, segurança, etc).

UM POUCO DO HUMANO …

O comportamento humano em toda a sua complexidade, é algo que não comporta ser analisado através de códigos pré estabelecidos permeado por um raciocínio lógico, linear e reducionista. No centro de toda relação humana, há uma pessoa com a sua particular e específica história, que não pode ser anulada em categorias. Uma pessoa real não poderá jamais ser escondida de sua história concreta. O comportamento humano, seus traços de personalidade e seus processos biológicos, cognitivos, emocionais, existem em uma matriz psicocultural encarnada por uma pessoa em sua existencialidade. O humano como um ser real, de existência própria, não comporta idealizações teóricas deterministas. O humano, como um organismo vivo imerso no organismo vivo do mundo em que habita e se constrói, traz consigo toda a história da humanidade e com ela a história da vida no cosmo. Um mundo em que a pessoa humana se constrói e é construída por ele, em histórias e narrativas, em culturas e territórios, nos diferentes modos de expressão, cujas fronteiras de compreensão deste humano são por vezes imprecisas e indeterminadas. Toda compreensão de uma pessoa humana tem início na auto compreensão de si mesmo. Compreender o outro, depende de uma compreensão pessoal de Si mesmo, um mergulho silencioso e atento, amoroso e cordial.

Abraços    ****

Vivi

 

APRENDER E DESENVOLVER

O desenvolvimento humano, a maturidade, o crescimento pessoal, é fruto da relação entre continuidades e transformações. Continuidades que se alicerçam no repetir. A repetição , o ato de repetir uma ação permite o aprender, pois nunca se repete algo da mesma maneira, sempre será renovado pela experiência somada ao já conhecido com a descoberta do novo que oportuniza o aprimorar. Toda aprendizagem acontece através da diferenciação de experiências que se relacionam e interrelacionam, na dinâmica entre as partes elementares e o todo, a totalidade do sistema. Sempre será um processo dinâmico, global, integrado a um contexto histórico-cultural na linguagem, intrapessoal e interpessoal. Aprender é desenvolver e o desenvolvimento pessoal, comporta o aprender constante. Quando a aprendizagem acontece na consciência e vai para o vivido, o comportamento  tem o potencial de transforma e se transformar, será a fonte da mudança, de si para consigo mesmo e para com o outro nos diversos níveis relacionais.É pela repetição que o novo emana e cria novas camadas de consciência. Repetir com motivação é estar aberto  ao aprender e desenvolver. Não é o mais do mesmo, mas, o novo contido no mesmo que nunca será igual, quando a consciência está presente para aprender e renovar. Aqui acontece o desenvolvimento da maturidade humana.

Abraços    ****

Vivi

CONHECIMENTO DE SI

O grande poeta Rumi, referência na mística islâmica, em sua sabedoria nos deixou a belíssima e verdadeira reflexão: “ É a sua estrada. É só teu o caminho. Outros podem andar com você, mas, ninguém pode andar por você.” O caminho do autoconhecimento é uma jornada que se faz no silêncio mais íntimo do nosso ser. Uma jornada que só acontece com autodeterminação, dedicação, disciplina, atenção, disponibilidade interior e amorosa boa vontade no querer compreender a si e ao mundo. É quando a consciência se abre, para receber o sagrado que habita no coração humano.

Abraços   ****

Vivi

ENTRE-NÓS

Entre-nós, um espaço que nem sempre, nós, pessoas humanas, vivas, temos uma percepção clara da sua importância. Entre-nós é o espaço existente nas relações, seja entre eu e o outro, seja também, entre eu e mim mesmo. Um espaço revelador do olhar humano para o outro humano, do vivo para o vivo. O espaço onde acontece a comunicação e a forma como vemos o mundo, como vemos o outro e sobretudo, quais são os nossos propósitos no viver e conviver. O “entre-nós”, abriga o espaço e o tempo, em conexão dinâmica, interdependente e constante entre eles, conjuntamente com a dimensão psicológica na subjetividade relacional entre EU-TU ou EU-NÓS. O sentido das relações se instala na linguagem, e a comunicação revela a qualidade do diálogo. A linguagem e o uso das palavras, evidenciam uma comunicação mais ou menos violenta, mais ou menos maldosa ou ingenua, com reconhecimento do outro ou sua negação, com ética ou sem ela, com um discurso sedimentado em uma verdade única ou um discurso que comporta o acolhimento de pontos de vista diferenciados. A linguagem que acontece no entre-nós, é sempre reveladora de uma relação. Cuidar deste espaço, é cuidar da ecologia da condição humana na sua dimensão comunicativa, incluindo aqui as diversas formas de expressão do humano, do olhar, do gesto, tom de voz. É cuidar da ecologia para a internet e para as redes sociais, onde o entre-nós também acontece.

Abraços    ****

Vivi

AUTOGOVERNABILIDADE

Quem não quer ser livre e feliz? Felicidade e liberdade são aspirações do humano. Todos querem ser felizes, realizados e livres, desempedidos para fazer suas escolhas e tomar suas decisões. Na trajetória desta busca a pessoa cria a ilusão de que o segredo da felicidade e com ela da liberdade, se encontra no mundo externo e será este mundo que está “lá fora”, é que lhe oportunizará estas aspirações. Há quem passe uma vida inteira nesta busca e procura, acreditando que um dia irá encontrar a “dádiva”, da salvação de seus aprisionamentos, mas, a realidade humana é outra. A realidade é que o estado de felicidade como de liberdade não pode nem será oferecido por ninguém nem por nenhum agente externo pois, eles se encontram na alma humana. Liberdade e felicidade são estados da alma que já estão, já foram dados, já estão disponíveis para serem acessados, apenas que, o caminho da procura não está fora mas dentro, no interior de uma consciência viva que se disponibiliza a ser e viver a felicidade e a liberdade. Esta é a jornada interior rumo a autogovernabilidade. Ser livre é ser capaz de se conhecer e se reconhecer, para conhecer “quem te conhece”. Esta é uma escolha pessoal, onde a pessoa deposita seu propósito de vida no viver de cada dia, de cada momento de sua existência. É o lugar onde a consciência se mantém atenta e conectada com o sentimento cordial e gentil da compreensão amorosa de si e de tudo o que vive em sua volta. A autogovernabilidade não se encontra fora de mim mas, dentro de mim. Todos nós temos a potência da felicidade e da liberdade mas, há que acessá-la e este é o caminho da grande jornada interior, que todas as tradições espirituais e práticas contemplativas do oriente e do ocidente apontaram como o caminho da plena realização.

Abraços    ****

Vivi