A SÁBIA SABEDORIA

De acordo com o psiquiatra e escritor Ron Leifer, “o que torna sábia a sabedoria é que ela nos ajuda a encontrar maior felicidade e a reduzir o fardo de sofrimento que impomos a nós mesmos e ao próximo.” Ocorre que, a sabedoria embora comporte o conhecimento, não é uma mera compreensão intelectual. A compreensão intelectual, a racionalização ou a análise reflexiva dos fatos da existência não são suficientes para a mudança de hábitos negativos de pensamentos recorrentes, nem do uso de expressões verbais pessimistas e até mesmo de gestos, atitudes e ações rudes e hostilizantes. Para a mudança dos padrões mentais e padrões de comportamento geradores de emoções destrutivas e por vezes raivosas, decorrentes de um estado mental ansioso, agitado ou superficial, que se nega a querer compreender a realidade dos fatos e a realidade da condição mental em que se está aprisionado, é necessário o cultivo permanente de uma calma interior e ao mesmo tempo de uma vigilância introspectiva, que favoreça uma clareza mental, onde a sabedoria possa emergir. Uma consciência fará sábias escolhas se conseguir sustentar um estado mental que favoreça o discernimento e o bom senso, que seja capaz de nutrir e cultivar um estado de equilíbrio mental que lhe permita experimentar a felicidade genuína para si e para todos os outros. Somente a sábia sabedoria, poderá desfazer os efeitos deletérios causados pela ignorância. A ignorância impede o conhecimento colocando barreiras que negam o conhecer, e pior, projeta no mundo falsidades geradoras de mais sofrimento.

Abraços    ****

Vivi

 

INCAPACIDADE DE VER

” A relutância ou a incapacidade de ver os fatos da vida como realmente são, de ver a nós mesmos como realmente somos e de nos conduzirmos em harmonia com essas realidades, é a causa principal do sofrimento que nos afligimos e, portanto, o obstáculo principal à nossa felicidade.” Esta reflexão, que o psiquiatra e escritor Ron Leifer nos apresenta com grande lucidez, enfoca a importância da livre vontade de querer ver, querer saber e compreender a vida e a realidade tal qual elas se apresentam. A negação ou a não-percepção dos fatos da existência, tem sido entendida por algumas tradições, como “ignorância”, ou seja, a incapacidade de ver, sendo ela, a ignorância, a principal causa dos sofrimentos que acabamos impondo para nós mesmos e para os outros. Decorre daí, a fundamental importância do conhecimento, do querer conhecer, da atitude de querer compreender a realidade e ainda, do cultivo permanente da sabedoria como um “remédio” para sanar o sofrimento humano. Contudo, esta atitude de se disponibilizar voluntariamente à compreensão de si e da realidade da existência, é fruto de uma escolha pessoal, livre de qualquer pressão, mas, alimentada pela determinação interna de querer se libertar do sofrimento e poder viver a felicidade genuína. Uma felicidade que está disponível a todo ser humano, mas, requer sabedoria, requer o cultivo de uma presença na atenção focada, cujo propósito é não ser fonte de sofrimento nem para si nem para ninguém. A felicidade genuína é uma escolha, é um compromisso com uma conduta ética no pensar, no sentir, no agir.

Abraços    ****

Vivi

COMO ESTOU NO MUNDO?

Em tempos de incertezas sociais, políticas, culturais, existenciais, tudo o que precisamos é encontrar orientação. Sem direção não conseguimos perceber os desencontros, perceber o desencantamento que vai tomando conta do nosso ser e o mal-estar se instala. Perdemos a direção. Sem direcionamento, nossas decisões e escolhas são muito mais consequência de automatismos e modelos estabelecidos pelas mídias e seus jogos de interesses, do que propriamente por uma percepção clara, advinda de uma consciência ampliada. Na desorientação, o sentimento de insegurança compromete os acordos internos, gerando desconfiança em nós mesmos e em nossos relacionamentos. Decepção e medo surgem. Alienação, acomodação, dessensibilização, superficialidade, passam a ser uma presença constante em nosso viver. Passamos a desacreditar de nós mesmos, do outro, dos outros e da própria vida. Como rebanhos, engrossamos as fileiras dos condicionamentos patológicos. Como sair disso? Ou melhor, tem saída? Se a vida continua pulsando tem saída, tem cura, mas, o caminho começa com outra pergunta: como estou no mundo, como tenho estado no mundo, acordado ou dormindo, atento ou distraído? Quais são os valores que tenho cultivado em meu viver e conviver? Os valores que cultivamos são um termômetro para a nossa existência. Se, apesar de todos os desafios e dilemas éticos que nos deparamos neste cotidiano, soubermos abrigar um espaço para a sustentação da ética, em cada presente, em cada momento, em cada pensamento, em cada ação, em cada gesto, em cada escolha, em cada acordo, em cada decisão, em cada palavra, poderemos encontrar a força interna para resistir, prosseguir e alimentar o pulso da vida. Precisamos reencontrar novas modalidades de estar-junto e superar a solidão, mas, precisamos de atenção focada. Precisamos estar despertos!

Abraços    ****

Vivi

UNIDOS E REUNIDOS FAZEMOS MAIS

Protagonizar um pensar em time, um pensar como um grupo, uma coesão grupal, em que pessoas se unem em função de uma causa, parece simples e até mesmo óbvio. Por experiência acumulada, nós humanos, sabemos que quando nos unimos para a realização de um propósito ou um projeto, alimentamos a motivação e a criatividade, os talentos se manifestam e se potencializam e a tarefa pode ser concretizada com mais eficácia. Quando se trata da preservação do  meio ambiente, atendimento comunitário, justiça social e gestão social,  instâncias que necessitam de ações articuladas conjuntamente entre o público e o privado, entre o institucional e o pessoal, o coletivo e o indivíduo, posturas que deveriam ser cooperativas adquirem outros nuances, fazendo surgir os conflitos de interesses. Como humanos, habitantes deste planeta comum, ainda apresentamos um distanciamento entre o discurso e a ação, entre o falar e o agir. O que tem se apresentado no cenário social é uma imensa dificuldade ou negação, de querer entender que, quando nos unimos podemos fazer muito mais e com muito mais eficiência, mas , precisamos abdicar do egoísmo individualista. Fato é que, ” para sobreviver, a humanidade deve ir muito mais longe que a atual conscientização de uma vaga “comunidade internacional”. Ela  deve conscientizar-se da unidade de seu destino e, em primeiro lugar, de sua existência como tal. Ela precisa compreender que reunida, pode fazer muito mais que dividida.” Esta clareza de Jacques Attali, nos coloca diante da responsabilidade que cada cidadão, cada comunidade e cada país tem, diante de um futuro que está ameaçado pela destruição dos recursos naturais, onde as futuras gerações correm o sério risco de viverem a escassez da água, da desfertilização dos solos, da inviabilidade do ar e das temperaturas elevadas. Então, como posso EU colaborar para a mudança deste cenário? O que EU tenho feito e o que penso a este respeito?

Abraços    ****

Vivi

INTEGRAR NO INTERLIGADO

Se vivemos e convivemos num mundo completamente interligado não há como pensar através de raciocínios individualistas e fracionados. Se os fenômenos são interligados e interdependentes, as decisões e soluções exigem um pensar integrado, que considere o engajamento das ligações em rede de relacionamentos. Dentro deste cenário, os problemas sociais só podem ser solucionados com a colaboração e participação efetiva de todos e de cada um, onde todos se sintam responsáveis. Prosperidade econômica, qualidade de vida e preservação ambiental, são componentes fundamentais quando se tem como propósito a harmonia sustentável e equânime, alicerçada em relações justas, transparentes e democráticas. Pensar integradamente inclui o individual, o comunitário e o global, de forma sistêmica, dinâmica e interdependente. Grande parte dos conflitos pessoais e coletivos são gerados pela dificuldade de uma consciência que ainda não consegue se articular em rede, mesmo porque não consegue se sentir participante de uma rede onde todos os componentes vivos se afetam e são afetados mutuamente. Ou será que grande parte dos nossos conflitos pessoais e sociais ainda estão inseridos em mentes egoístas, que querem manter seus privilégios, se beneficiando da exploração do outro, da natureza e de todos os outros?

Abraços    ****

Vivi

RECUSA À REALIDADE

Uma das formas que o humano vem trazendo no seu viver para não querer ver a realidade tal como ela é, verdadeiramente, é através da repressão. A repressão, a atitude repressora, tem sido entendida por muitos psicoterapeutas como uma recusa a encarar fatos sobre Si mesmo, em particular e a responsabilidade que uma pessoa tem sobre suas ações, escolhas e reações às experiências dolorosas da vida. ” A essência da repressão é a recusa, por parte do ser humano, de reconhecer as realidades da sua natureza humana.” Com esta afirmação, Norman O. Brown, apresenta a incapacidade humana ou a recusa, de ver certos fatos ou aspectos da vida e do viver. Quando a pessoa se defronta com as situações dolorosas e desafiantes, onde decisões precisam ser tomadas e para tanto, é necessário ver a realidade tal como ela se apresenta, se o humano não consegue ver e olhar a realidade e a realidade lhe é insuportável, uma das formas que ele lança mão para se esconder da realidade é pela via da repressão. São atitudes, em que a pessoa não tem a percepção mas, que ao recursar-se à realidade ela acaba gerando mais sofrimento para si e para os que estão à sua volta. Portanto, atenção aos escapismos e sabotagens.

Abraços    ****

Vivi

E A PRÓXIMA GERAÇÃO …?

Se nada está fora deste mundo, deste Planeta vivo, se nós pessoas humanas, habitamos e fazemos parte do processo contínuo deste organismo vivo, a Terra dentro dos Cosmo e ainda da construção da consciência humana, é nossa responsabilidade preservar, cuidar, proteger este “organismo vivo” para as próximas gerações. Esta é a nossa  responsabilidade ética para com os netos dos nossos netos, para que todos os humanos, a natureza, os animais, vegetais, minerais, os ventos, as “terras”, as “águas”, os “ares”… a vida, na sua expressão do micro ao macro, possa expressar-se com toda a sua potência. Precisamos unir nossos esforços, assumindo cada um a seu tempo e dentro dos seus espaços, a responsabilidade e o respeito para com tudo que vive e viverá neste mundo. Só um egoísta, na sua ignorância, não consegue perceber a maravilha que é a expressão do imenso potencial da vida, que cada ser vivo já traz consigo ao nascer. Pensar nas próximas gerações, preservando a vida e o viver, é uma absoluta e inadiável responsabilidade pessoal. Não é possível mais admitir que a ignorância ocupe os espaços das falas, das condutas, das  atitudes perversas que destroem a vida. Se humanos que somos, inteligentes e conscientes, é um dever depositarmos o nosso respeito e compromisso para a preservação da vida. Nada, nem ninguém, nem coisa alguma pode ser mais valiosa que a própria vida que pulsa permanentemente neste Planeta Azul.

Abraços    ****

Vivi

ONDE ESTÁ A ATENÇÃO ?

A atenção como o tempo, são “valores” a serem preservados por uma consciência, que  tem como  propósito preservar a lucidez da mente e a vitalidade de somática. Diante de tantos distratores mentais, aprender a sustentar um foco atencional, permite oferecer qualidade para um viver saudável. O foco atencional, depende das escolhas pessoais selecionadas diante das experiências e dos acontecimentos no viver cotidiano. A atenção fornece os elementos que sustentam a consciência e a regulação voluntária dos pensamentos e sentimentos. A atenção pode ser educada. Pensando em “músculo” da atenção, o treinamento pela prática continuada, permite clareza mental para a sustentação dos propósitos pessoais que alimentam a própria prática. Então, onde está a atenção? Onde está a sua atenção? O foco atencional sustentado cria a realidade, ou seja, só existe realidade no viver humano para aquilo onde se dirige e se mantém a nossa atenção. Ter a consciência  da nossa atenção, é solo fértil para um viver e conviver saudável, consigo, com o mundo e em todos os nossos relacionamentos.

Abraços    ****

Vivi

AUTOCONHECIMENTO COM AUTORREVELAÇÃO

Quando nos propomos a nos conhecer, conhecer nossos gestos, nossas expressões, pensamentos, modos de pensar e dar respostas ao mundo diante dos acontecimentos, estamos nos propondo a mergulhar num mundo interno em permanente revelação. Um mundo dinâmico, em constante construção de um Si Próprio, que pode se reconhecer, ou melhor, se autoconhecer. O autoconhecimento começa com a autorrevelação. É uma verdadeira descoberta de Si. Uma clareza que começa por começarmos a perceber o que não notávamos, o que não percebíamos e ainda, não notávamos que não notávamos. Uma aventura que vai se revelando a cada dia, na medida em que mantemos o firme propósito de nos conhecermos e, para esta tarefa dignificante do ser humano, precisamos de Atenção. Precisamos de uma ação interna que sustente um foco atencional, sem dispersão, para perceber e reconhecer as pequenas nuances de nosso ser, sem julgamento ou avaliações. O conhecimento de Si, advém de uma consciência que se permite entregar para si próprio, para que o mais pleno desta consciência possa ser revelado. Uma tarefa sagrada, onde o sutil, o quase imperceptível, se faz ser percebido e revelado à consciência, é a verdadeira e única face de SI .

Abraços    ****

Vivi

BEM – ESTAR – BEM

Quando os governantes, os dirigentes, os gestores em todos os setores de atividade humana, seja na política, na administração pública, no mundo corporativo, na educação e demais administrações indo do público ao privado, tomam decisões e fazem escolhas, será que se considera este este estado de bem-estar-bem? O que significa um estado de bem-estar? Na vida pessoal, que sentido tem este estado de bem-estar-bem? Qual o valor que pode ter para uma pessoa, na sua vida pessoal como na sua vida profissional e sobretudo, se ela exerce liderança com poder decisório sobre um grupo de pessoas, o que significa sentir-se bem? Sentir-se bem faz parte de uma condição de vida, de uma realização pessoal e social? Muitas são as perguntas. Fato é que, se o sentimento de realização e a preservação de um estado interno de bem-estar realmente tem importância e significado no viver e conviver dos seres humanos, por que ainda nos deixamos ser capturados por estilos de vida competitivos, automatizados, nos transformando muito mais em máquinas de produção e consumo do que em ser humano humanizado, inserido em uma humanidade comum e interdependente? Será que temos consciência da magnitude da consciência humana, que vem sendo construída pela evolução que nos permite ser criativos, encantadores, benevolentes, intuitivos, sensíveis, altruístas, cooperativos, inteligentes …? O estado de bem-estar-bem, é um estado que está disponível a todos os seres humanos, quando somos respeitados em nossa verdadeira natureza humana! Além disso, temos o direito de vive-lo!

Abraços   ****

Vivi