DA INVERDADE PARA A VERDADE

Quando nos deixamos ser aprisionados pela “bolha” do ego, nos debatemos nas paredes  das tormentas, temores, aflições mentais, que se multiplicam sem nenhuma relação com a realidade. São perturbações provenientes de nossa confusão mental que nos fragiliza, resultando em mal-estar e insatisfações permanentes. O estado de confusão mental, amplifica os pensamentos e as emoções em grande proporções, modifica a realidade, trazendo mais confusão ao estado de espírito. Este cenário egoísta do egocentrismo, transforma a realidade, criando inverdades que passam a ser consideradas como verdades, ou seja, a confusão mental cria inverdades que se tornam verdades, sobre as quais não conseguimos distinguir pela falta total de bom senso e discernimento. O desequilíbrio mental entre emoções e pensamentos, geram inverdades que passamos a acreditar como sendo verdadeiras, o que alguns chamam de alucinação. Este distanciamento do real e de si, pode desembocar em apegos, depressão, vaidades, euforias e agressividade generalizada, no falar, no pensar e no sentir. Aqui todos sofrem e mais sofrimento é gerado. O egoísta sofre e causa sofrimento para todos a seu redor. Sair deste lugar requer boa vontade para se reconhecer este sofrimento inútil, que despotencializa a todos, e ainda, querer encontrar caminhos mais salutares. O cultivo do amor altruísta é a grande chave para sair desta prisão. O remédio é interno, não está disponível nas farmácias nem nos supermercados, mas, está sempre disponível para ser acessado através de um coração e de uma mente que queira viver o amor altruísta, considerado a mais positiva de todas as emoções.

Abraços    ****

Vivi

COMO ENFRENTAR A DOMINAÇÃO

Entendendo que o contemporâneo tem evidenciado a passagem de uma cultura que tem privilegiado os valores da dominação, do controle, da desqualificação, da imposição e intimidação, para uma cultura que está se construindo a partir dos valores da parceria, da ação conjunta, da interdependência, pautando-se por uma ética dialógica, é aceitável as zonas de discordância. O que não podemos aceitar, é o desrespeito pela dignidade humana e pela vida. Como toda passagem para mudanças, estamos vivendo momentos em que o novo ainda não se construiu nem se constituiu, mas, não podemos mais aceitar e portanto, colaborar, mesmo que seja pela omissão silenciosa e velada, com as formas de enfrentamento que destroem a vida em todas as suas manifestações. Para enfrentar e discutir a dominação, precisamos de reciprocidade e respeito mútuo. A comunidade humana, em todo o planeta tem vivido a necessidade de muita clareza mental, discernimento, lucidez corajosa, para sustentar uma ética que sustente com dignidade os valores protetivos da vida, valores que tenham a proteção da criança em primeira ordem. Há elementos que podem e devem ser negociados, mas, há elementos que não podem ser negociados quando a vida corre risco. Não cabe mais pensar em um EU, a todo custo, desprovido de qualquer escrúpulo. Pensar e agir a partir de um EU egoísta, egocêntrico e obsessivo não pode mais ser aceitável, afinal vivemos e convivemos juntos na comunidade humana, interligados e interdependentes. Precisamos instalar em nossas mentes e corações, um NÓS cooperativo e responsável. Para enfrentar os valores da dominação, precisamos do diálogo amoroso e justo, precisamos de uma forma de pensar e agir que inclua a razão lógica, mas, também e igualmente, a razão sensível, todo dia, o dia todo.

Abraços  ****

Vivi

AGIR EM BENEFÍCIO DO OUTRO

Então o que é a Ética? Ética é fruto de ações que trazem uma propositura de agir sempre, na direção do bem comum. É agir sempre em benefício do outro e da coletividade. O individualismo egoísta anda na contra-mão da ética. Ética é saber agir bem agora, no presente, em cada presente do viver, sempre tendo o bem do outro e da coletividade como um valor do qual é impossível de ser abdicado. Ética é coragem determinada pela vontade, fruto da reflexão de um ser que preserva o outro e a coletividade, porque também sabe se respeitar e respeitar o mundo ao seu redor. Não há ética só para um. Ou o bem é para todos, ou não é para nenhum. A realidade humana é que estamos juntos, nos fazemos juntos, nos construímos ou nos destruímos juntos, portanto, temos que agir juntos, mas, sempre em favor, em benefício de todos juntos. Esta é a lei da reciprocidade. Ética se faz junto. Ética é agir em benefício do outro e da comunidade.

Abraços   ****

Vivi

QUANDO O SILÊNCIO VEM DA IMPOSIÇÃO

Todo ato de violência é um ato que imobiliza e rouba a vida . A violência estrutural pode não acabar a vida de um ser imediatamente, mas, mata este ser lentamente. A violência é um ato que emudece o ser, impondo a ele um silenciamento. Culturas, governos, famílias, empresas, sociedades, comunidades, que impedem o diálogo, bloqueiam o livre trânsito das informações, deturpam a realidade,  expressam de forma evidente a face da violência. Estar atento às pequenas atitudes em nossos relacionamentos, é fundamental. Silenciar a palavra, o pensamento, as emoções, a expressão da potência da vida é hostilizar o outro, é a própria expressão da violência. Estar atento é fundamental.  O humano precisa de respeito. Somente o respeito à vida humana pode transformar. Somente o respeito pode trazer a responsabilidade. O silêncio impositivo que emudece o outro, é a expressão da violência. Esteja atento! Não há como humanizar na desumanização.

Abraços   ****

Vivi

BOAS INTENÇÕES NÃO BASTAM

Muitos são os discursos moralizantes, que saem por aí pregando normas de convivência e diretrizes para os relacionamentos, afirmando de forma contundente, a imoralidade social. São falas que brotam dos mais diversos canais no desprezo ao humano e ainda, incitando a violência e o confronto. O que fica evidente a cada dia é que, estas são atitudes que não transformam a realidade e estão muito longe de contribuir com a mudança deste cenário para a edificação da face luminosa do humano, que toda pessoa humana possui. Até mesmo as falas recheadas de “boas intenções”, não tem contribuído para a transformação desta triste realidade, que é a violência. Fato é que, apenas as boas intenções não bastam. Precisamos ações transformadoras. Ações que contemplem a rede de relacionamentos, em  mútua colaboração, onde cada pessoa deposite o seu melhor, o seu talento, a sua vontade determinada, o seu conhecimento, a sua experiência, o seu tempo, através de um processo contínuo e cooperativo de construção conjunta. É preciso ter total clareza de  onde estamos e para onde vamos. Ter clareza do que se quer e do que não se quer. Ter clareza das vias a serem escolhidas, que efetivamente possam contribuir com a preservação da vida em todas as suas expressões. Só de boas intenções, jamais conseguiremos a transformação da hostilidade para a  verdadeira hospitalidade. Sair da hostilização para seguirmos como humanos vivos pela via do acolhimento generoso, ter a coragem de se reconhecer responsável nesta realidade. Ser hospitaleiro, é reconhecer o conflito e dar a ele a oportunidade de se transformar, pelo diálogo aberto, honesto e sincero.

Abraços   ****

Vivi

DO HABITUAL PARA O PRESENCIAL

Hábito ou Presença, onde estamos? Muitas são ações que fazemos apenas ligados no piloto automático, repetindo fórmulas, narrativas, gestos, simplesmente por hábito, onde não há um instante de reflexão, onde não não há presença. Quando estamos presentes na vida, estamos na qualidade, sabendo o propósito daquilo que estamos fazendo a cada momento do viver. Não exatamente no sentido de julgamento avaliativo, mas, na clareza de propósito, de sentido e significado. Estar presente em corpo e alma na vida, é cultivar uma certa qualidade de presença que permite clareza mental, clareza emocional, consciência gestual, é saber onde estou e como estou, a cada momento. Viver no habitual, é viver no automatismo repetitivo de formas e modos de ser, passando pela vida através dos condicionamentos, sem nenhum poder de arbítrio, apenas repetindo o que o mundo, a cultura, as mídias dizem para ser feito. Compro por impulso, como por impulso, consumo idéias e jeitos de ser por impulso, seguindo modismos que servem a propósitos que caminham no sentido contrário da dignificação da vida, de tudo que vive. Aqui perdemos a liberdade! Aqui somos transformados em coisas, em objetos que servem automaticamente a outrem. Aqui não sou eu que escolho, mas sim, os interesses imediatistas da cultura, que servem a um sistema que escraviza o humano. Aqui me deixo ser escravizado! Sair dos hábitos automatizados para cultivar uma presença que escolhe com clareza mental e discernimento, é estar a serviço do maior e do melhor no humano. É estar a serviço da “alma” humana, com toda a sua dignidade e sacralidade, com todo o seu potencial, é estar presente no processo evolutivo da consciência humana, é ter Luz, é ser Fonte de Luz.

Abraços   ****

Vivi

CONFRONTO OU ENCONTRO

Como seres humanos que somos, imersos em nossas histórias, em nossa biologia, dentro das culturas e dos acontecimentos, vivemos na diversidade. Somos singulares e ao mesmo temo plurais. A diversidade nos enriquece, mas, gera nossas diferenças. No conviver, buscamos identidades para nossas aproximações, absolutamente natural, mas, como somos diversos, no conviver temos que lidar com o diferente. Contemplar o diferente nas relações humanas, requer maturidade pois, nem sempre sabemos integrar o diferente e as diferenças e aqui nascem os conflitos, das mais diversas ordens. Nas identidades, buscamos o pertencimento para sermos reconhecidos e legitimados dentro do grupo de pertença, dentro das tribos, das comunidades de convivência. O conviver pressupõe encontros, imersos nos acontecimentos. Se somos diversos, as divergências geram os conflitos e aqui começam as escolhas: confrontar ou encontrar. Diante do conflito e dentro da liberdade que nos faz humanos, podemos optar na forma de resolução de um conflito. Escolher a via do diálogo que nos aproxima e abre novas perspectivas, aspectos que isoladamente não conseguiríamos perceber, o que chamamos a terceira via, ou escolher lidar com as situações divergentes pelo confronto que hostiliza, separa, exclui, nega a palavra e rouba a potência. Diante de um conflito, sempre teremos a opção de confrontar e separar ou encontrar e vincular, criando possibilidades através do encontro sagrado de duas almas. Tudo depende do olhar, depende do COMO queremos prosseguir na vida.

Abraços    ****

Vivi

LUCIDEZ : A LUZ DA COMPREENSÃO

A vida é como ela é! Parece simples, mas, a dificuldade de compreensão traz complicações que geram estresse.  Compreender as contingências do viver,  é fruto de equilíbrio interior, de maturidade, da vontade para desapegar-se de padrões mentais que entorpecem a realidade, com altas doses emocionais, que geram cenários que não condizem com a realidade, tal como ela é.  “Precisamos da doçura e da força da compaixão. Quanto mais lúcidos somos neste mundo, mais aceitamos vê-lo como é, e mais nos rendemos a esta evidência: não podemos atender todos os sofrimentos de uma vida humana sem esta força e sem esta doçura.” Christophe André.

Abraços    ****

Vivi

O QUE MUDA ?

O que alavanca uma mudança? Embora que a vida viva esteja em contínua mudança, a lógica racional e a preguiça mental da zona de conforto, cria na pessoa humana inúmeras barreiras, repletas de “justificativas” para não querer aceitar as mudanças naturais da dinâmica de tudo que vive. Ainda operamos pelo raciocínio que se ilude em fórmulas mágicas, receitas prontas que venham do externo, para resistir “bravamente” à mudança. Queremos mudanças no mundo, nos sistemas, nas pessoas, no clima… e também em nossa vida, mas ainda não compreendemos que a mudança vem de uma vontade interior da pessoa humana. Onde está a mudança? Quem pode então,alavancar a grande mudança? Diria o grande mestre, Paulo Freire: ” A Educação não transforma o mundo. Educação muda pessoas. Pessoas transformam o mundo.”

Abraços    ****

Vivi

SEMPRE É TEMPO PARA APRENDER E CRESCER

Sempre é tempo, sempre haverá tempo para crescer, para aprender, para querer aprender a aprender, para ampliar nossos horizontes e enxergar outras paisagens. Sempre é tempo para ampliar nossa percepção, ver sob renovadas perspectivas. A luz da nossa consciência, na dinâmica do movimento, ilumina novos espaços que ainda não havíamos percebido. Sempre é tempo para novas descobertas, para renovar nossas energias e avançar em nossa maturidade intelectual e espiritual. Sempre haverão caminhos e possibilidades a percorrer quando a vontade anseia por se conhecer na sabedoria da vida. Quando o alma quer mais, quer se ver, quer se possibilitar de novos ares, novos perfumes que nutrem uma vida que nunca se cansa de viver a potência da vida. Uma alma que se nega a se negar, mas que, está sempre aberta, sempre disposta e livre para viver a sua própria liberdade. Sempre é tempo de cura, desde que a potência da vida possa pulsar livremente. Sempre é tempo de amar e se encantar. “A estrada do humano é infinita, não há um ponto de chegada, qualquer ponto é um ponto de transição. Sempre podemos ampliar a nossa consciência.” Professora Lia Diskin.

Abraços    ****

Vivi